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O dilema dos aterros industriais Débora Spitzcovsky - 30/06/2009 às 20:27


Já ouviu falar na PROAMB? Trata-se da Fundação Bentogonçalvense Pró-Ambiente que atua, há 17 anos, na área de meio ambiente e hoje é responsável pela destinação dos resíduos sólidos industriais gerados no Rio Grande do Sul e, principalmente, na Serra Gaúcha.

A entidade possui um aterro industrial de 27 hectares, ou quase 30 campos de futebol, que recebe, todo mês, cerca de 500m³ de resíduos classe I – isto é, materiais perigosos para o meio ambiente, como pilhas, baterias e outros objetos impregnados com tintas, óleos e solventes – e 300m³ de resíduos classe IIA – ou seja, materiais não inertes, como o lixo doméstico

Todos esses resíduos são enterrados e impermeabilizados com argila, entre outros materiais, que garantem que o lixo que foi depositado no local não irá contaminar o solo e os lençóis freáticos e ainda evitam a formação de percolado – um líquido escuro e com forte odor, que possui alto potencial toxicológico, e se forma a partir de resíduos classe I e IIA.

O aterro da PROAMB é inspirado em um projeto alemão e obedece a rigorosas normas técnicas de segurança, nacionais e internacionais, que garantem que a atividade, realmente, protege o meio ambiente. No entanto, o espaço, uma hora ou outra, irá acabar. No caso da PROAMB, estima-se que a vida útil do aterro será de 25 anos.

Sendo assim, fica a dúvida: será que a melhor forma de lidar com o nosso lixo industrial, realmente, são os aterros ou estamos adiando a criação de uma alternativa mais eficaz para o problema? 

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Os poluidores pagam a conta Planeta Sustentável - 26/06/2009 às 15:36


Protecionismo é, possivelmente, um dos temas que mais empacam os debates internacionais toda vez que chefes de Estado e seus representantes resolvem se encontrar para debater as políticas do comércio exterior. Brasil e Argentina que o digam. Mas, dessa vez, quem sinalizou mudar as regras do jogo não foi nenhum latino, mas a toda poderosa OMC – Organização Mundial do Comércio.

A Organização acredita, oficialmente, que o livre comércio pode ajudar a trilhar o caminho rumo a uma economia mundial de baixo carbono e que uma das maneiras mais óbvias de colocar o plano em prática seria a transferência de tecnologia limpa. Mesmo assim, a OMC acenou, em estudo publicado, hoje, em parceria com o Programa Ambiental da ONU, que a criação de uma nova taxa de importação seria benéfica.

A regra é muito simples: impor tarifas sobre importações de países que não tenham uma política confiável para controlar a redução de emissões de gases de efeito estufa ou, em bom português, uma nação poluidora.

De acordo com o Financial Times, algumas empresas e políticos norteamericanos defendem que o rendimento da indústria local pode ser comprometida se forem taxadas por suas emissões enquanto a importação se tornaria vantajosa. Assim, a posição – muito cautelosa da OMC – seria de ajustar essa dinâmica.

Certamente, esse apoio será mais um tópico para as negociações de Copenhagen, que acontecem em dezembro, e representa um passo na luta contra o aquecimento global, mas e o Brasil? Será que o país, com suas recentes escolhas ambientais, se beneficiaria da novidade?

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Cai desmatamento na Amazônia Thays Prado - 25/06/2009 às 15:04

De acordo com os dados apresentados ontem pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o desmatamento na Amazônia em maio deste ano atingiu 123km², área 89% menor em relação ao mesmo mês em 2008. Apesar de a cobertura de nuvens deste ano ter chegado a 62%, sendo que, em 2008, era de apenas 46%, o número vai ao encontro do objetivo do governo de chegar a 2017 com desmatamento zero.

Mato Grosso continua disparado na frente como o estado que mais desmata: responsável por 61% do total. Roraima ficou em segundo lugar com 17,72% e o Maranhão, em terceiro, com 17,63%.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ainda acrescentou que a soma da área desmatada nos primeiros cinco meses deste ano é inferior ao desflorestamento só no mês de abril do ano passado. Ele atribui a redução a ações como:

- pacto com os setores de madeira e soja;
- aumento da aplicação de multas – até agora, foram 1.102 multas, num total de R$ 806 milhões;
- Operação Arco Verde e
- atuação do IBAMA, com a Força Nacional e as Polícias Federal e Rodoviária para a fiscalização da região.

O Zoneamento Econômico e Ecológico da Amazônia e a regularização fundiária local também contribuiriam para a queda do desmatamento. Minc ainda anunciou que será firmado um pacto com o  Ministério do Desenvolvimento Social para que os habitantes que trabalhem com atividades ilegais possam conseguir novos empregos – na piscicultura, no manejo florestal e na agricultura de baixo impacto – quando essas forem desativadas.

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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