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Virou lixo. E agora? Planeta Sustentável - 28/11/2008 às 17:19


A rapidez com que novas versões de aparelhos eletrônicos chegam ao mercado faz com que eles se transformem em sucata em pouco tempo. E o que fazer com esses descartes? Essa é a pergunta que passa pela cabeça de qualquer pessoa que acabou de comprar uma máquina melhor e a interrogação que deu origem ao Metareciclagem, movimento que está mapeando o que é feito com o lixo eletrônico. O foco inicial é o estado de São Paulo, mas as pesquisas já exploram o processo em nível mundial.

As informações adquiridas até agora estão reunidas em um blog com registros de que para se aproximar de uma situação de sustentabilidade, o gerenciamento inteligente desses resíduos não basta. “A gente quer que todo mundo tenha computador, mas as pessoas estão se desfazendo deles cada vez mais rápido. As ONG’s que trabalham com reutilização estão abarrotadas de máquinas, mas o reuso aproveita entre 20% e 30% das doações. O que fazer com o resto? A sociedade está com um grande problema”, afirma Hernani Dimantas, do Metareciclagem.

O ativista acrescenta que os resíduos sólidos provenientes desses aparelhos são tóxicos e estão sendo processados de maneira incorreta. Além das instalações precárias, o que traz sérios problemas para a natureza é a chamada mineração urbana, que consiste em retirar dos cacarecos tecnológicos  metais valiosos como ouro, prata e platina – o que é muito comum nos países em desenvolvimento – e queimar o restante, despejando todo o potencial poluente dos metais pesados contidos ali, no meio ambiente.

Segundo outro integrante do movimento, Felipe Fonseca, ainda não existem processos estruturados de coleta, tratamento e descarte desse tipo de material, nem em São Paulo, nem em qualquer grande cidade do Brasil. O blog do Metareciclagem divulga que grande parte do lixo eletrôncio produzido em território nacional passa pela mineração urbana e o restante é moído e enviado para outros países.

Algumas empresas realizam a reciclagem por meio da manufatura reversa que é a separação dos componentes de um equipamento para reaproveitamento na mesma ou em outra indústria enquanto os resíduos perigosos são enviados para usinas no exterior. “Este processo não se paga com a venda dos produtos da reciclagem que são os sais o óxidos de metais e uma infinidade de plásticos e polímeros. Ele só é viável quando a empresa contratada para fazer esse serviço também recebe para reciclar e ou neutralizar substâncias tóxicas juntamente com a destinção adequada de resíduos”, explica Felipe Andueza também do movimento Metareciclagem.

O assunto foi abordado por uma série de textos produzidos pelos integrantes do Metareciclagem que você pode conferir aqui.

Veja o que fazer com os computadores velhos da sua casa. Se eles estiverem quebrados, não se preocupe, os Centros de Recondicionamentos de Computadores consertam para você. Existem também locais que recebem pilhas recarregáveis, celulares e baterias.

Leia também:
Como descartar eletroeletrônicos?
SMA organiza mutirão para coletar lixo eletrônico

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Amazônia pede ajuda aos EUA Planeta Sustentável - 24/11/2008 às 20:08

Sete bilhões e meio de reais por ano: esse é o valor que se gasta para preservar a floresta amazônica no Pará, Amazonas e Mato Grosso. Mas a conta, feita pelos governadores dos três estados, deve ser repassada aos norte-americanos. Pelo menos, essa foi a proposta apresentada por Blairo Maggi (MT), Ana Carepa (PA) e Eduardo Braga (AM), durante a Conferência de Governadores Sobre Clima Global*, em Los Angeles, na semana passada.

O evento promovido pelo governo da Califórnia teve o intuito de discutir medidas para combater as mudanças climáticas e contou com a participação, por vídeo, do futuro presidente dos EUA, Barack Obama. (Leia post Obama contra as mudanças climáticas).

Antes que alguém imagine que se trata da internacionalização da Amazônia sendo negociada no exterior, vale adiantar que a questão é bem mais simples. A intenção dos governadores brasileiros é aproveitar o mercado de carbono para vender créditos aos EUA, que financiariam a recuperação da floresta por meio do REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, cumprindo com suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a idéia foi bem recebida pelos governadores norte-americanos e pelos representantes dos órgãos internacionais que participaram do encontro. O entendimento é de que, independentemente de onde seja realizada a ação ambiental, o mundo todo se beneficia da tentativa de combater as mudanças do clima.

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, reconheceu a soberania dos brasileiros sobre a Amazônia e a possibilidade de outros países contribuírem com a iniciativa por meio da liberação de recursos financeiros. A iniciativa casa bem com a promessa de Obama, de reduzir em 80% as emissões de CO2 até 2050.

Ainda segundo a reportagem do jornal, os governadores brasileiros se comprometeram a destinar parte dos recursos oriundos da venda de créditos de carbono à inclusão social dos habitantes da floresta.
A proposta será levada à Convenção do Clima das Nações Unidas, que vai reunir líderes de todo o mundo, nas duas primeiras semanas de dezembro, em Poznan, na Polônia.

*Conferência de Governadores Sobre Clima Global

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Obama contra as mudanças climáticas Thiago Carrapatoso - 21/11/2008 às 20:02

Desde que Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, há um novo clima de esperança no ar. A sensação de que se trata de um homem mais engajado com as causas globais parece ter fundamento. Na última terça-feira, durante um encontro bipartidário entre os governadores norte-americanos, em Los Angeles – para discutir o tema das mudanças climáticas antes do encontro em Poznan, na Polônia –, Obama deixou registrado, em vídeo (veja ao final do post), seu comprometimento no combate às mudanças climáticas.

Para o futuro presidente, o assunto é um dos maiores desafios para a humanidade atualmente e não há mais como contestá-lo. “O nível do mar está aumentando, as costas estão diminuindo. Estamos vendo secas recordes, a fome se espalhando e as tempestades se tornando mais intensas, com passagens de furacões”, disse.

Obama reconhece que Washington não assumiu a liderança que deveria para evitar o aquecimento global e garantiu que essa situação será diferente a partir do momento em que tomar posse. “Meu mandato vai marcar um novo capítulo na liderança da América diante das mudanças climáticas, fortalecer nossa segurança e criar milhões de novos empregos nesse processo”.

Nas previsões de Obama, cerca de 5 milhões de “empregos verdes”, que vão ajudar a combater também a crise financeira do país. O futuro presidente ainda garantiu que até 2020 os EUA vão reduzir suas emissões aos níveis que tinham em 1990 e, até o ano de 2050, essa redução chegará a 80%.

Para isso, devem ser investidos, durante seu mandato, cerca de U$15 bilhões anualmente em energia limpa – solar, eólica e na nova geração de biocombustíveis. Barack Obama ainda assegurou que não haverá investimentos em energia nuclear até que se prove que ela é segura.

Ele ainda aposta em tecnologias que tornem limpa a produção de energia a partir do carvão, de modo que os EUA não sejam mais dependentes da importação de petróleo.

Obama ressaltou a importância de um trabalho conjunto entre as nações para o controle das mudanças climáticas e disse que, tão logo tome posse, os EUA vão atuar vigorosamente nisso.

Apesar de ainda não poder comparecer ao encontro em Poznan, que vai contar com a presença de George Bush, Obama solicitou a membros do Congresso que o mantenham informado sobre tudo o que for discutido lá, já que não há mais tempo a perder.

O futuro presidente terminou seu discurso dizendo que qualquer governador, empresa ou nação que quiser investir em energia limpa e no combate ao aquecimento global terá o apoio dos EUA.

Já estava na hora…

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

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