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Rixa pela gigante Planeta Sustentável - 25/04/2008 às 18:43


Após 61 anos no poder, no último domingo, 20 de abril, o Partido Colorado perdeu as eleições do Paraguai para a Aliança Patriótica para a Mudança. A escolha do novo presidente – e ex-bispo – Fernando Lugo confirma a tendência dos países latino-americanos de colocar à frente do Estado líderes mais radicais e de discurso socialista.

De acordo com artigo do Estado de S.Paulo publicado na quarta-feira, Lugo é mais moderado que Hugo Chaves, Evo Morales e Rafael Correa. Ainda assim, sua candidatura focou temas como a expulsão dos brasileiros da fronteira com o Paraguai e a revisão do Tratado de Itaipu com o Brasil, que na visão dele, retira dos paraguaios sua principal riqueza. Depois de eleito, Lugo diminiu o calor dos argumentos, mas o presidente ainda quer negociar com o Brasil.

As negociações entre os dois países para consumo de energia começou em 66, quando cada um tinha direito sobre metade do que era gerado no rio Paraná. Em 1973, o Tratado de Itaipu estabelece que o Brasil pague a obra binacional e tenha direito sobre metade da energia produzida. O Paraguai teria 50 anos para pagar sua parte. Se um dos países não utilizasse toda a sua parcela energética, poderia vender o excedente ao parceiro, a preço de custo.

Atualmente, o Paraguai usa apenas 5% de sua cota, o restante é vendido ao Brasil por US$45,31 o megawatt hora. Desses, US$42,5 pagam as despesas da própria hidrelétrica e a dívida da obra.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ao Estado de S.Paulo que considera justos os preços pagos pelo Brasil e a revisão desses valores está fora de cogitação.

Maurício Tolmasquim, presidente da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, compartilha da opinião e disse à Folha que o consumidor brasileiro não deveria pagar mais do que a média paga pelos serviços das outras hidrelétricas .

De todo modo, qualquer decisão de reajuste terá de ser negociada entre os governos dos dois países. A dívida do Paraguai só termina em 2023 e, aí sim, a conversa será inevitável. 

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Desmatamento na Amazônia é 80% menor Planeta Sustentável - 23/04/2008 às 17:09


É isso mesmo, a notícia é ótima e foi divulgada ontem pela Agência Brasil: de acordo com o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no mês de março, o desmatamento na Amazônia Legal caiu 80% em relação a fevereiro*.

Como isso é possível:

- Os estados do Acre, Amapá, Amazonas e Rondônia não apresentaram sinais de desmatamento no último mês.
- Mato Grosso, apesar de representar 77% dos desmatamentos, diminuiu o número de áreas devastadas em 82,4%.
- O Maranhão aumentou seu desmate, passando de 2,1 para 12,2 Km²!

A área total de novos desmatamentos na Amazônia ainda é grande – 145,7 km² -, mas, no mês anterior, a destruição havia atingido 725 km².

A redução pode ser atribuída a dois fatores:

1. Aumento na quantidade de chuvas na região, em março
2. A Operação Arco de Fogo está dando seus primeiros resultados

Implantada em fevereiro, a ação conjunta da Polícia Federal, do IBAMA – Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – e da Força Nacional de Segurança tem a intenção de combater a extração e o comércio de madeira ilegal. Até o início deste mês, a operação havia gerado R$31,3 milhões em multas e confiscado 25,8 m³ de madeira.

Com sedes em três municípios – Tailândia, no Pará; Machadinho D’Oeste, em Rondônia e Alta Floresta, no Mato Grosso –, a Arco de Fogo fiscalizou, nessas áreas, 56 empresas, das quais 38 foram fechadas por estarem irregulares. Além delas, quatro serrarias que atuavam de forma clandestina.  Mais de 1.000 fornos foram destruídos. 

A notícia é boa, mas é preciso continuar atento aos números – não só aos de área de desmate, mas a tantos outros que ilustram a situação da maior floresta tropical preservada do mundo. (leia Fórum Amazônia Sustentável fala sobre os desafios da região).

*Os números são do Deter – Sistema de Detecção em Tempo Real, que fornece dados sobre a cobertura de florestas e serve como instrumento de auxílio à fiscalização na Amazônia.

Agência Brasil
INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

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Em 24h, menos um lago Thiago Carrapatoso - 18/04/2008 às 19:32


Cientistas norte-americanos presenciaram uma cena assustadora. Um lago da Groenlândia sumiu em apenas 24 horas. Os cientistas Sarah Das, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, e Ian Jouglin, da Universidade de Washington, publicaram um artigo na revista “Science” contando a alarmante visão.

Um lago com 5,6 km² de área, formado por causa do derretimento da superfície da calota de gelo da Groelândia, desapareceu do dia para a noite. Uma fenda, ou “moulin” como chamam os cientistas (foto cedida pela Nasa), escoou toda a água, sendo que durante uma hora e meia, a vazão chegou a 8.700 metros cúbicos por segundo! Esse valor é maior do que a vazão das cataratas do Niágara.

Os cientistas agora estão preocupados com esses “moulins”, acreditando eles poderão acelerar ainda mais o degelo que acontece nos pólos, tudo por causa do aquecimento global. Acredita-se que acontecerão ainda mais desprendimentos de icebergs. A dupla até reviu os cálculos feitos pelo IPCC de que o nível do mar subiria 59 centrímetros até o fim do século. Para eles, esse número será bem maior.

Em março, a maior plataforma de gelo da Antártida teve uma área de 405 km quadrados desprendida. Cada vez mais, o derretimento do gelo toma as páginas dos noticiários.

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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