BLOGS |Blog da Redação

Embaixadores do clima Planeta Sustentável - 31/10/2008 às 09:39


As gêmeas Ana Clara e Ana Cláudia Cassanti e Felipe Seabra, de 16 anos, são três dos 18 alunos brasileiros que tiveram seu projeto selecionado pelo British Council, no início deste ano, e se tornaram Embaixadores do Clima até abril de 2009. A missão que os estudantes do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, se delegaram e encaminharam ao conselho ao Conselho Britânico, foi contribuir para a diminuição do uso de sacolas plásticas na cidade.

Depois de escolhidos para levar a idéia adiante, especialistas brasileiros e ingleses orientaram os embaixadores a desenvolver, além do projeto, outras quatro atividades relacionadas aos temas:

- desmatamento;
- economia e desenvolvimento;
- agronegócio e
- energia.

Ao longo dos últimos oito meses, eles levaram os alunos do colégio para plantar mil árvores na Zona Leste da cidade, onde, além de contribuir para o microclima local, puderam se deparar com uma realidade social bem diferente da que estão acostumados.

Para tratar do assunto Economia e Desenvolvimento, os adolescentes compraram, com parte do dinheiro destinado ao projeto, quatro aquecedores solares, que eles mesmos instalaram no Arsenal da Esperança, na região do Brás, um abrigo que recebe cerca de 1.500 moradores de rua por dia.

Na intenção de aproximar o tema do Agronegócio do cotidiano urbano, os três ensinaram os colegas a fazerem uma composteira caseira. As atividades para trabalhar o último tópico – energia – ainda estão sendo pensadas pelos alunos.

Em suas pesquisas sobre as sacolas plásticas, os adolescentes descobriram que a cidade de Belo Horizonte já possuía leis para a redução do uso de sacolas plásticas nos próximos anos e, imediatamente se questionaram: “Se já existe uma idéia assim em outra capital, porque não podemos fazer também em São Paulo?”

Com essa motivação, eles optaram por colher assinaturas de paulistanos e encaminhá-las à Prefeitura, por meio do vereador mais votado no município, Gabriel Chalita. De praxe, são necessárias ao menos 5 mil assinaturas para que um projeto possa ser apreciado pela Câmara dos Vereadores. E aí estava o desafio de Ana Clara, Felipe e Ana Cláudia.

A primeira idéia foi encontrar adeptos da idéia durante três horas, na Av. Paulista, grande centro comercial de São Paulo. Dali surgiam as mais de 700 assinaturas que impulsionaram os garotos a seguir adiante.

O passo seguinte foi mobilizar os estudantes da própria escola sobre a importância de se reduzir o consumo de sacolas plásticas e substituí-las por biodegradáveis, de papel ou de pano. A professora Sandra Tonidandel conta que não imaginava que o envolvimento dos outros alunos fosse ser tão grande. Como todos têm menos de 18 anos, não puderam participar diretamente do abaixo-assinado, mas serviram como multiplicadores, ao conscientizarem parentes e vizinhos sobre o assunto e, juntos, conseguirem mais de 5 mil assinaturas.

“Eu não imaginava que, aos 16 anos, faria parte de uma ação tão grande e importante”, diz Ana Clara, entusiasmada. “Mesmo quando o projeto terminar, em abril, queremos dar continuidade às ações que começamos a desenvolver e, quando terminarmos o terceiro ano, vamos deixar outros alunos que sigam o mesmo caminho”, conta Ana Cláudia.

ver este postcomente

Doce, porque de amarga já basta a burocracia Planeta Sustentável - 29/10/2008 às 18:59


Faz parte das previsões apocalípticas sobre o futuro do planeta a imagem do mar invandindo o continente e as pessoas morrendo de sede em meio a uma imensidão de água salgada. Na época de colégio, também aprendemos que a Terra tem 1,4 bilhão de metros cúbicos de água, mas 97% são água salgada e, dos 3% de água doce, 77% está sob a forma de gelo nos pólos e 22% nos lençóis freáticos. Ou seja: sobra apenas 1% de água potável em rios e lagos.

Uma das soluções para resolver esse problema seria a dessalinização da água do mar, processo considerado caro e inviável até alguns anos atrás. Ok, a pergunta agora é: como assim até alguns anos atrás?! Quer dizer que algum chinês ou indiano inventou um processo para tornar a água do mar potável?! Quase… Dessa vez a invenção é brasileira mesmo.

A Aquamare criou um processo que usa a nanotecnologia para transformar água do mar em potável, e, com a marca H2Ocean, o produto já é exportado para os Estados Unidos, onde foi homologado pela FDA – Food and Drug Administration, órgão responsável por atestar a qualidade de alimentos e remédios.

Mas veja bem, aqui no Brasil a água não pode ser vendida, porque a dessalinização não foi prevista pelas normas brasileiras. Ora, claro que não, uma vez que ela não era viável… Alguém aí espera agilidade e facilidade, no Brasil, para registrar a patente de um novo produto, desenvolvido com tecnologia de ponta? Claro que não, né…

A Anvisa – Agência Nacional da Vigilância Sanitária deu sinal vermelho para a empresa, que pode produzir aqui, mas só pode vender para fora… Não diziam que o futuro do país era exportar água? Pois bem, o futuro chegou.

A dessalinização foi criada há 4 anos, mas há 10 a Aquamare trabalha nesse projeto. O investimento total chegou a 2,5 milhões de dólares. A H2Ocean é vendida nos Estados Unidos há dois meses e a solução encontrada pela empresa para sobreviver foi não priorizar a venda no Brasil. O país foi colocado em segundo plano pela sua própria burocracia.

A estimativa é de que o copo de 310 mls custaria entre R$ 1,80 a R$ 2,50. Já obter uma patente não tem preço, mas custa uma paciência danada… No exterior o registro leva de 2 a 4 anos, aqui demora de 7 a 8.

Vamos começar a dizer que o futuro é o fim da burocracia?

ver este postcomente

O Haiti é aqui Planeta Sustentável - 24/10/2008 às 16:35


Se você pensa que a África é um continente muito pobre com o qual não temos nada a ver, pode repensar os seus conceitos. De acordo com o relatório sobre o Estado das Cidades Mundiais 2008/09, divulgado ontem pela ONU – Organização das Nações Unidas, a América Latina e a África tem as cidades mais desiguais do mundo. O nível de desigualdade nos dois lugares é quase o mesmo. O índice Gini de um grupo de 19 cidades latinas é 0,55 enquanto o de 24 cidades africanas é 0, 54.

O índice Gini não mede se uma cidade é rica ou pobre, apenas a desigualdade entre os moradores da cidade. Quanto mais próximo de zero menos desigual, quanto mais próximo de 1 mais desigual. Cecília Martinez, diretora para a América Latina do Programa da ONU para Assentamentos Humanos disse ao jornal O Estado de São Paulo que quando o índice está acima de 0,4 (limite internacional de alerta) é preciso tomar providências para melhorar a diferenciação.

A Colômbia e o Brasil são os mais desiguais: concentram as cidades em que os pobres são mais pobres e os ricos mais ricos.

Já as metrópoles são as campeãs da desigualdade sempre, coisa que não é privilégio só da América Latina e África. Nos Estados Unidos cidades como Atlanta, Washington, Nova Orleans e Nova Iorque têm índice Gini 0,52, igual ao de Buenos Aires, capital da Argentina.

Cecília acredita que o Programa de Aceleração do Crescimento do governo, o PAC, pode melhorar a situação. Para ela é preciso melhorar o sistema de transporte público e a condição social e econômica da população. Diz a diretora da ONU que sustentabilidade também é igualdade. Ok Cecília, melhorar a condição social e econômica da população é ótimo, o problema é: como?

ver este postcomente

Blog da Redação

A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

Clique e faça o download

Revista do clima Material de etiqueta

Posts anteriores

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Blog da Redação

Arquivos de posts