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Ativismo irresponsável – e ilegal Planeta Sustentável - 31/10/2007 às 19:55


É muito triste saber que ao invés de órfãos de Darfur, as 103 crianças africanas que seriam levadas do Chade, localizado na África central, para a Europa pela ONG francesa Arche de Zoé*, poderiam ter família e lar – como alega o governo do Chade e desconfia o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).

A Arche de Zoé estava prestes a lotar um avião com as criancinhas africanas e entregá-las a famílias francesas e belgas por até 6 mil euros. Seis membros da ONG, dois chadianos, três jornalistas franceses e sete tripulantes espanhóis do avião que levaria as crianças para a França, podem pegar de 5 a 20 anos de prisão com trabalho forçado, como mostra o jornal O Estado de São Paulo de hoje. Também, pudera! A acusação que recebem é um tanto grave: seqüestro, fraude e cumplicidade.

A ONG francesa também é suspeita de retirar as crianças por falsas razões médicas. Embaixo dos curativos que algumas crianças tinham no corpo, não havia ferimento algum. O advogado da ONG defendeu a instituição dizendo que a atitude, que desrespeita a lei, foi em nome da sobrevivência das crianças.

O impasse tomou dimensões diplomáticas. O conselheiro do chanceler francês Bernard Koucher chegou a afirmar que as crianças – que têm entre 3 e 10 anos – são mesmo do Chade e não de Darfur. O presidente Nicolas Sarkozy condenou a ação, mas seu governo não a impediu (apesar de saber das intenções do grupo há cerca de seis meses). A porta-voz da Unicef, Veronique Taveau, enfatizou que a ação viola regras internacionais, como a convenção de Haia sobre adoção internacional.

Rama Yade, da secretaria para assuntos internacionais e direitos humanos francesa, afirmou: "Eu posso entender as famílias francesas que querem salvar crianças. Mas eu não consigo entender porque uma associação decide, sozinha, trazer as crianças para Paris".

Nebulosa a situação. Até pode ser que ela envolva a boa intenção de pais adotivos. Mas se apoderar das vidas dessas crianças e mentir sobre a origem delas é coisa muito séria mesmo, além de ser crime. Além disso, a suspeitosa prática da Arche de Zoé pode comprometer a imagem de outras ONGs que fazem um trabalho responsável e honesto. Brincadeira, né?

*Arche de Zoé

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Boa causa dsilva - 26/10/2007 às 21:27

O vídeo abaixo foi lançado em comemoração ao aniversário de um ano da Good Magazine*, um projeto editorial norte-americano bastante especial.

Ao mesmo tempo que oferece informação sobre sustentabilidade, a revista apóia financeiramente uma rede de organizações como a Teach for America, a Malaria No More e a Slow Food USA – 100% do valor das assinaturas (que custam US$20 por ano) são destinados a causas sociais que os assinantes podem escolher, dentro de uma lista de parceiros. 

Infelzimente, a revista não completou um objetivo importante antes do seu primeiro aniversário - conquistar 50.000 assinantes, e arrecadar US$1 milhão. Chegou apenas perto da metade disso, mas não deixou de cumprir seu papel pelo futuro do planeta.

Fora todo o conteúdo produzido para a revista e para o site - sobre política, educação, tecnologia, qualidade de vida, meio ambiente, cultura, design e outros temas -, a Good já colocou no ar dois filmes (o documentário The Power of The Game e a comédia The Son of Rambow) , 35 vídeos (que foram assistidos por mais de 4 milhões de pessoas, no canal especial da revista no You Tube) e 16 festas de rock e música eletrônica (que levaram mais de 10 mil pessoas para dançar nas ruas de 7 cidades).

Além do conteúdo editorial, o site da Good tem conteúdo colaborativo de quase 22 mil usuários. Cada comentário que se destina a um vídeo, matéria ou post do blog da revista, vai também para o blog individual do internauta

O slogan do vídeo de aniversário do projeto diz "O mundo está apenas acordando para um novo jeito de ser bom". Se é assim, ele vai ter lugar na Good.

*www.goodmagazine.com

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Mentiras verdes iabraga - 25/10/2007 às 17:09


A multinacional General Electric prometeu investir bilhões de dólares em seu projeto “Ecoimagination”, inclusive aqui no Brasil. Até 2010, serão US$ 1,5 bilhão para suporte de pesquisas de novas – e limpas – tecnologias. A GE disse, também, que vai dobrar a receita com produtos e serviços “Ecomagination” – que têm melhor desempenho ambiental. Os moderninhos do Google e o do Yahoo! anunciaram que, já no ano que vem, seus escritórios serão “neutros de carbono”. Ok, tudo isso é muito bonito e bem intencionado – e garante que essas grandes companhias façam um barulhão na mídia.

Mas, o que a conceituada revista americana Business Week mostrou foi que a realidade por trás dessa grandes campanhas “verdes”  é um pouco diferente – e pode até decepcionar.  A propaganda que as multinacionais fazem é forte, mas pode exagerar o que é realmente praticado. Veja abaixo alguns exemplos dados pela revista americana e leia a reportagem completa no site da Business Week.

Starbucks – A rede de cafeterias, que abriu a sua primeira filial no Brasil no ano passado, veicula páginas e páginas de anúncios no The New York Times dizendo que a mudança climática é uma questão fundamental. Eles ainda organizaram um dia nacional para conversar sobre o aquecimento global em suas lojas. Mas…o consumo de energia da Starbucks continua crescendo: suas lojas consomem, hoje, 20% mais energia  (por metro quadrado) do que há cinco anos.

Nike- A empresa ganhou o Climate Savers (que, em parceria com a WWF, estabelece padrões de redução dos gases do efeito estufa) por cortar 18% da emissão de parte de suas operações desde 1998. Mas….esse prêmio não inclui, por exemplo, as emissões causadas pela distribuição dos produtos. No total, as emissões das operações da Nike aumentaram mais de 50% desde 1998.
 
Johnson & Johnson – A companhia gera energia solar e disse ter reduzido 17% das emissões desde 1990. Mas….para chegar a esse valor de redução, eles utilizam a a negociação de uma questionável ferramenta, o REC (em inglês, renewable energy credits). O REC é um certificado que pode ser comercializado e atesta a geração de energia a partir de fontes renováveis alternativas. Sem usar o recurso do REC, a emissão seriam 24% maior.

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

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