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Coroa de miss e prótese Planeta Sustentável - 30/01/2008 às 20:06

70 mil. Esse é o número de mutilados (inclua nessa lista homens, mulheres, idosos e crianças) em Angola, país que, ao lado do Afeganistão e do Camboja, possui o maior número de minas terrestres espalhadas por seu território, no mundo. Para chamar a atenção para esse problema – causado pelos quase quarenta anos de guerra civil no país, entre os grupos MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e o Unita (União Nacional para Independência Total de Angola) –, o artista norueguês Morten Traavik criou o concurso "Miss Landmines" (Miss Minas Terrestres).

O projeto, financiado pelo governo angolano e pela União Européia, premia (com uma prótese) uma entre dez candidatas, todas mutiladas em explosões de minas no país.

Mais do que apenas um concurso de beleza, a iniciativa quer provocar a discussão sobre os conceitos pré-estabelecidos de perfeição física, além de promover o orgulho das mulheres mutiladas e a substituição do termo "vítima" para sobrevivente. 
 
A vencedora do Miss Landmine 2008 será conhecida durante uma cerimônia no dia 4 de abril, em Luanda. Esse dia foi escolhido pela ONU para celebrar o Dia Internacional da Conscientização e Ação contra as Minas. Além de ganhar o prêmio, a miss assumirá outras responsabilidades como divulgar informações e dar assistência a mulheres que passaram pela mesma situação.

No site do concurso, além de obter mais informações sobre o concurso, você também pode conhecer as competidoras e participar da votação virtual, até o dia 3 de abril.

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Pobre Amazônia Planeta Sustentável - 24/01/2008 às 20:39

Hoje, a grande manchete dos principais jornais do país denunciava o desmatamento na Amazônia.  E isso porque o Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais* registrou considerável aceleração na derrubada de árvores na Amazônia, nos últimos cinco meses de 2007. 

Os números do Inpe registram 3.235 km2 de área devastada, mas a área real pode ser duas vezes maior, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. E esses dados – claro! – criaram uma situação complicada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prontamente convocou uma reunião de emergência com seis ministros no Palácio do Planalto.

O governo vinha contendo o avanço da derrubada de árvores na Amazônia desde 2004, com a ministra Marina Silva à frente da pasta do Meio Ambiente. Mas isso se alterou muito em 2007. Dados do Inpe e de um sistema independente, do Imazon, uma Ong de pesquisas de Belém, já haviam mostrado essa mudança. 

Acredita-se que o desmatamento da região tenha aumentado por causa do aumento da produção de soja e de carne. Imagens de Satélite mostram que as regiões mais afetadas foram o Nordeste do Mato Grosso e o Sudeste do Pará – áreas famosas pela produção dessas commodities. 

Agora, espera-se soluções mais imediatas, pois o crescimento do desflorestamento na região amazônica nos meses de novembro e dezembro é inesperado já que essa é uma época de chuva. Se as motosserras trabalharam a toda nesses meses, como será sua performance na época de seca?! 

* Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

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Foliões do bem Mônica Nunes - 23/01/2008 às 19:19

Sustentabilidade rima com Carnaval? Parece que sim. Este ano, mais uma vez, escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro escolheram temas como aquecimento global, desenvolvimento sustentável e progresso para dar o tom ao estilo de suas fantasias e alegorias e, também, de seus enredos. 

A X-9 Paulistana, escola da zona norte da capital paulista, por exemplo, dá seu grito de alerta para os problemas causados pelas mudanças climáticas: O povo da Terra está abusando. O aquecimento global vem aí… A vida boa e sustentável pede passagem. E continua: Na festa do Carnaval/ Fazendo um alerta geral/ Para o Planeta não aquecer/ Nossas florestas, nosso pulmão,/Destruição pra quê!/ Alterações que transformaram nosso clima/ Causando tantas conseqüências/ À nossa existência.

Mas o engajamento do carnaval paulistano não pára por aí. A Pérola Negra, que pela segunda vez entra no sambódromo do Anhembi pelo grupo especial, fala sobre a história de Jaguariúna, cidade do interior de São Paulo, de seu desenvolvimento e da qualidade de vida da população, com o enredo "A onça vai beber água": Virou pólo industrial/ Mantendo a preservação/ Sempre com fé e trabalho/ Para o futuro da nação.
 
A Tom Maior, mostra a trajetória econômica do estado, destacando a produção do etanol: Que "traz" essa gente de vários lugares/ Trabalhando fez crescer/ Em cada amanhecer/ Fez o estado ser realidade/ Então, desponta a indústria/ Trazendo desenvolvimento/ Grande centro em evolução/ O carro-chefe da nação/ A cana vem exportando tecnologia/ Seu combustível é energia/ Da economia nacional.  Já a Vai-Vai faz um apelo para a educação e o fim da corrupção: Alô Brasil, o nosso povo quer mais/ Educação pra ser feliz!/ Com união, vencer a corrupção/ Passar a limpo este País!.

O Rio de Janeiro não fica atrás.  E investirá em alertas sobre os impactos negativos da pegada humana no planeta para encantar os milhares de turistas brasileiros e estrangeiros que invadem a Sapucaí.

O enredo da Portela (na foto, fantasia em homenagem a Energia Eólica, da ala dos Embaixadores) fala da reconstrução da natureza e de uma nova vida como realização de um sonho. Indo além da passarela do samba, a escola decidiu neutralizar todo o carbono emitido durante a sua apresentação. Já a Acadêmicos do Grande Rio aposta na importância do gás, contando a história da exploração desse derivado do petróleo, e na preservação da natureza.

Saindo do eixo Rio-São Paulo, a animação também será engajada. Apesar de não ter desfiles de escolas de samba, Salvador adere aos protestos pela prevenção aos severos efeitos do aquecimento. Com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia que, como no ano passado e em parceria com departamentos de pesquisa ambiental das universidades de São Paulo (USP) e da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), irá monitorar a qualidade do ar na cidade durante todo o tempo de folia nas ruas. 

O objetivo desse projeto é identificar o nível de partículas poluentes emitidas pelos trios elétricos e outros veículos que fazem parte do caminho dos foliões. A novidade para 2008 está na avaliação da quantidade de dióxido de nitrogênio, gás emitido através da combustão do diesel que é prejudicial à saúde e um dos responsáveis pela formação de chuva ácida.

Reportagem e texto: Mônica Pileggi

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

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