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Bicicleta de plástico reciclado produzida no Brasil Marina Franco - 31/10/2011 às 09:00

Que tal uma armação de bicicleta produzida a partir de plástico de garrafas PET, embalagens de shampoo e peças de geladeira? Pelo menos a 2.500 pessoas essa ideia interessa. Elas estão numa lista de espera para adquirir uma bike de quadro reciclado que é fabricada, sob encomenda, em São Paulo. Essa bicicleta é mais resistente, flexível e barata. Isso porque o plástico não enferruja, amortece naturalmente e sua fabricação transforma resíduos sólidos em um novo produto.

A invenção é do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil. Ele estuda a fabricação desse modelo há doze anos, investindo dinheiro próprio. Há um ano e meio o molde final ficou pronto. A partir de novembro os primeiros exemplares serão distribuídos. “Tenho a patente da primeira bicicleta de plástico reciclado do mundo”, diz.

Para fabricá-las, Muzzi conta com o trabalho de algumas ONGs que recolhem sucata e vendem para uma empresa que granula o material. Os grãos são vendidos para a Imaplast, empresa de moldes que Muzzi dirige. Também é possível que o próprio interessado leve o material reciclável. No processo de produção, o plástico granulado entra em uma máquina e é injetado no molde de aço. “Cada quadro demora dois minutos e meio para ser fabricado e, se for feito só de PET, usa 200 garrafas”, explica o empresário.

A maioria das encomendas – elas devem ser feitas pelo site MuzziCycles* – pedem os quadros, apenas. Cada um custa R$ 250. Mas também é possível comprar a bicicleta completa, que pode chegar a R$ 3 mil. Estados Unidos, Alemanha, México e Paraguai já demostraram interesse em encomendar magrelas de plástico reciclado. Um modelo infantil começa a ser produzido no ano que vem. E mais: “Em maio começamos a fazer um modelo de cadeira de rodas. Mas nesse caso vamos doá-las. A pessoa só terá de trazer o material plástico”, conta Muzzi.

Gostou?

* MuzziCycles

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Estado indiano proíbe uso de descartáveis de plástico Débora Spitzcovsky - 28/10/2011 às 09:00

No Brasil e no mundo, estados e municípios já possuem leis que proíbem a distribuição de sacolas descartáveis no comércio (saiba mais em: A lei a favor da redução de sacolas descartáveis) e, agora, o estado indiano de Himachal Pradesh deu mais um passo rumo ao fim do uso dos descartáveis de plástico, que tanto impactam o meio ambiente: desde o início de outubro, a utilização de pratos, talheres, garrafas e copos plásticos descartáveis está proibida na região.

A medida foi adotada após pedido do ministro-chefe do estado indiano, Prem Kumar Dhumal, que aliviou, apenas, para as distribuidoras de água – após muita discussão entre o governo e os comerciantes do setor, por enquanto, a bebida poderá continuar sendo vendida em garrafas PET.

A multa para os cidadãos que forem pegos no estado utilizando os descartáveis plásticos em locais públicos, como parques e restaurantes, é de 5 mil rupias indianas – o equivalente a cerca de R$ 195. Já os comerciantes pegos em flagrante vendendo os produtos terão que pagar multas mais salgadas, a serem definidas de acordo com a situação, além de correrem o risco de ter o alvará de funcionamento de seus estabelecimentos cassado.

O governo ainda apreende os descartáveis plásticos dos infratores e tritura o material, para utilizá-lo na produção de asfalto para recapeamento e construção de estradas no estado. Em um mês, já foram coletadas 104 toneladas de descartáveis, que garantiram uma expressiva economia financeira para o poder público nas obras rodoviárias.

Você aprovaria a criação de uma lei parecida no Brasil?

Imagem: Cicero Rodrigues

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Conheça a sua cidade pedalando com segurança! Marina Franco - 26/10/2011 às 13:01

Andar de bicicleta é fácil. E há várias vantagens de usá-la como principal meio para se locomover na cidade: não ficar parado no trânsito, economizar dinheiro, não emitir gases do efeito estufa, praticar exercício físico, conhecer melhor a cidade… Mas saber pedalar, apenas, não significa saber pedalar na cidade. É preciso uma dose extra de segurança, porque – infelizmente – os centros urbanos brasileiros não valorizam pedestres e ciclistas.

Com o objetivo de inspirar cidades brasileiras a reverter essa situação, a jornalista Natália Garciaque tem a bicicleta como seu meio de transporte – criou o projeto Cidades para Pessoas*. Ela percorre o mundo reportando boas ideias de planejamento urbano que valorizam a convivência entre pessoas.

Natália já passou por Copenhague, Amsterdam, Londres e Paris, de onde publica em seu blog no Planeta Sustentável iniciativas bacanas que tornam a cidade mais receptiva para as pessoas, como sistemas de aluguel e compartilhamento de bikes; treinamento com motoristas de ônibus – para que respeitem os ciclistas -; piscinas e churrasqueiras públicas, sem falar em mapas instalados nas ruas – uma ajuda básica, não?

Para os ciclistas de primeira viagem é importante que aprendam a ser ágeis e a pedalar sem medo no trânsito. Em várias cidades do Brasil, ocorre que ciclistas experientes estão ajudando os sem experiência a se virar no meio urbano. Trata-se do projeto Bike Anjo*. São cerca de 250 voluntários que dão assistência sobre o básico da pedalada e os melhores trajetos. Foi por causa da ajuda de uma amiga Bike Anjo que a própria Natália, do Cidades para Pessoas, começou a pedalar e descobrir detalhes do bairro em que morava.

Agora a prática deve ser formalizada e expandida num site que facilitará a comunicação entre os Bike Anjos e os ciclistas iniciantes. A nova plataforma também permitirá crescimento para outras áreas como cursos, oficinas e campanhas de educação. Os Bike Anjos esperam conseguir isso através do financiamento coletivo. Faltam quatro dias para atingir a meta publicada no Catarse. Ajuda lá!

Aproveite para comentar se você gostaria de receber uma santa ajuda dessas.

*Cidades para Pessoas
*Bike Anjo

Foto: Benson Kua / Creative Communs

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