BLOGS |Blog da Redação

Feliz Natal e um 2008 (mais) sustentável! Thiago Carrapatoso - 21/12/2007 às 20:42

2008 vai ser o ano do Rato no Horóscopo Chinês. Dizem que nesses anos acontecem menos guerras e catástrofes do que em outros anos, como o do Tigre e o do Dragão. Bons presságios, então…

2008 também será o Ano Internacional do Planeta Terra, decretado pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) e pela União Internacional das Ciências Geológicas, em 2006, e que conta com o apoio de 193 países, entre eles o Brasil. Mas a idéia de instituí-lo surgiu dois anos antes, dando continuidade às discussões iniciadas no 31º Congresso Internacional de Geologia, realizado no Rio de Janeiro, em 2002.

Mas por que 2008? Há 50 anos, ocorria o Ano Geofísico Internacional, quando os cientistas começaram alguns estudos para entender melhor o planeta Terra. Para celebrar meio século de pesquisa, eles se organizaram novamente e retomaram os trabalhos de maneira mais aprofundada. A partir daí, concluíram que o ano seguinte deveria ser o Ano Internacional do Planeta Terra.

O objetivo da comemoração é demonstrar o potencial das ciências na construção de uma sociedade mais sustentável. Para isso, um grupo de 23 cientistas de todo o mundo escolheu os dez tópicos que devem ser trabalhados até 2009 (isso já começou este ano), mas, principalmente, em 2008.

São eles: águas subterrâneas, desastres naturais, terra e saúde, clima, recursos naturais e energia, megacidades, núcleo e crosta terrestre, oceanos, solos, e terra e vida.

Ainda temos muito que aprender sobre o planeta, sobre seu passado, presente e futuro. Temos que conhecer melhor o mundo que nos cerca para poder viver de maneira mais sustentável. Nesse aspecto, os geocientistas já estão fazendo sua parte para garantir um futuro melhor. E você, em 2008, o que vai fazer pelo planeta? Que mudança fará para se tornar (mais) sustentável?

ver este postcomente

A arte das flores Thiago Carrapatoso - 19/12/2007 às 19:29

A arte pode ser criada usando diversas ferramentas. Um artista francês usa a pá e o ancinho para compor as suas obras. Jean Paul Ganem faz o que se denomina de LandScape Art, uma vertente que cria novas paisagens utilizando a jardinagem. Em outras palavras, ele desenha, esquematiza e planta diversas espécies para que o conjunto crie imagens e cores específicas.

A importância desse trabalho, porém, não está no fato de se usar a vegetação para criar imagens, mas pelo caráter sustentável que alguns dos projetos de Ganem têm. Em Montreal, no Canadá, o artista fez parcerias com Ongs e moradores da região para fazer um jardim onde ficava um lixão. Eles tiraram o entulho, descontaminaram a terra, aprenderam a cuidar do jardim e plantaram as espécies. Infelizmente, devido à liberação de gás metano pelo lixo soterrado, o solo cedeu e as plantas tiveram que ser removidas. Para não perder as mudas, porém, elas foram distribuídas entre as escolas da região.

O artista também fez projetos para aeroportos do mundo, como o de Paris (imagem abaixo). Segundo ele, os passageiros de aviões sempre olham para a janela na decolagem e no pouso, por causa da angústia de que algum acidente possa acontecer. Para tentar melhorar a viagem, Ganem redesenhou as áreas onde havia grama no aeroporto e projetou algumas mudas de flores. Os passageiros, em vez de se preocuparem com possíveis acidentes, contemplariam um jardim desenhado e com bonitas cores.

Ganem se inspirou no que os artistas das décadas de 1960 e 1970 faziam, quando surgiu o movimento “land art”. A natureza, para eles, era mais do que um simples ambiente, mas fazia parte da obra. O objetivo era que a sociedade, que começava a usufruir dos avanços tecnológicos, percebesse que a natureza também é algo a ser admirado.

Nas imagens abaixo, Ganem plantou girassóis para pintar o desenho de um sol.

O artista está com projetos para mudar lixões e paisagens aqui do Brasil. O único empecilho é encontrar um patrocinador para financiar toda a reformulação da área. A primeira cidade poderá ser São Paulo.

ver este postcomente

Finalmente o fim – e um acordo Planeta Sustentável - 17/12/2007 às 18:18

Depois de 13 dias de muita discussão, brigas e "prêmios" (*Fóssil do Dia) - para os países que tentaram impedir o sucesso das negociações, chegou ao fim a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, na ilha de Bali, na Indonésia.

Depois de muitos protestos, os Estados Unidos acabaram cedendo. Salvas de palmas para a Austrália que resolveu aderir à onda verde e algumas vaias por terem resolvido voltar atrás no que haviam prometido. E finalmente, mais palmas após a martelada dada por Rachmat Witoelar, presidente da assembléia e ministro do Meio Ambiente da Indonésia, para selar o compromisso.

Antes da finalização do documento, conhecido como “Mapa do Caminho”, Ban Ki-Moon, o secretário-geral da ONU, estava muito decepcionado. Ele já havia saído da Indonésia, mas resolveu voltar para Bali apenas para dar um puxão de orelha nos delegados que ainda não haviam chegado a um acordo. No sábado, Ivo de Boer, secretário-executivo da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), chorou de exaustão.

A maior divergência aconteceu por causa dos compromissos de redução de emissões de gases do efeito estufa que os países desenvolvidos deveriam assumir. Os EUA queriam que essas metas fossem voluntárias, enquanto a UE acreditava que o correto seria criar metas obrigatórias.

No final, o “Mapa do Caminho” não chegou a grandes conclusões. O texto final apenas mencionou a necessidade de se diminuir as reduções mundiais. No começo de 2008 – mais precisamente em março ou abril – haverá uma nova reunião em Gana, na África, para negociar novos acordos pós-Protocolo de Kioto.

Mas os ambientalistas e governantes estão de olho mesmo é nas eleições norte-americanas de 2008, que podem mudar o rumo de toda a conversa realizada até agora.

*Fóssil do Dia – http://super.abril.com.br/blogs/planeta/

ver este postcomente

Blog da Redação

A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

Clique e faça o download

Revista do clima Material de etiqueta

Posts anteriores

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Blog da Redação

Arquivos de posts