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Graveto pode ser escova de dentes sustentável Débora Spitzcovsky - 30/05/2011 às 13:30

Débora Spitzcovsky

Já pensou em escovar os dentes com um pedaço de graveto? Pois esta é a sugestão da libanesa Leen Sadder para diminuir o impacto das nossas atividades de higiene bucal. Após muita pesquisa, a jovem – que é estudante de design – descobriu que há um tipo de graveto capaz de substituir, de forma eficaz, a escova e, também, a pasta de dentes: o Miswak, um ramo da árvore Salvadora Pérsica.

De acordo com as pesquisas de Sadder, é cientificamente comprovado que o Miswak possui, em seu interior, cerdas naturais com propriedades antimicrobianas, que limpam a boca e evitam o mau hálito. Logo, basta cortar o graveto e esfregar suas cerdas nos dentes – ou, para os mais ousados, também é possível mastiga-las.

O uso do graveto não só reduziria a utilização de água para higiene bucal – e, também, com a contaminação do recurso, já que dispensa a utilização de cremes dentais –, como também diminuiria a produção de lixo. Isso porque, após ser utilizado, o Miswak pode ser enterrado no quintal para se decompor na natureza, como qualquer outro galho.

Em suas pesquisas, Sadder ainda descobriu que o Miswak já era utilizado por povos da Antiguidade na hora da higiene bucal. Sendo assim, a estudante de design, apenas, deu um “toque de modernidade” à técnica: ela desenvolveu uma embalagem (reutilizável) para o graveto que, além de facilitar o transporte da “escova de dentes”, vem com uma espécie de cortador de charutos. Assim, após utilizar o Miswak, o usuário pode cortá-lo e deixa-lo pronto para a próxima “escovada”.

Por enquanto, o produto desenvolvido por Sadder é, apenas, um protótipo – batizado por ela de THIS –, mas, segundo a pesquisa da estudante, o Miswak já é vendido pela internet em sites especializados. Você toparia trocar sua escova de dentes por um graveto?   

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Mark Zuckerberg, contra “carnívoras hipócritas” Débora Spitzcovsky - 27/05/2011 às 15:07

O fundador e presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anda causando polêmica em sua própria rede social por conta de uma declaração que fez ao site norte-americano Fortune – e que, claro, compartilhou com seus amigos do Facebook: Zuckerberg prometeu que, em 2011, comerá, apenas, a carne de animais que ele mesmo matar.

O fundador da rede já é conhecido por suas promessas anuais: em 2009, ele prometeu usar uma gravata diferente por dia e, no ano passado, aprender mandarim. No entanto, o desafio desse ano é uma espécie de protesto. Segundo Zuckerberg, ele quer mostrar sua indignação contra as “pessoas hipócritas” que comem carne, mas não gostam de pensar na sua origem.

“Muitas pessoas esquecem que um ser vivo tem que morrer para que se coma carne. Então, minha meta tem a ver com não esquecer disso e com ser grato pelo que tenho”, disse Zuckerberg, ao site norte-americano. Segundo ele, o fato de pararmos para pensar no que estamos comendo pode, inclusive, diminuir o consumo de carne

O fundador do Facebook ainda chegou a declarar que, por conta da sua promessa anual está se alimentando de forma mais saudável, já que aprendeu com alguns chefs de cozinha a maneira mais “gentil” de matar um animal – entre os bichos comprados por ele para serem mortos estão um porco, uma cabra, uma galinha e uma lagosta.

As declarações, claro, geraram polêmica na rede: muitos se chocaram com a frieza de Zuckerberg e chegaram a chamá-lo de assassino, questionando o que será do mundo se todos saírem por aí matando os animais que desejarem comer. Enquanto isso, outros tantos ficaram ao lado do fundador do Facebook, alegando que essa é a maneira mais sustentável de comer carne, porque evita o desperdício. E você, o que achou dessa história? 

Foto: Deneyterrio/Creative Commons

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Catracas do metrô podem produzir energia limpa Débora Spitzcovsky - 25/05/2011 às 13:53

Cerca de 2.56 milhões de pessoas passaram, diariamente, pelas catracas do metrô paulistano em 2010, segundo dados da prefeitura da cidade. Já pensou se toda essa movimentação pudesse ser transformada em energia elétrica?

Essa é a ideia de três alunos de Administração da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, de São Paulo: juntos, Renato Góis Figueiredo, Lucas Rodrigues Lamas e Tatiana da Silva desenvolveram um projeto que prevê a instalação de geradores elétricos nas catracas das estações de metrô e trem, para garantir que a energia cinética – ou seja, de movimento – produzida pelo giro das catracas seja reaproveitada e convertida em eletricidade.

Os estudantes focaram o projeto nas catracas do transporte coletivo, mas a ideia pode ser aplicada em muitos outros lugares: por exemplo, na entrada dos estádios – imagine quanta energia limpa poderia ser produzida em dia de clássico ou de shows internacionais! – ou nas portas giratórias dos bancos, que seguem o mesmo princípio das catracas. Você consegue pensar em algum outro lugar onde a técnica pode ser aplicada?

O projeto dos brasileiros venceu, em 2010, o concurso EDP University Challenge, que premia as melhores iniciativas, pensadas por universitários, para a produção de energia elétrica e, agora, os estudantes estão aprimorando o projeto, com o auxílio de uma bolsa de estudos. Já pensou se a ideia pegar?

Foto de Fernando Moraes 

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