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Vegano certificado Planeta Sustentável - 29/08/2008 às 20:00


Você sabia que os produtos veganos também possuem um selo de certificação? A idéia dos selos VEGANO e VEGANO ORGÂNICO é dar uma prova a mais – a quem já se preocupa bastante com o meio ambiente – de que os produtos e os estabelecimentos que os comercializam respeitam os animais e o consumidor. E isso vale para toda a cadeia produtiva!

Lançada pela SVB – Sociedade Vegetariana Brasileira e pela Ecocert, em outubro do ano passado, a certificação identifica os produtos que não sejam – e não contenham nenhum ingrediente – de origem animal (o que inclui todas as carnes e leites, mel e produtos da apicultura, ovos e oviprodutos), e nem sejam feitos a partir de seus derivados (o que vai desde uma manteiga de leite, às gelatinas, emulsificantes, gorduras animais, estabilizantes e conservantes, por exemplo).

Os produtos com o selo Vegano Orgânico ainda precisam conter um outro selo anterior de certificação para orgânicos. No caso de produtos compostos, pelo menos 95% de seus ingredientes devem ser orgânicos e também certificados. Para os pratos servidos em restaurantes, essa exigência cai para 70% dos componentes.

A preocupação dos selos também se estende ao processamento dos produtos – que não pode ser feito por meio de raios ionizantes, deve utilizar água comprovadamente potável e ser realizado em separado de outros produtos que não possuam a certificação da SVB.

As embalagens que contêm esses produtos devem, de preferência ser biodegradáveis, recicláveis e consumir pouca energia, e é bom que não possuam componentes de origem animal em sua fabricação. Na estocagem, a separação física de outras matérias primas sem os selos é obrigatória, para evitar qualquer contaminação.

Nem os fertilizantes utilizados no cultivo dos alimentos escapam do crivo dos selos. Eles não devem conter farinha de osso, carne, sangue, peixes ou frutos do mar, podendo ser feitos a partir de restos vegetais compostados ou com minerais naturais. Também é importante manter uma distância mínima de outras culturas que não respeitem a essas determinações.

Veja o referencial completo dos selos na página da Sociedade Vegetariana Brasileira.

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Não atropelarás baleias… Planeta Sustentável - 27/08/2008 às 18:09


Existem entre 300 e 400 baleias francas boreais livres (*) na natureza. Para que esse número não diminua ainda mais, o governo dos Estados Unidos propôs um medida interessante: que os barcos diminuam a velocidade perto da costa para evitar colisões com os animais.  

A medida teria como objetivo específico assegurar a sobrevivência da espécie – que está ameaçada de extinção – e seria a primeira desse tipo, determinando uma velocidade máxima de 10 nós numa área de 37 quilômetros próxima a portos atlânticos e regiões de reprodução e alimentação das baleias. 

Apesar da boa intenção, ambientalistas criticaram o projeto porque a área a ser preservada – de acordo com o estudo inicial – era de 55 quilômetros. A conclusão dos críticos da medida é que quando interesses ambientais e econômicos se chocam, o bolso sempre pesa mais nas decisões do que a ciência. 

As baleias tem a audição muito sensível e, por isso, a aproximação dos barcos é muito perigosa. O barulho do motor pode deixar os animais desorientados e a hélice em grande velocidade causa cortes profundos, que podem ser fatais mesmo para animais que chegam a ter 18 metros de comprimento e a pesar 80 toneladas, como as francas. 

Já que não dá para fazer uma faixa de segurança no mar – e muito menos ensinar as baleias a usá-la – o negócio é diminuir a velocidade. A proximidade dos animais com os barcos é tão intensa que um filhote de baleia jubarte com apenas duas semanas de vida se perdeu em Sydney, na Austrália, e confundiu um iate com sua mãe. Passou dias tentando mamar no casco da embarcação… Sem o leite da mãe, ficou fraco e foi atacado por tubarões. Veterinários chegaram à conclusão de que ele não poderia sobreviver sozinho e o sacraficaram. Biólogos acreditam que a poluição sonora pode ter cortado a comunicação entre o bebê baleia e sua mãe. 

As baleias francas habitam os mares da América do Norte e da América do Sul. A franca austral habita o continente sul-americano, e migra todos os anos da região da Patagônia, onde se alimentam, para regiões mais quentes, como a costa do Brasil e, principalmente, o estado de Santa Catarina. Na nossa costa, elas acasalam, dão à luz aos filhotes e esperam que eles cresçam antes de migrar novamente em busca de krill, o pequeno camarão do qual se alimentam. 

Caçadas desde o século dezessete na costa dos Estados Unidos e desde o século dezoito na costa brasileira, as baleias tinham a sua gordura usada para fazer óleo e o número de animais da espécie caiu progressivamente até 1973, quando a caça foi proibida.

* baleia que habita os oceanos Pacífico e Atlântico no hemisfério norte.

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Uma canção pelo mar Planeta Sustentável - 22/08/2008 às 17:21


Dorival Caymmi amou o mar. Autor de canções que já fazem parte do inconsciente coletivo dos brasileiros – como “Samba da Minha Terra” e “O que é que a Baiana Tem?” -, para ele, o mar era uma metáfora da vida. "Minha jangada vai sair pro mar / Vou trabalhar meu bem querer / Se Deus quiser quando eu voltar do mar / Um peixe bom eu vou trazer / Meus companheiros também vão voltar / E a Deus do céu vamos agradecer" - Canção da partida

O homem vai até o mar como quem enfrenta o desconhecido e volta de lá com o fruto de seu trabalho, como quem vence uma batalha.
No universo poético de Caymmi, o homem, que depende do mar, o respeita e agradece por sua existência. Até a morte era doce no mar. A morena mais cobiçada era a morena do mar…

O que o cantor baiano não imaginou é que, um dia, as suas canções podem deixar de fazer sentido. Isso porque, de acordo com o relatório À Deriva – Um panorama dos mares brasileiros, divulgado no dia 19 de agosto, pelo Greenpeace, 80% das espécies exploradas comercialmente no país são capturadas além da sua capacidade de reprodução e correm risco de serem extintas.

Se continuarmos assim, talvez no futuro seja impossível voltar do mar com peixes. Apesar de sua aparência infinita, o mar é um ecossistema que sofre com a degradação e a poluição como todos os outros. O problema é que os efeitos negativos da ação humana sobre ele só ficam visíveis quando já estão em estágio grave ou mesmo irreversível.

Antes que seja tarde demais, o Greenpeace lançou a campanha Entre nessa onda – que lança o filme O Mar é nosso?do mergulhador Lawrence Wahba, e também inclui uma instalação e uma exposição de fotos que percorrerão diversas cidades brasileiras para sensibilizar as pessoas para o problema.

Atitudes simples – como não jogar lixo na praia e consumir somente peixes que não fazem parte da lista de animais ameaçados de extinção – podem ajudar a preservar os oceanos. Você sabia que o atum e o bacalhau são muito consumidos e que podem desaparecer em breve? Mas não são só estes: peixes de água doce, como o pacu e o  lambari, também estão nessa lista.

Foto: Jorge Rosenberg

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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