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Cédulas de Real danificadas são transformadas em papel reciclado Débora Spitzcovsky - 30/09/2011 às 15:02

Todos os anos, cerca de uma tonelada de cédulas de Real danificadas rasgadas, rabiscadas, grampeadas ou amassadas – são recolhidas do mercado pelo Banco Central (BC), segundo estimativas da própria instituição. Mas o que fazer com todo esse dinheiro sem valor? Papel reciclado!

Essa é a proposta de iniciativa do BC, em parceria com o Instituto Reciclar: a instituição financeira doa as cédulas sem valor, picadas, para a ONG, que as encaminha para a sua Oficina de Papel, onde são transformadas em papel reciclado pelas dezenas de jovens, da comunidade carente de Jaguaré, em São Paulo, que são capacitados pelo Reciclar. De acordo com o Instituto, 5 kg de cédulas picadas rendem a produção de cerca de 33 folhas de papel reciclado.

Além de diminuir a produção de lixo, o projeto ajuda na inserção desses adolescentes no mercado de trabalho: com idade entre 16 e 19 anos, eles têm carteira assinada pelo Instituto e recebem salário, proveniente da renda obtida com o papel reciclado, que é vendido para as várias empresas e organizações que são parceiras do Reciclar.   

A ONG, claro, não é capaz de atender toda a demanda do Banco Central. Por ano, o instituto consegue reciclar 400 kg de cédulas picadas, retiradas do BC, que rendem a produção de cinco mil folhas de papel reciclado. Que tal se outras organizações aderissem ao projeto para dar conta dos 600 kg de dinheiro “inútil” que ainda estão sobrando no “quintal” do BC?  

Imagem: Alexandre Battibugli

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Perspectivas para o futuro, no Sustentável 2011 Marina Franco - 30/09/2011 às 00:45

A última plenária do Sustentável 2011, congresso realizado pelo CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro, discutiu o que o mundo deve levar em consideração para os próximos 40 anos na área do desenvolvimento sustentável.

Bredan Mackey, co-presidente da Carta da Terra, sugeriu que o nosso entendimento sobre desenvolvimento sustentável, além dos pilares social, econômico e ambiental, inclua também o conceito de ética e espiritualidade. As empresas, na visão dele, deveriam redesenhar seus negócios de acordo com essa ideia. “O desenvolvimento sustentável tem a ver com eficiência, mas também com igualdade entre as nações e de nós com o futuro”.

Para Peter Paul van de Wijs, diretor do World Business Council for Sustainable Development, o desafio principal é garantir qualidade de vida aos nove bilhões de pessoas que viverão no mundo em 2050. Ele se considera otimista em relação ao futuro. “Temos boas oportunidades para construir cidades, infra-estrutura, proteger os ecossistemas e garantir estilo de vida para as pessoas. Temos demanda para novos produtos e existem oportunidades incríveis para criar prosperidade sem exaurir os recursos naturais”, afirmou.

Van de Wijs citou o documento Vision 2050, elaborado pela organização que preside e que está sendo adaptado para a realidade brasileira, como um importante orientador das direções de um crescimento mais sustentável. De acordo com Marina Grossi, presidente do CEBDS, após as oficinas realizadas durante o Sustentável 2011, o documento está quase pronto. Deverá entrar em consulta pública no site da entidade, para receber mais contribuições. Espera-se que a versão final fique pronta em fevereiro do ano que vem.

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Sustentável 2011 discute a transparência das empresas Marina Franco - 29/09/2011 às 15:57

Ernst Ligteringen, presidente executivo da GRI – Global Reporting Initiative, organização que desenvolve metodologias para relatórios de sustentabilidade, falou hoje, no Sustentável 2011, sobre a importância de uma gestão empresarial transparente. Para ele, se no ano vem os representantes de diversos países reunidos na Rio+20 discutirão formas de reconstruir a economia, incluindo os valores da natureza, a publicação do desempenho ambiental das empresas e governos é o primeiro passo para saber como agir.

A pressão por transparência, segundo ele, vem dos consumidores: “As pessoas estão mais atentas e tem percepção do que as companhias estão fazendo”, disse. “E quando as empresas reportam suas emissões ao mercado, os consumidores e os investidores podem fazer melhor as suas escolhas. Essas decisões vão nos ajudar na transição para a economia verde”.

Sua recomendação é a de que ou as companhias apresentam o relatório socioambiental ou explicam por que isso não é feito. Por outro lado, que os consumidores sejam inspetores e questionem o desempenho empresarial não só de preço, mas da sua relação com o meio ambiente.

Para Ligteringen, um exemplo concreto de que podemos esperar avanço nessa área é o de que a China, país com grande crescimento populacional e que mais inaugura usinas de carvão, tem um mercado de ativos que requer que as empresas façam os seus relatórios.

“O Brasil tem sorte de ser uma liderança. Espero que o Rio de Janeiro, como anfitrião da Rio+20, possa demonstrar sua sustentabilidade no ano que vem”, disse. Ele falou que com mais transparência a cidade tem muito a ganhar com o evento da ONU, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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