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Usar camisinha pode salvar espécies ameaçadas Débora Spitzcovsky - 29/09/2010 às 09:00

Quem disse que o sexo não tem relação com a sustentabilidade? O Centro para Diversidade Biológica (CBD), dos EUA, quer provar o contrário e, por isso, lançou o projeto Endangered Species Condoms (Camisinhas das Espécies Ameaçadas, em português).

Baseada em estudos científicos, a iniciativa pretende mostrar para as pessoas que usar camisinha pode ajudar a salvar espécies que estão ameaçadas de extinção em todo o planeta. Como? A lógica é simples: segundo eles, quanto mais pessoas existir no mundo, mais poluição e menos espaço e recursos naturais haverá para os outros seres vivos.

Assim, ao usar preservativos na hora do sexo, estaríamos ajudando a diminuir as taxas de natalidade no mundo e, consequentemente, evitando o desaparecimento de:
- 12% das espécies de mamíferos e aves;
- 31% dos répteis;
- 30% dos anfíbios e
- 37% dos peixes que, hoje, estão ameaçados.

Será? Para o CBD a ideia faz sentido e, por isso, a entidade está distribuindo desde fevereiro as Camisinhas das Espécies Ameaçadas para a população. São seis modelos de pacote, que estampam seis espécies diferentes: urso polar, peixe, coruja, besouro, jaguar e sapo. As embalagens ainda trazem informações sobre cada animal e frases engraçadinhas que rimam o uso da camisinha com o nome da espécie que aparece no pacote.

Até agora, a campanha distribuiu mais de 250 mil camisinhas, de graça, em 50 estados norte-americanos.  Mesmo que a teoria do CBD sobre a preservação das espécies esteja furada, uma coisa é certa: eles estão incentivando o sexo seguro no país.    

Leia também:
Como fazer sexo ecológico?

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Sem tecido: roupas feitas à base de cafeína Débora Spitzcovsky - 27/09/2010 às 09:00

A britânica Suzanne Lee descobriu uma nova utilidade para as bebidas cafeinadas: produzir roupas mais ecológicas. Após anos de estudos, a pesquisadora – que ainda é estudante de moda em uma faculdade de Londres – descobriu uma espécie de bactéria que, se colocada em contato com bebidas cafeinadas, reage e cria uma espécie de fibra que se assemelha ao papel vegetal e pode substituir os tecidos na hora da confecção de roupas.

A produção utiliza muito menos água e, ainda, dispensa o uso de agrotóxicos necessários para o cultivo de algodão. Tudo o que a designer precisa para fabricar as roupas é uma banheira, cheia de chá verde, em que acrescenta o fermento com as bactérias. A fibra vegetal demora cerca de três semanas para se desenvolver e deve ser moldada, em um manequim, enquanto ainda estiver molhada. Para dar cor aos modelitos, Lee ainda usa corantes naturais, como beterraba e açafrão.

A descoberta rendeu à designer uma marca de roupas só dela: a BioCouture. Por enquanto, as peças não estão sendo comercializadas, porque Lee ainda quer encontrar um jeito de tornar as roupas mais duráveis – o que, segundo ela, não está longe de acontecer. Será que essa moda pega? 

Leia também:
Moda de luxo engajada
 
Moda do bem 
Segunda mão está na moda 
Moda sustentável

*BioCouture

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Em quem os animais votariam nessas eleições? Débora Spitzcovsky - 24/09/2010 às 09:00

Os bichos, claro, não podem ir às urnas, mas na hora de decidir o voto os eleitores podem muito bem levar em conta o interesse de seus candidatos pelo bem-estar animal (entre outras questões, claro!). A ONG WSPA – Sociedade Mundial de Proteção Animal mapeou os candidatos das cinco regiões brasileiras que, ao longo da vida política, mostraram alguma preocupação com o bem-estar dos animais – seja por meio da criação de projetos de lei ou, até mesmo, a partir da participação em algum programa oficial que defenda a causa.

Com o slogan “Tome partido dos animais. Eles não votam, mas você sim!”, a ONG divulgou, no site Vote pelos Animais, o nome de todos os candidatos que conseguiu mapear. A ideia é que os eleitores possam consultar a lista antes de decidir, definitivamente, em quem votar. No portal, o internauta também pode compartilhar, em redes como Twitter e Facebook, o perfil dos concorrentes que mais gostar.

Para chamar a atenção para a causa, a WSPA ainda usou expressões usadas por todos nós no dia-a-dia e que fazem referência aos animais. “Não eleja gato por lebre nessas eleições”, “Se você escolher errado, aí é que a vaca vai pro brejo” e “Votar nulo? Pode ir tirando o cavalinho da chuva!” são só algumas delas.

Faltando quase uma semana para o dia da votação, vale a pena dar uma olhada no site! Quem conhecer um candidato que não está na lista, mas têm histórico ou interesse pela proteção dos animais, ainda pode entrar em contato com a ONG, reivindicando a presença do político no mapeamento.

(Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky)

*Vote pelos animais
*WSPA

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

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