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África do Sul quer tirar chifres de rinocerontes Débora Spitzcovsky - 31/08/2011 às 10:53

Marina Franco

A situação dos rinocerontes da África do Sul está crítica. O animal sofre ameaça de extinção, mas pode ser caçado legalmente em algumas regiões do país com uma licença que equivale a, apenas, R$ 11. Sem falar na caça ilegal, que vem se intensificando e aprimorando com o passar dos anos – e o aumento do preço do chifre do animal no mercado negro.

Para combater a prática, o governo sul-africano chegou a mobilizar seu exército, no final de abril, para proteger os rinocerontes do Parque Nacional Kruger, que fica no nordeste do país, na fronteira com Moçambique. Apesar de a medida ter freado a morte dos animais, o governo considera tomar uma ação um tanto quanto polêmica: retirar os chifres de todos rinocerontes – essa parte do corpo do animal é o principal alvo das caças.

Os chifres são usados para finalidades medicinais na Ásia, mesmo que essa função não seja comprovada cientificamente. Acredita-se que o pó do chifre de rinoceronte possa curar doenças como febre, pressão alta e, até, ajudar no tratamento do câncer. Por causa dessa crença, o bicho entrou para a lista de extinção (leia China, o predador oriental). Hoje restam apenas 4.838 rinocerontes negros e 17.480 brancos em estado selvagem no mundo, segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Assim, arrancar o chifre dos animais seria uma forma de repelir os caçadores. O governo sul-africano diz que consultará veterinários e especialistas antes de tomar essa decisão, para saber se causaria mudanças negativas nas populações de rinocerontes, como uma alteração no comportamento. Outra medida considerada é acabar com as licenças de caça esportiva – no ano passado foram concedidas a 129 pessoas e nesse ano a 143 caçadores – e proibir a matança dos animais definitivamente. Mas isso deve demorar pelo menos um ano, como declarou a ministra do Meio Ambiente ao jornal local Times Live.

Então, comente: é válido tirar os chifres dos rinocerontes para protegê-los dos caçadores? Qual a melhor solução para salvar esses animais?

Foto: Pedro Rubens

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PETs ajudam a evitar acidentes nucleares Débora Spitzcovsky - 29/08/2011 às 10:00


Ah, se Hidehito Nakamura tivesse atentado antes para o potencial das garrafas PET
O pesquisador da Universidade de Kyoto descobriu, recentemente, que as garrafinhas, consumidas aos montes por todo o mundo, podem ser reaproveitadas para fabricar um detector de radiação capaz de evitar acidentes nucleares - inclusive o que aconteceu em Fukushima, no início do ano.

A invenção, batizada de Scintirex, é uma espécie de lâmina, flexível e resistente, produzida com a resina plástica da PET, que emite um brilho fluorescente quando exposta à radiação. A ideia de Nakamura é que a peça seja instalada em lugares estratégicos, para alertar sobre possíveis vazamentos de radiação, que poderiam desencadear acidentes nucleares.

Por ser feito a partir de garrafas recicladas, o Scintirex custa cerca de 90% menos do que os detectores de radiação que estão sendo importados aos montes da França - onde fica a principal empresa fabricante desses sensores -, principalmente depois de março, por conta do acidente em Fukushima.

O preço do produto é tão razoável que Nakamura espera que não só empresas e governo façam uso do Scintirex, como também a população japonesa - sobretudo que reside perto de usinas nucleares -, aumentando a vigilância sob os possíveis vazamentos de radiação. O pesquisador se associou à empresa Teijin para produzir o detector em grande escala e espera colocar o produto à venda a partir de setembro.

Qual a sua opinião sobre a engenhoca de Nakamura?

Imagem: Ricardo Breda

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Ucrânia: ursos são obrigados a beber vodca Débora Spitzcovsky - 26/08/2011 às 10:00

Não é piada de mau gosto: na Ucrânia, está virando hábito domesticar ursos para colocá-los em exposição em bares, restaurantes e hotéis e embebedá-los com vodca. O motivo? Entreter os clientes, que, aparentemente, veem muita graça na situação.

A denúncia foi feita pelo Huffington Post, que afirma que cada estabelecimento promove um espetáculo diferente com os ursos bêbados: alguns deixam os animais presos em grandes jaulas e convidam os clientes a entrar no local para fotografar ao lado do bicho, enquanto outros levam os ursos para cercados, no centro do estabelecimento, para que as pessoas possam assistir ao animal desnorteado pela bebida.

A reportagem ainda traz outro dado triste: o ato de domesticar e embebedar ursos não é comum, apenas, na Ucrânia. Outros países da antiga União Soviética também têm o costume de dar vodca a esses animais por pura diversão. E mais: os bichos estão ficando viciados na bebida e apresentando sintomas de alcoolismo por causa dessa “brincadeira”.

Ao apurar que o número de estabelecimentos ucranianos que aderem à prática está aumentando – atualmente, estima-se que cerca de 80 ursos estão sendo usados para este fim –, o ministro do meio ambiente do país, Mykola Zlochevsky, decidiu se manifestar. Ele garantiu que os donos dos estabelecimentos serão multados e os ursos, levados para um santuário que está sendo construído no lado ocidental da Ucrânia e ficará pronto em dezembro. Até lá, é cada urso por si… 

Imagem: Steven Kazlowski/Divulgação  

 

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