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Taiwan: recolher cocô dos cães na rua vale ouro Débora Spitzcovsky - 29/07/2011 às 10:16

Uma barra de ouro por um pouco de cocô: essa é a aposta do governo da cidade de Nova Taipé, no norte do Taiwan, para incentivar os moradores a recolher as fezes de seus cães, que andam emporcalhando as ruas da cidade.

Isso porque, apesar das campanhas públicas de conscientização, os taiwaneses parecem resistir a adquirir esse hábito, quando saem para passear com seus bichinhos de estimação, transformando o cocô dos animais em um dos maiores problemas da cidade. Diante da situação, o governo resolveu adotar uma nova medida: a partir de 10 de agosto, quem apresentar, às equipes de limpeza do governo, as fezes do seu cachorro poderá ganhar até US$ 2.100.

O “bom cidadão” receberá um tíquete, que dá a ele o direito de participar de um sorteio que premiará três moradores da cidade com barras de ouro avaliadas em US$ 420, US$ 630 e US$ 2.100. O número de tíquetes por pessoa é ilimitado – ou seja, a cada passeio com o cachorro, as chances de ganhar aumentam – e o resultado do sorteio será divulgado em outubro.

O governo, que não revelou o que fará com as fezes dos cães – uma ideia é utilizá-las para gerar energia em praças e parques (saiba mais em: Dê um novo destino ao cocô do seu cachorro) –, ainda pretende lançar outra ação – que também envolve dinheiro! – para combater o excesso de cocô nas ruas de Nova Taipé: recompensar os cidadãos que tirarem fotos daqueles que não limparam a sujeira dos seus animais e as enviarem às autoridades, com o endereço do local.

O que você acha da postura do governo do Taiwan? Oferecer prêmios àqueles que adotarem bons hábitos é uma boa forma de conscientização?

Imagem: Getty Images/Royalty Free

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Com financiamento coletivo, Ônibus Hacker é realidade Marina Franco - 27/07/2011 às 10:14

Em breve começará a surgir uma série de iniciativas pela transparência política em diversas cidades do país. É que a Transparência Hacker*, comunidade de hackers que facilita a divulgação de dados do governo, conseguiu o dinheiro que precisava para comprar um ônibus. Como comentamos aqui no blog, o grupo anunciou seu projeto em um site de financiamento coletivo. E conseguiu arrecadar R$ 58 mil!
“A comunidade trabalha com novas tecnologias para fazer política de um jeito diferente, principalmente com a transparência pública. O ônibus vai expandir as ações que a comunidade pode fazer. Vamos viajar pelo Brasil para fazer eventos sobre esse tema da transformação política pela tecnologia”, afirma Daniela Silva que é integrante da Transparência Hacker. Quando chegar a uma nova cidade, o ônibus tem a missão de atrair hackers para trabalharem as necessidades locais. 
“A ideia também é articular grupos e pessoas fora da Transparência. Queremos levar a rede Fora do Eixo* para fazer um som, grupos de poetas para apresentações de poesias de rua, o Teatro Para Alguém*, para realizar peças nessas cidades, entre outros. O ônibus será uma plataforma de articulação de comunidades que hoje se articulam pela rede”, comenta Pedro Markun, também membro da Transparência Hacker. 
O grupo pesquisa algumas opções de ônibus usados para comprar. As primeiras atividades serão oficinas de customização e adaptação do veículo, o que também será feito coletivamente. “Muitas questões precisam ser pensadas, como mobilidade, conectividade e sustentabilidade. Tem gente discutindo formas alternativas de energia para o ônibus. Também há uma proposta de equipá-lo com um detector que mapeia os buracos das estradas”, diz Markun.
A expectativa é que no começo de dezembro o ônibus vá para as estradas. Ainda não há um calendário certo, mas Santarém, no Pará, é uma opção. “Um coletivo de Santarém doou mil reais em dinheiro e mais 500 muiraquitãs, que é a moeda social que circula lá”, conta Daniela. Outras escolhas podem ser São Carlos/SP, Campinas/SP e Januária/MG. Na cidade mineira, há um grupo parceiro, o Amigos de Januária, que desenvolve o Projeto de Jornalismo Cidadão para treinar repórteres a acessar dados públicos sobre o município. O projeto também está em busca de arrecadação coletiva para ser viabilizado. Fique atento ao site da Transparência Hacker! Quando ficar pronta, a página oficial do Ônibus Hacker – com a agenda de visitas – será divulgada por lá! 
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Catalytic Clothing: um vestido que purifica o ar Débora Spitzcovsky - 25/07/2011 às 18:49


Marina Franco

Moda sustentável não é feita, apenas, de materiais reutilizados ou pouca quantidade de matéria-prima. Um projeto das Universidades de Sheffield, Arts of London e do London College of Fashion chamado Catalytic Clothing* mostra que também é possível – e altamente benéfico para o meio ambiente e a saúde humana – criar materiais inteligentes e sustentáveis. Foi o que fizeram a designer Helen Storey e o químico Tony Ryan, os dois professores universitários. Eles desenvolveram um tecido que purifica o ar que respiramos.

A reação química que permite tal proeza vem dos fotocatalisadores, pequenas partículas que são incorporadas no tecido – como um aditivo – durante a sua fabricação. Nas lavagens, eles penetram na superfície da roupa. Quando a luz atinge os fotocatalisadores, seus elétrons reagem com as moléculas de oxigênio da atmosfera, dando origem a radicais livres. Esses radicais, por sua vez, quebram os poluentes do ar em substâncias químicas que não são nocivas à saúde. Quando, então, uma pessoa usar este vestido da foto, batizado de Herself, deixará um rastro de ar puro por onde passar. É pura química!

Os fotocatalisadores já são usados em outros materiais, como vidro, cimento e tinta, mas é a primeira vez que é aplicado em uma peça de roupa. No caso deste vestido, o professor Ryan chegou a declarar que seriam necessárias 10 milhões de pessoas para reduzir cerca de 10 toneladas de poluição em uma cidade grande como Londres. A peça ainda não é fabricada em larga escala. Mas caso chegue ao mercado, você acha que usaria para resolver o problema de poluição da sua cidade?

Foto: thegreatgonzo/Creative Commons

*Catalytic Clothing

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