BLOGS |Blog da Redação

SolidariedAIDS iabraga - 30/11/2007 às 17:35


1º de dezembro é o Dia Mundial da Luta contra a Aids. A data une pessoas do mundo inteiro contra o aumento do número de infecções e pela solidariedade aos que já têm a doença – por isso a escolha do laço vermelho, que se tornou símbolo da solidariedade. Com o apoio da Organizações das Nações Unidas – a ONU, a data existe desde 1988.

A Uniting the World Against Aids (Unindo o mundo contra a Aids, em tradução livre) – entidade da ONU que atua em mais de 75 países -, estima que existam 33,2 milhões de pessoas com vírus HIV e que 2,5 milhões de pessoas foram contaminadas em 2007 – o que significa, em média, mais 6.800 novas infecções todos os dias!

Do total de contaminados, cerca de 95% são de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, sendo 68% da África Subsaariana, de países como Angola, Quênia, Moçambique, Nigéria e Zimbábue. No entanto, a doença ameaça homens, mulheres e crianças nos quatro cantos do mundo. No Leste Europeu e na Ásia Central, o número de pessoas com HIV aumentou mais de 150% desde 2001 – passando de 630 mil naquele ano para 1.6 milhões em 2007.

Aqui no Brasil, entre 1987 e 2007 foram registrados 474 273 casos da doença, sendo que os heterossexuais representam o grupo de maior número de infectados, com 42,6%, seguidos dos homossexuais, com 27,6%. O site Qual Sua Atitude? foi criado pelo SUS (Sistema único de Saúde) e pelo Ministério da Saúde para que as pessoas possam tirar dúvidas, participar do blog, entrar na corrente da luta contra a doença e até participar de uma passeata virtual, onde você pode ler a mensagem deixada por outros brasileiros. Há também o portal informativo sobre Aids e outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) do Ministério da Saúde, onde há endereços de hospitais, laboratórios, centros de atendimento e ONGs dedicados à prevenção e ao tratamento da doença.

Há várias maneiras de contribuir com o Dia Mundial da Luta contra a Aids. Veja algumas delas, citadas no site da Avert, ONG inglesa de prevenção da doença:

-Aumente a informação sobre HIV e Aids na sua área
-Use o laço vermelho e incentive os outros a fazer o mesmo
-Apoie a campanha Stop Aids in Children
-Proteja-se. E também proteja o seus parceiros.
-Faça o teste

ver este postcomente

Alto IDH para o Brasil. Motivos para comemorar? iabraga - 28/11/2007 às 13:58

O Brasil entrou no grupo de países de alto desenvolvimento humano, depois de ultrapassar a barreira de 0,800 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ocupando a 70ª posição no ranking de 177 países. O país com maior IDH é a Islândia, seguida por Noruega e Austrália, respectivamente em segundo e terceiro lugares. Em último lugar na lista – 177ª posição -, está Serra Leoa.

Divulgado, ontem, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o índice leva em conta o PIB per capita (corrigido pelo poder de compra da moeda de cada país), a longevidade e indicadores de educação e foi calculado com base nos dados de 2005. Considerando esses critérios, cada país pode receber uma "nota" que varia de 0 a 1.

A entrada do nosso país no grupo de países de alto desenvolvimento – antes de ser comemorada -, deve ser analisada de maneira comedida porque, em termos relativos, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial: da 69º, em 2006, para 70º este ano. Países como Albânia e Arábia Saudita ultrapassaram o Brasil, subindo 5 e 15 posições, respectivamente.

Além disso, indicadores utilizados no estudo foram revisados. A atualização feita para a expectativa de vida, por exemplo, beneficiou o Brasil e Albânia. No caso brasileiro, a expectativa de vida no Brasil aumentou de 70,8 anos para 71,7. Com as revisões, o Brasil teria passado, já em 2004, para 71,5 anos de expectativa de vida, segundo o PNUD. Falando de PIB, se considerarmos a mudança na metodologia, o aumento real da renda per capita em 2005 foi de US$ 77 e não de US$ 207, se compararmos os dados relativos a 2004 e 2005.

"Por estas razões, qualquer comparação entre o IDH deste ano com o de anos anteriores deve ser vista com muita cautela", diz reportagem no site do PNUD. Houve, sim, crescimento real do indicador econômico, relacionado a programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, mas esse aumento é menor se levarmos em conta a revisão dos dados. Já para compor o banco de dados referentes à educação, foram usados os dados de 2004 atualizados, pois os dados de 2005 não foram disponibilizados pelo Instituto de Estatística da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

O presidente Lula comemorou a entrada do Brasil no ranking. Mas há mesmo tantos motivos para comemorar essa conquista "simbólica"? Vários latino-americanos, como Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica, Cuba e México aparecem em posição superior ao Brasil no ranking. E todos nós sabemos que os problemas, por aqui, continuam enquanto persistirem uma série de problemas, como a desigualdade. Agora, já que pertencemos ao grupo de alto desenvolvimento, tomara que isso sirva de estímulo para melhorarmos outros indicadores sociais.

ver este postcomente

Mapa da poluição iabraga - 23/11/2007 às 17:57


O instituto americano Center for Global Development* realizou uma pesquisa detalhada para verificar quem são os principais vilões da poluição do nosso planeta. O instituto analisou mais de 50 mil usinas de energia mundo afora para verificar a emissão de dióxido de carbono (um dos gases do efeito estufa) resultante da geração de energia elétrica em cada país.

O líder do ranking de emissão total não é nenhuma surpresa: Estados Unidos, com emissão de 2,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. A China fica em segundo lugar, com a emissão de 2,7 bilhões de toneladas de gás carbônico, e, já em 2010, deve ultrapassar os americanos e liderar a corrida. Rússia e Índia aparecem, respectivamente, em terceiro e quarto lugares.

A América Latina, por usar principalmente hidrelétricas para gerar energia, não recebe tanto destaque na lista dos poluidores globais, como você pode ver no mapa do site da The Carbon Monitoring for Action (Carma, sigla em inglês). Nenhum país latino-americano está na área de perigo vermelha, que indica emissão excessiva de CO2.

Se considerarmos as emissões per capita, o maior poluidor é a Austrália. Cada australiano emite, por ano, 10 toneladas métricas de CO2 na geração de eletricidade, cinco vezes mais do que os chineses. Nesse mesmo ranking, o Brasil aparece em 42º lugar, principalmente pelo fato de 80% da eletricidade ser gerada pela água.

Apesar de estarmos longe de liderar esse ranking, não há tantos motivos para comemorar. Por aqui, a emissão de carbono cresce mais do que o PIB. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo de 19 de novembro, enquanto a riqueza brasileira cresceu 2,6% ao ano, em média, o lançamento de gases causadores do efeito estufa aumentou, em média, 3,4%, entre 1994 e 2005. O Brasil, com 91 milhões de toneladas lançadas à atmosfera em 2005, ultrapassou as emissões somadas da Áustria e Holanda. De acordo com a reportagem, parte da explicação para as emissões ultrapassarem o PIB está no aumento de consumo de veículos, que aumenta a queima de combustíveis fósseis, fonte de energia mais "suja".

Como os carros ainda não são movidos à água, se cada um dos mais de 180 milhões de brasileiros puder, um dia, comprar um veículo, dá para imaginar que subiremos no ranking do Center for Global Development. E não há hidrelétrica que vá impedir isso!

*Center for Global Development

ver este postcomente

Blog da Redação

A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

Clique e faça o download

Revista do clima Material de etiqueta

Posts anteriores

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Blog da Redação

Arquivos de posts