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No México, nosso lixo virou arte Débora Spitzcovsky - 29/06/2011 às 15:45

Marina Franco

A reserva da biosfera Sian Ka’an é um paraíso caribenho ao sul de Cancún, na península mexicana de Yucatán. Em 1987 foi declarada pela UNESCO patrimônio da humanidade. É também um parque nacional, com diversos sítios arqueológicos. A beleza e importância natural da região estão representadas em seu próprio nome, que em maia significa “presente do céu”. Mas a paisagem e biodiversidade local são contaminadas por uma grande quantidade de lixo que chega, pelas correntes marítimas, de vários cantos do mundo.

Impressionado com tanto material nas praias da região, o artista mexicano Alejandro Durán, radicado em Nova York, coletou parte deste lixo para realizar a série fotográfica Washed Up*, em que retrata materiais coloridos imersos na paisagem, como se tivessem sido espalhados pelas ondas. Sua proposta é sensibilizar a população para o consumismo e cultura do descartável. São belas fotos, mas em pensar que ao invés de ser reciclado isso está contaminando os animais marinhos, nossos solos e alimentos…

Durán identificou o país de origem de algumas embalagens, como garrafinhas de detergentes, latas de alimentos, frascos de desodorantes e sprays. Elas vêm de 42 nações da América do Norte e Latina – Brasil inclusive -, Europa, Ásia, África e Oceania. Está aí a prova de que aquele copinho plástico jogado em ruas ou rios não some, simplesmente (Veja o caminho que o lixo faz ao ser levado pelas águas no infográfico A viagem do lixo, da revista National Geographic Brasil).

De acordo com Durán, o trabalho ainda não está concluído. Mas quando finalizar a série ele encaminhará os materiais para um centro de reciclagem. “Este é, naturalmente, um processo sem fim, já que todos os dias novos materiais chegam a terra”, conta. O artista também pretende implementar um programa educacional sobre arte e ecologia nas cidades de Punta Allen, próxima a Sian Ka’na, e Nova York.

Fotos: Alejandro Durán

*Washed Up

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Plantio de mudas é penitência para pecados Débora Spitzcovsky - 27/06/2011 às 14:12

Esqueça os Pais-Nossos e Ave-Marias! Na paróquia católica Sagrado Coração de Jesus, no município goiano de Pires do Rio, os fiéis recebem outro tipo de penitência para a absolvição dos pecados confessados: o plantio de árvores.

Para cada “falta” admitida no confessionário, o fiel recebe a incumbência de plantar uma semente de qualquer árvore nativa da região. A penitência é a mesma para todos os pecados e, em outubro, a Paróquia realizará uma procissão para que todas as mudas cultivadas pelos fiéis sejam plantadas em uma área devastada da cidade.

A ideia foi do Frei Sebastião, que procurava uma maneira de envolver os frequentadores da Paróquia na Campanha da Fraternidade iniciativa da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, que anualmente elege um tema, relacionado a um problema nacional, para despertar a mobilização dos fiéis. Em 2011, o assunto escolhido foi Fraternidade e a Vida no Planeta, que busca chamar a atenção dos frequentadores da Igreja para os problemas ambientais, com foco nas mudanças climáticas.

Por enquanto, a sugestão do Frei Sebastião tem feito sucesso na cidade: motivados, os fiéis da Paróquia lotaram a última confissão comunitária realizada na Igreja e se comprometeram a plantar as mudas solicitadas para a absolvição dos pecados. Segundo o religioso, a expectativa é de que a iniciativa renda mais de mil novas árvores para o município de Pires do Rio. Você aprova que a ideia seja adotada por outras Igrejas do país? 

Foto: Alexandre Eggert

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Em 2050: voo de Paris a Tóquio sem poluentes Débora Spitzcovsky - 24/06/2011 às 09:30


Parece até uma previsão do desenho animado The Jetsons, do estúdio Hanna-Barbera. Mas apesar da cara de ficção, tem chances de dar certo. O grupo europeu EADS* – fabricante do Airbus – garante ter a tecnologia para fabricar uma aeronave que viajará de Paris a Tóquio em apenas duas horas e meia, sem poluir. Como?

A aeronave, batizada de Zehstsigla em inglês para Transporte Hipersônico de Zero Emissão – fará voos na estratosfera. Ela terá motores que serão abastecidos com combustível à base de algas, além de jatos e motores de foguete, que funcionarão em alta altitude com hidrogênio e oxigênio, combustíveis que liberam apenas vapor d´água. A velocidade máxima prevista para o Zehst é de 4.800 km/h.

O avião-foguete deverá voar até 32 quilômetros de altitude, enquanto os aviões tradicionais não passam dos 10 mil metros. Para que os passageiros não se sintam numa inclinadíssima montanha-russa durante pousos e decolagens, os assentos terão mobilidade. Veja uma simulação no vídeo abaixo.

O projeto Zehstcriado em colaboração com o Japão e com a Direção Geral da Aviação Civil francesa – foi apresentado no Salão Internacional de Aeronáutica de Le Bourget, na França, na semana passada. O grupo EADS espera realizar uma primeira demonstração em 2020 e colocar o serviço de voos comerciais em operação em 2050. Por que não é uma previsão furada? Os motores de foguete já são fabricados por sua filial espacial Astrium e o biocombustível a base de algas é desenvolvido atualmente.

Pois se em 2000 você lamentou o fim dos voos comerciais do modelo Concorde, que chegava a 2.652 km/h, num futuro próximo poderá embarcar nessa viagem ultra-rápida em prol do meio ambiente.

*EADS

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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