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Colisão de icebergs na Antártida e terremoto no Chile Mônica Nunes - 27/02/2010 às 14:08

Um iceberg quase duas vezes maior que a cidade de São Paulo – com 2.500km2 – se desprendeu de um trecho de gelo flutuante da geleira Mertz, na Antártida, após ser atingido por um outro iceberg, também de grandes proporções. Esta é a maior massa de gelo já desprendida desse continente gelado. Havia dois registros relevantes até então: em 2002, um iceberg se separou da plataforma de gelo Ross, em Cingapura, mas era bem menor: 200km; em 2007, outro iceberg de proporções semelhantes a este,se soltou da geleira de Pine Island. 

A comunidade científica está dividida, naturalmente: parte garante que a causa do acidente não está relacionada ao aquecimento global , mas a causas naturais, e outra parte afirma que sim. No entanto, isso é o que menos importa agora, já que tal evento, com certeza, resultará em alterações climáticas: o grande bloco de gelo poderá bloquear uma região que produz parte de toda a água densa e gelada do mar, o que resultaria em mudanças nas correntes oceânicas e, consequentemente, nos padrões do clima daqui pra frente. A vida submarina da região se ressentirá, o que resultará em desequilíbrio.

E, como na Terra tudo está interligado, outras conseqüências se manifestarão pelo planeta. Alguns cientistas afirmam que o desprendimento de plataformas de gelo – de tamanhos variados – na Antártida, está se tornando freqüente devido ao aquecimento global. Com a circulação cada vez maior de icebergs, o o nível de água doce do oceano aumenta.

Temas como emissões de gases de efeito estufa e o aquecimento global ganharam espaço na vida do cidadão comum em diversos países, o que é um avanço. Mas, agora, é preciso refletir, também, para encontrarmos formas de adaptação a tais eventos – sejam eles naturais ou provocados pelas mudanças do clima.

Hoje, mais uma notícia trágica domina as manchetes on line, na TV e no rádio: o terremoto no Chile, que foi sentido em alguns países da América Latina, entre eles Argentina e Brasil, e que, até agora, fez mais de 100 vítimas fatais.

Com pouquíssimas exceções (leia a reportagem As mudanças climáticas e a segurança internacional), não estamos preparados para enfrentar catástrofes, mas ninguém que vive neste planeta está livre de enfrentá-las. E elas estão chegando cada vez mais perto, reparou?

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Brasil é maior produtor de lixo eletrônico, entre os emergentes Thays Prado - 26/02/2010 às 19:33

O Brasil é o país emergente que mais produz lixo eletrônico em volume por ano, segundo o relatório da ONU – Organização das Nações Unidas*, e não possui, sequer, estratégias para lidar com isso. De acordo com esse estudo, o País abandona, 96,8 mil toneladas de computadores/ano e é, também, a nação emergente que mais descarta geladeiras, celulares, TVs e impressoras. O volume só é inferior ao da China, com 300 mil toneladas.

Se contabilizarmos o volume per capita, o Brasil é o líder. Por ano, cada brasileiro joga fora o equivalente a 0,5 quilo desse lixo eletrônico. Na China, com uma população bem maior, a taxa per capita é de 0,23 quilo, contra 0,1 quilo na Índia.

No mundo todo, se produz algo em torno de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, a maioria nos países ricos. Só a Europa é responsável por ¼ desse total.

Portanto, já passou da hora de fazermos alguma coisa, não acha?

*ONU – Organização das Nações Unidas

Leia mais:
Lixo eletrônico ameaça países emergentes, mas reciclagem pode ser a solução

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Terra Legal Amazônia pelo fim do desmatamento? Débora Spitzcovsky - 22/02/2010 às 19:07

O Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária anunciou hoje, 22 de fevereiro, que disponibilizará R$ 173,7 milhões para que o governo federal, por meio do programa Terra Legal Amazônia, realize um pregão eletrônico, no dia 8 de março, e contrate um bom serviço de georreferenciamento de terras.

A intenção é mapear os lotes de terra da Amazônia e regularizar aqueles que possuem até 1,5 mil hectares, conforme estipula a aprovada Lei 11.952/2009, resultante da MP 458. Com a verba disponibilizada pelo Incra, o governo acredita que será possível, em um primeiro momento, regularizar 100 mil, dos 296 mil, lotes legais na Amazônia.

Segundo os dados mais recentes do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, 40% do desmatamento que aconteceu no Brasil até 2008 está concentrado nos nove Estados que abrangem a Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Sendo assim, com o mapeamento de terras e a titulação de áreas na região, o governo acredita que aumentará o controle sobre o desmatamento na Amazônia Legal. Já a oposição e alguns ambientalistas discordam. Para eles, a medida é ineficaz e só estimulará o processo de grilagem. Ou seja, aumentará o número de “laranjas” assinando procurações para dividir os grandes latifúndios em lotes de terra de até 1,5 mil hectares.

E você? Acredita que a medida auxiliará no combate ao desmatamento?

Foto de Antônio Milena

Leia também:
Amazônia: o que vem por aí 

*Incra 
*Terra Legal Amazônia

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