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COP10 termina com acordos assinados e promessas pela manutenção da biodiversidade Mônica Nunes - 29/10/2010 às 20:14

A COP10 – Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, marcada para terminar hoje às 18h, em Nagoya, no Japão, se estendeu até as 2h da madrugada, quando, finalmente, todos os acordos foram assinados (Leia COP10 aprova Protocolo ABS e Plano Estratégico), tentando conciliar as posições de todas as partes da conferência.

O Protocolo ABS (que determina regras básicas para o acesso e a repartição de benefícios) estabeleceu que cada país tem soberania sobre os recursos genéticos de sua biodiversidade e que o acesso a esses recursos só pode ser feito com o consentimento do país, obedecendo sua legislação nacional sobre o assunto. Os benefícios obtidos a partir desses produtos deverão ser compartilhados com o país de origem.

O Japão anunciou a doação de 2 bilhões de dólares, até 2013, para contribuir nos projetos de manutenção da biodiversidade no planeta nos países em desenvolvimento e também foi definido que, até 2012, os países devem finalizar um plano de financiamento até 2020 – data de conclusão de todas as metas discutidas.

A próxima COP da Biodiversidade ocorrerá em 2012 e ainda não tem local definido.

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COP10 aprova Protocolo ABS e Plano Estratégico Marina Franco - 29/10/2010 às 15:24

Marina Franco

A última seção da COP10, que estava marcada para acabar às 6h da tarde no horário do Japão, se estendeu pela madrugada do sábado e ainda está acontecendo. Delegados e ministros dos 193 países reunidos correm contra o tempo para chegar a um consenso sobre as principais discussões do evento. E já há alguns resultados.

O Protocolo ABS foi aprovado, mesmo com declarações contrárias de países como Venezuela, Cuba e Bolívia, e agora é chamado de Protocolo de Nagoya. E o Plano Estratégico, documento que estabelece metas sobre a conservação da biodiversidade, também saiu e foi aprovado com metas para:
- o valor da biodiversidade nas contas públicas;
- a redução de subsídios negativos à biodiversidade;
- a preservação de 17% dos ambientes terrestres e 10% dos marinhos do mundo todo e
- a perda de habitats, inclusive o desmatamento, que deve cair pela metade ou, onde for viável, chegar a zero.

Esses objetivos devem ser cumpridos até 2020. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, às 0h50 a reunião ainda não tinha previsão para ser encerrada. A maioria das delegações continua em plenária.

(Com informações do WWF Brasil / Foto: AP)

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O boteco da esquina na COP10 Planeta Sustentável - 29/10/2010 às 14:22

Matthew Shirts, de Nagoya*

Como já escrevi aqui, o processo de negociação da COP é coisa de louco. Varrido. Deixa qualquer um doidinho da silva. Tem negociador que chora. Colocam os dedos em riste, um na cara do outro. Ocorrem entrevistas coletivas de imprensa a todo momento para dizer se as coisas que vão bem ou mal. Mas, como somos filhos de Deus, também, ontem resolvemos ir até o boteco da esquina comer um sushi. Foi uma decisão acertada. Quase sozinhos àquela hora da tarde, eu e minha fotógrafa, Pamela Hata, fomos brindados com mini sushis e até com sushi de abacate (foto abaixo), o sonho de um californiano, como eu.

Na noite de quinta-feira, em Nagoya, o Ministério do Meio Ambiente promoveu, na Universidade Gakuin, aqui perto, um evento de grande relevância intelectual para o Brasil. Lá, o Ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento da Noruega, Erik Solheim, disse: "nenhum outro país fez pela biodiversidade o que foi feito pelo Brasil. Se alguém tivesse dito, há sete anos, que o deforestamento da Amazônia cairia em 70 %, ninguém teria acreditado.

Quem apresentou o evento foi a Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira. Disse ela que, na Rio + 20, em maio de 2012 no Brasil,  serão discutidos biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento, água e segurança alimentar.


James Leap, diretor geral da WWF, o economista indiano Pavan Sukhdev e Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente

Pavan Sukhdev, pai do TEEB: O mecanismo REDD+, que busca compensar carbono através da recuperação de áreas degradadas e preservação de florestas, "é um teste de inteligência para a humanidade". E também James P. Leape, diretor geral da WWF: O grande desafio é "a internalização do valor intrínseco de capital natural. O sucesso do Brasil se deve ao fato de já ter dado esse passo".

*Matthew Shirts é redator-chefe da revista National Geographic Brasil e coordenador do Planeta Sustentável e está em Nagoya, no Japão, acompanhando as negociações da COP10 – Conferência Internacional da Convenção sobre Diversidade Biológica.
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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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