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O etanol e as tarifas norte-americanas Thiago Carrapatoso - 27/06/2008 às 16:13


“A tarifa deve acabar”. A afirmação saiu na revista inglesa The Economist* sobre as taxas alfandegárias impostas pelos EUA ao etanol brasileiro. A revista publicou um artigo ("Lean, green and not mean"*, em inglês) que defende o produto fabricado no Brasil e diz que ele é muito mais vantajoso – e mais sustentável – do que o produzido pelos norte-americanos a partir do milho.

“Alguns ambientalistas afirmam que a ampliação das plantações de açúcar está desmatando a Amazônia. Isso não é verdade. A grande maioria das plantações açucareiras cresce a centenas de quilômetros distante da floresta, no Estado de São Paulo ou no Nordeste”, afirma o artigo.

Sobre a importação, a Economist alega que o Brasil pretende exportar mais de 3 bilhões de litros para os EUA, mas somente se o preço do milho estiver tão alto que valha a pena pagar a tarifa de exportação. Atualmente, é cobrado cerca de R$ 0,22 por litro, ou US$ 0,54 por galão.

De qualquer forma, os altos preços do petróleo e a enchente que prejudicou a plantação de milho em junho no meio-oeste estadunidense são fatores que ajudam na campanha contra as tarifas alfandegárias. “Isso aumentou o preço do milho e fez com que o subsídio do produto para a produção de etanol parecesse ainda mais uma péssima idéia do que antes, já que um etanol mais barato e verde do que o produzido pelos EUA pode ser comprado do Brasil.”

A publicação ainda defende o etanol brasileiro contra as críticas que alguns ambientalistas fazem, como o responsabilizar pelo aumento de preços dos alimentos. “O açúcar poderia se expandir usando a área degradada de pasto causando pouco ou nenhum efeito sobre o preço da carne”.

* The Economist e "Lean, green and not mean"

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Os refugiados do clima já são uma realidade Thiago Carrapatoso - 25/06/2008 às 19:19

Agora parece ser mais oficial. O presidente da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas*, Srgjan Kerim, afirmou durante o 1º encontro anual do Fórum Humanitário Global*, na Suíça, que os “refugiados do clima” já são realidade. Isso significa que as mudanças climáticas estão provocando com que os moradores de determinados países fujam para outros por causa do aumento de enchentes, secas e epidemias.

“Os refugiados do clima não são mais teoria, são uma triste realidade”, afirmou Kerim, segundo informações da Agência de Notícias da ONU. O aquecimento global tem causado uma intensa alteração na vida da população mundial, o que obriga a “uma aliança global para ações”. “Cada nação, cada cidade, cada município, cada comunidade e cada indivíduo tem um papel”, disse.

A União Européia já considerava o problema há alguns meses. Em uma reunião com os representantes dos países membros, a UE definiu um texto em que pretendia incluir os “refugiados” em suas políticas de relações exteriores e segurança. Alguns países afetados pelas mudanças climáticas já querem alegar que o fenômeno seja considerado como justificativa para a imigração, como acontece em casos de asilo político ou de refugiados de guerra.

Em 2007, a revista Superinteressante noticiou que algumas ilhas do Pacífico Sul estavam sumindo, o que obrigava os moradores a imigrarem, tudo por causa do aquecimento global. A elevação do nível do mar pode engolir dois países: Kiribati e Tuvalu.

* Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas e Fórum Humanitário Global

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Índios de Roraima vão ao Vaticano Thiago Carrapatoso - 20/06/2008 às 19:49

Líderes indígenas da reserva Raposa Serra do Sol foram até a Europa para pedir apoio do Vaticano. Pierlangela Nascimento da Cunha e Jacir José de Souza foram pedir ajuda à entidade católica para a demarcação de suas terras em Roraima. Os dois representantes da tribo uapixana vão passar por seis países do antigo continente, começando pela Espanha.

O objetivo é que o Papa Bento XVI tome conhecimento do conflito que acontece no norte do Brasil. Eles já fizeram um pedido de audiência, mas o Vaticano ainda não deu uma resposta definitiva. Mesmo assim, o grupo quer que, pelo menos, a Santa Sé saiba do caso.

A Polícia Federal fez uma operação, chamada Upatakon 3 (que significa “minha terra” no dialeto macuxi), para a retirada dos não-índios da reserva Raposa Serra do Sol. Eles, por sua vez, não quiseram se retirar, iniciando um conflito violento, com até explosões de bombas.

A revista Playboy enviou um repórter e um fotógrafo para acompanhar a situação da região, que você pode conferir na reportagem "Rastros de Ódio".

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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