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Tráfico de animais movimenta US$ 3,8 milhões Thays Prado - 30/03/2010 às 14:47


Sites de compra, leilões eletrônicos, salas de bate-papo ou qualquer ambiente na internet é propício para a venda de espécies selvagens, ameaçadas de extinção ou produtos fabricados com suas peles ou outras partes desses bichos. E essa prática tem crescido muito. Assim, traficantes oferecem, tranquila e ilegalmente, animais como salamandra, aves exóticas e corais, além de chifres de rinocerontes, marfim, vinho de osso de tigre.

Um levantamento, apresentado neste mês na conferência de Doha – Catar, que reuniu 175 países, do Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres – CITES* (em inglês), divulgou que, só em 2008, mais de 6 mil espécies em extinção foram vendidas na rede, totalizando 3,8 milhões de dólares.

Outro dado alarmante refere-se ao comércio de aves exóticas, que  cresce cerca de 20% ao ano. O mercado também é próspero para o vinho de osso de tigre (vinho de arroz curtido durante três, seis ou nove anos na carcaça do animal) – o produto é usado para tratar problemas como artrite e reumatismo – e a bílis de urso, usada na medicina tradicional chinesa como uma espécie de tônico. Um horror!

De acordo com o  CITES, na internet é muito difícil controlar o tráfico de animais. Os vendedores e compradores se aproveitam do fato de estarem anônimos e, também, do gigantesco mercado mundial, onde um produto pode ser vendido em um país, mas o site é registrado com o domínio de outra região. Há ainda o disfarce na hora da oferta, na qual os vendedores cometem erros de ortografia ou anunciam o produto com um nome diferente para escaparem dos filtros.

Para conter esse tipo de crime, qualquer ajuda dos usuários é benvinda. Portanto, se você encontrar algo na rede, que se configure em crime contra animais, denuncie ao CITES!

*CITES

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Global Garbage e os vestígios da folia Thays Prado - 29/03/2010 às 14:52

No último final de semana, a Skol realizou uma ação nas praias da Barra, em Salvador, com mergulhadores profissionais, catadores e voluntários e conscientizar as pessoas a não jogar lixo nas praias. Em dois dias, foram retirados 450 quilos de detritos em apenas 1 quilômetro de costa, a uma profundidade de 1 a 4 metros.

A iniciativa foi motivada pelas imagens divulgadas no início do mês, no site Global Garbage – da ONG de mesmo nome que dá um panorama sobre o lixo marinho no mundo.

É que dez dias depois do Carnaval, quatro amigos resolveram mergulhar na praia do Farol da Barra por conta de uma denúncia de que ali havia se acumulado uma enorme quantidade de lixo por causa dos dias de festa.

De fato, os meninos encontraram mais de 1.500 latinhas e garrafas, fora pedaços de abadás e outros objetos de plástico no fundo do mar (veja as fotos que eles fizeram enquanto retiravam todo aquele lixo). A mídia local não deu muita importância, mas a notícia se espalhou pela internet.

Só por essa pequena amostra, dá para imaginar quanto lixo está acumulado nos mares e oceanos em todo o mundo.

Ir à praia tem se tornado uma experiência cada vez menos agradável e, muitas vezes, até constrangedora. É cada vez mais fácil ser surpreendido, em pleno mergulho, por latinhas, sacos plásticos, garrafas de água, absorventes femininos e excrementos humanos ou animais.

A Global Garbage foi idealizada em 2001 pelo fotógrafo baiano, radicado na Alemanha, Fabiano Barreto, depois que ele encontrou, nas praias da Bahia, 81 embalagens de produtos estrangeiros, de 70 países diferentes, jogadas ali por navios de outros países e também trazidas pelas correntes marítimas. Não por acaso, o slogan da ONG é Local Beach, Global Garbage (do inglês, Praia Local, Lixo Global).

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Países pobres exportam CO2 Débora Spitzcovsky - 25/03/2010 às 16:27

Um estudo realizado pelos pesquisadores norte-americanos Steven Davis e Ken Caldeira, da Carnegie Institution for Science, apontou que quase um quarto das emissões anuais de gases de efeito estufa dos países em desenvolvimento – cerca de 23% – vem de produtos e serviços que são vendidos aos países ricos.

Segundo os pesquisadores, levando em conta o ano-base da pesquisa, que foi 2004, o resultado significa que as nações desenvolvidas emitem muito mais do que imaginamos, porque chegam a jogar na atmosfera, de forma indireta, cerca de 6,2 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano.

O estudo – que foi aplicado em 57 setores da indústria, em 113 países, e levou em conta, apenas, as emissões geradas pela queima de combustíveis fósseis (se não, o número de emissões indiretas seria muito maior!) – levantou uma questão polêmica entre os especialistas: quem deve “pagar a conta” por essas emissões?

Segundo os responsáveis pelo estudo, os exportadores e importadores se beneficiam, de alguma maneira, com a situação. Enquanto os países em desenvolvimento “engordam” sua economia, queimando combustíveis fósseis para produzir artigos que serão exportados, os países desenvolvidos conseguem “mascarar” o verdadeiro impacto ambiental que causam com o seu consumo.

Em outras palavras, a dúvida dos especialistas é: se os dois lados estão se beneficiando, quem deve responder por essas emissões? O que você acha: o CO2 emitido na produção de bens deve ser contabilizado por quem o fabrica ou por quem o consome?

Leia também:
Especial COP15 

*Carnegie Institution for Science

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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