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Lei antifumo: não é só em São Paulo! Débora Spitzcovsky - 29/05/2009 às 19:56


Neste mês, a aprovação do projeto de Lei que proíbe os fumantes de acenderem cigarros em ambientes coletivos fechados causou alvoroço no Estado de São Paulo. De um lado, fumantes discordavam da Lei, dizendo que o governador José Serra não pode tirar o direito de ninguém de fumar e que aqueles que concordam com ele estão agindo como “ditadores”. De outro, os não fumantes – ou fumantes passivos – alegam que não é direito de ninguém jogar fumaça na cara dos outros.

O fato é que não adianta brigar. Daqui a pouco tempo, no dia 5 de agosto, a Lei Antifumo já vai começar a valer em todo o Estado e para os paulistas que, agora, estão detestando a ideia de terem nascido em São Paulo, uma “novidade”: proibir o cigarro em lugares públicos fechados não é exclusividade do governador José Serra.

A mídia não divulgou, mas no Estado de Rondônia os fumantes também foram proibidos de acender cigarros em ambientes coletivos fechados desde novembro do ano passado. A Lei é de autoria do deputado Wilber Coimbra, do PSB, e só tem uma diferença, se comparada a de São Paulo: lá, quando alguém é pego fumando, não é só o estabelecimento que paga multa, mas, também, o consumidor – mais aliviado por não ser rondoniense, agora?

Além disso, várias cidades também já possuíam legislação contra o fumo antes do dia 5 de maio, quando a Lei estadual foi sancionada em São Paulo. Recife, por exemplo, foi o primeiro município do país a assinar um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta (que não é obrigatório!) e fazer uma campanha para que a população aderisse à proibição do cigarro. Depois disso, várias cidades cariocas e do Sul do país também tomaram medidas a respeito do assunto e os Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais são os próximos da lista, segundo a unidade brasileira da Amata – Associação Mundial Antitabagismo.

Pelo visto os fumantes não tem mesmo para onde fugir…! E você, está gostando disso?

*Ilustração de Rodrigo Moreira

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Cigarro: é, mesmo, só uma tragada? Débora Spitzcovsky - 29/05/2009 às 17:07


“Experimenta!”, “A gente tem que provar de tudo na vida!”, “É só uma tragada!”… será? Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca)* em três capitais do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre –, 91,8% dos fumantes voltariam atrás e não teriam dado a primeira tragada se pudessem.

Mas o fato é que deram e, agora, 79% querem deixar o vício, mas não tem força de vontade. Para esses, o Ministério da Saúde está dando um empurrãozinho, que para muitos pode ser chamado, também, de “tratamento de choque”.

Desde 5 de maio, no mês do Dia Mundial sem Tabaco – que é comemorado no próximo dia 31 –, está circulando, no verso dos maços de cigarro, o terceiro lote de imagens sobre os malefícios do fumo e, a partir de 5 de agosto, apenas os maços com as novas imagens vão poder circular no comércio.

As fotos estão muito mais chocantes, de propósito. A pesquisa mostrou que 39,1% dos fumantes deixaram de pegar, pelo menos, um cigarro nos últimos 30 dias depois que viram as novas imagens no maço.

Com os números, não dá pra discutir: representações como as do derrame cerebral, infarto e gangrena, de fato, inibem os fumantes. Mas será que o Ministério da Saúde pegou pesado?

Para a indústria tabagista – que, vale lembrar, ganha muito dinheiro com isso! –, o fumo é uma prática legalizada no Brasil e, portanto, as imagens são abusivas. Já o Ministério se defende dizendo que as empresas de cigarro mostram fotos “bonitinhas” para os consumidores e é dever do Estado mostrar os verdadeiros efeitos nocivos do fumo.

Olhando bem para as imagens, o que você acha?

*Instituto Nacional do Câncer

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A Mata Atlântica é aqui! Débora Spitzcovsky - 26/05/2009 às 16:45

Se as atitudes socioambientais não se manifestam espontaneamente, a exposição itinerante da SOS Mata Atlântica* leva educação ambiental até elas! Pelo menos é a ideia do programa “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, que viajará dentro de um caminhão, durante um ano, para 40 cidades das regiões Sul e Sudeste do país.

O veículo, que foi adaptado pela ONG, vai se transformar em uma espécie de palco onde serão realizadas diversas manifestações artísticas em prol da mobilização e da conscientização das pessoas sobre a importância da Mata Atlântica.

Desde o plantio de mudas de espécies nativas do bioma até a participação em rodas de conversa, o programa terá atividades voltadas para pessoas de diferentes faixa etárias e gostos distintos. Aqueles que estiverem interessados em participar das discussões e disseminar conhecimento sobre o bioma, poderão participar dos encontros sobre educação ambiental e restauração florestal. Já para os visitantes que quiserem aprender brincando, os organizadores do projeto prepararam uma série de jogos educativos. 

A primeira parada do caminhão acontecerá amanhã, Dia Nacional da Mata Atlântica, em Itu – onde ficará até o dia 31. Depois disso, o veículo vai estacionar em Campinas, Piracicaba e Bauru. Em seguida, será a vez das cidades da região Sul do país e, logo depois, Rio de Janeiro, Vitória, Minas Gerais e outros municípios do interior de São Paulo.

“A exposição pretende mais do que mostrar as diversas iniciativas espalhadas pelo país em prol da conservação deste bioma. Pretende, principalmente, provar que todos, em qualquer lugar, podem ajudar neste processo, reconhecendo que a Mata Atlântica é aqui, onde nós vivemos, e que dependemos dela para sobreviver”, diz Mario Mantovani, diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica.

A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante
Data: de 27 a 31 de maio
Local: Shopping Plaza Itu
Endereço: Rodovia Marechal Rondon, Km104 – Itu/SP
Mais informações no site da SOS Mata Atlântica

*SOS Mata Atlântica

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