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Bateria de papel é recarregada com vapor d’água Débora Spitzcovsky - 28/02/2011 às 10:00

Débora Spitzcovsky

Para tentar diminuir o impacto dos eletroeletrônicos no meio ambiente, cientistas portugueses da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, acabam de desenvolver uma bateria feita com papel sulfite.

Segundo os pesquisadores, primeiro, a folha passa por uma série de processos de nome um tanto quanto complicado, como “deposição de eletrodos e caracterização morfológica e elétrica”, mas o resultado final é bastante simples de entender: um gadget de papel, que ainda por cima pode ser recarregado em qualquer lugar.

Sabe por quê? A bateria funciona à base de vapor d’água. Logo, o gadget pode ser recarregado em qualquer ambiente que esteja com a umidade relativa do ar superior a 40%, segundo os cientistas.

Eles garantem, ainda, que esse tipo de bateria pode ser utilizado em diversos dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e, até mesmo, aparelhos médicos. O gadget ainda não tem data para chegar ao mercado, mas se a bateria de papel, realmente, funcionar, pode ser o fim das piadinhas sobre a inteligência dos portugueses…  

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Escola na Ásia é construída com garrafas PET Débora Spitzcovsky - 25/02/2011 às 10:00

Angustiado com a falta de escolas de ensino básico em algumas províncias filipinas, o conterrâneo Illac Diaz resolveu dar um jeito no problema e fundou o Bottle School Project, que, como o próprio nome diz, pretende construir escolas de uma forma bem barata - e que, de quebra, ainda ajuda o meio ambiente: com garrafas PET usadas.

Para quem achou a ideia maluca, Diaz já tem a prova de que seu projeto não é nem um pouco utópico. A primeira escola da iniciativa está pronta, em San Pablo, e foi construída com milhares de garrafas PET de 1,5 e 2 litros, que foram preenchidas com adobe líquido - uma substância feita com terra crua, água e fibras naturais ou palha - para dar consistência às paredes. Segundo Diaz, além de ser mais barato do que o concreto, o adobe é cerca de três vezes mais forte do que o cimento.  

O visionário, no entanto, não conseguiu a proeza sozinho. Para que o projeto desse certo, ele contou com a ajuda da My Shelter Foundation (Fundação Meu Abrigo, em português), que promoveu uma corrida beneficente, no início da obra, para coletar garrafas PET usadas. Além disso, dezenas de voluntários botaram a mão na massa e ajudaram na construção da escola, cujo terreno foi doado pelo governo local de San Pablo, que foi outro colaborador.

Após a conclusão da primeira obra, Diaz pretende expandir o projeto para construir outras “escolas de garrafa” nas Filipinas, na Ásia e, quem sabe, no restante do mundo. Mas, mais do que isso, a partir de seu esforço para erguer instituições de ensino básico em lugares onde a educação ainda é precária, ele espera conscientizar os governos a respeito da importância e da urgência em se investir mais no ensino.

Fotos de Kristel Gonzales

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Carro-peixe brasileiro pode melhorar o trânsito Débora Spitzcovsky - 23/02/2011 às 10:00

Débora Spitzcovsky

O escritório de design brasileiro Dois pra Um projetou um carro elétrico que, segundo seus criadores, acabará com o problema do trânsito no país. Inspirado no modo de locomoção dos peixes, o design do veículo permite que os carros andem mais rápido e mais próximos uns aos outros, como se fossem um cardume, mas sem abrir mão da segurança, de acordo com os designers.

No entanto, para que a ideia dê certo, todos precisarão trocar seus carros pelo novo elétrico e mais: antes, as rodovias do país terão que sofrer uma grande reforma. Isso porque, para acabar mesmo com o problema do trânsito, os designers acrescentaram um “detalhe” ao veículo: ele poderá andar tanto em rodovias como em trilhos de trem e metrô. A ideia é que, ao oferecer a opção de duas rotas distintas aos condutores, o carro ajude a “desafogar” o trânsito.

Mas para isso, claro, os “caminhos de trilho” – que, segundo o projeto, ainda possibilitaram a recarga dos veículos em movimento – precisarão ser construídos por todo o país.

A intenção é de que o carro – batizado, não por acaso, de OU, para fazer alusão a opção de rota dos motoristas – seja desenvolvido até 2021. Em janeiro deste ano, o projeto já recebeu o prêmio internacional Michelin Challenge Design, promovido no salão do automóvel de Detroit. E você, aprovou a ideia?

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*Dois pra Um

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