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Bikeboys: versão ecológica dos motoboys Débora Spitzcovsky - 30/03/2011 às 15:31

Não se deixe enganar pelo tamanho: apesar de ocupar menos espaço, uma moto polui cerca de quatro vezes mais do que um carro e, até mesmo, mais do que um ônibus, em alguns casos, segundo dados da Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo.

A informação – e a preocupação cada vez maior do brasileiro em ser ecologicamente responsável – fez com que muitas empresas passassem a apostar no serviço dos bikeboys: entregadores que usam a bicicleta como meio de transporte, ao invés das motocicletas ou de qualquer outro tipo de veículo movido a combustível fóssil.

Segundo as empresas que trabalham com o serviço, os bikeboys demoram o mesmo tempo que os motoboys para fazer uma entrega, mas por um preço mais acessível, já que não existe gasto nenhum com combustível. Outra diferença entre eles é que os bikeboys fazem mais esforço físico e, portanto, chegam muito mais suados ao seu destino, o que os obriga a levar sempre com eles toalhas, para não causar uma má impressão nos clientes.

O serviço tem feito tanto sucesso que, além das empresas especializadas, muitas companhias têm terceirizado o trabalho dos bikeboys. Na Editora Abril, por exemplo, o serviço dos bikeboys já pode ser solicitado para encomendas feitas em um raio de até 10 km e a previsão é ampliar cada vez mais o uso do serviço, contribuindo para o ar puro da cidade.

Foto: Bike Express/Divulgação

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Avião é construído com sucata no Quênia Débora Spitzcovsky - 30/03/2011 às 10:00

Para provar que lixo tem, sim, utilidade, o queniano Gabriel Nderitu decidiu construir seu próprio avião – inspirado no modelo 14 Bis, de Santos Dumont – utilizando, apenas, materiais de sucata.

A hélice da aeronave foi feita com madeira reutilizada, enquanto o restante do avião foi construído com alumínio de 2ª mão. O motor foi retirado de um Toyota velho. Nderitu demorou cerca de um ano para terminar sua obra-prima – que, no momento, está estacionada no quintal de sua casa –, mas o que mais impressiona os vizinhos é o fato de que o queniano não possui nenhuma experiência em engenharia aeronáutica.

Para construir seu “14 Bis de lixo”, Nderitu – que sempre trabalhou com tecnologia da informação – pesquisou, em livros e na internet, tudo o que podia a respeito da construção de aeronaves e decidiu colocar o conhecimento em prática, com a ajuda de cinco amigos. 

O avião está pronto, mas será que ele voa? Nderitu promete fazer o teste em breve, mesmo sem ter realizado nenhuma avaliação de segurança. Haja auto-confiança…    

Imagem: Reprodução/Citizen

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Máquina cria água a partir da umidade do ar Débora Spitzcovsky - 28/03/2011 às 10:00

Débora Spitzcovsky

O número de pessoas que não possuem acesso à água potável aumenta cada vez mais, sobretudo nas regiões pobres do planeta. Já pensou se esse problema pudesse ser resolvido a partir do simples ato de apertar o botão de uma máquina? Essa é a proposta do H2O Pure, um aparelho que cria água boa para o consumo utilizando a umidade do ar como matéria-prima.

A máquina, cujo design se assemelha ao de um filtro de água, produz o recurso mais precioso do planeta a partir da compressão e condensação do ar. Durante o processo, o software do equipamento regula sua temperatura interna, para que aconteça o “ponto de orvalho” – isto é, para que a máquina atinja as condições necessárias para transformar o vapor em pequenas gotas de água. Em seguida, o recurso passa por três processos de filtragem e, segundo os fabricantes da H2O Pure, está pronto para consumo, livre de impurezas e agentes químicos.

A tecnologia, que foi inventada por brasileiros que trabalham em uma empresa mineira chamada HNF, é capaz de fabricar até 40 litros de água todos os dias. Tudo depende do nível de umidade do ambiente onde a H2O Pure está localizada: quanto mais úmido, mais água será produzida.

A máquina já está sendo importada para os mais diversos estabelecimentos brasileiros  – entre eles, escolas, empresas, hospitais e clubes – e, também, para outros países, como Argentina e Angola. Por enquanto, o defeito apontando pelos consumidores é o preço, já que cada H2O Pure custa cerca de R$ 6,5 mil, mas os fabricantes garantem que, com o aumento da demanda, o preço do produto cairá. 

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*H2O Pure 

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