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Eduardo Srur sobe em trampolim pela água, em exposição na Praça Victor Civita, em SP Suzana Camargo - 21/10/2014 às 09:35

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Carla Caffé, Zezão, Eduardo Srur, Paulo Von Poser e Danilo Zamboni foram os cinco artistas convidados para criar obras que convidam o público a refletir sobre a importância da água em nossas vidas – principalmente num momento em que a capital do estado mais rico do país encontra-se em meio a uma gravíssima crise de abastecimento.

As criações destes artistas, que têm a curadoria de Marcello Dantas, estão em exibição até o final de novembro na Mostra Rios e Ruas Intervenções, na Praça Victor Civita, no bairro de Pinheiros, São Paulo. Logo na entrada da exposição, chama a atenção do público a instalação de Eduardo Srur.

Segundo o artista, esta é uma obra autobiográfica. O manequim, que está sobre um trampolim azul e veste bermuda de praia, tem o rosto de Srur. “Quando imaginei este trabalho, pensei na janela da minha casa, de onde vejo o rio, mas não posso pular. Aqui também acontece o mesmo. Eu (o manequim) estou de shorts, com uma bóia salva-vidas, pronto para saltar, mas tem um espelho de água raso lá embaixo”, diz. “O lugar existe, mas o salto é mortal”.

Esta é mais uma obra da série Trampolim, que junto com outras intervenções artísticas fazem parte da exposição Às Margens do Rio Pinheiros, espalhada ao longo das marginais do Pinheiros, desde o final de setembro. Com essas instalações, Srur quer desviar o olhar da população paulistana para este que é um dos principais rios da cidade e precisa ser recuperado.

Para a produção do manequim, Srur fez um molde do próprio rosto. A expressão triste e sisuda surpreendeu o próprio artista, mas acabou lhe dando uma ideia. “Quando terminar a exposição, ele vai fazer uma coisa que sempre quis fazer, mas não posso. Ele vai fazer por mim: vai mergulhar no Pinheiros”.

A intenção de Srur é deixar o boneco no rio por um tempo e depois retirá-lo de lá para ver o que acontece após o mergulho no rio (quase) morto. “Vai ser muito legal ver este processo”, acredita.

Agora, veja imagens do making off da reprodução do rosto de Srur:

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Leia também:
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Stela Goldenstein e o trabalho pela recuperação do Rio Pinheiros

Fotos: Fellipe Abreu e Eduardo Baum (Srur e boneco, cara a cara)

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Desigualdade social pode ser medida por presença de árvores Marina Maciel - 16/10/2014 às 09:30

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De um lado, o bairro com o metro quadrado mais caro da cidade de Salvador (BA). De outro, o lugar com um dos preços mais baixos da capital baiana. Além do tamanho dos terrenos e da qualidade das construções, você notou a diferença de arborização dos bairros? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa desigualdade não é por acaso.

Além da presença de iluminação pública, pavimentação, calçada, bueiro ou esgoto a céu aberto (!), a abundância de árvoresou a ausência delas – funciona como termômetro para medir a prosperidade de uma região, revela o censo de 2010. Pouco mais da metade (58,5%) das casas com renda menor que ¼ do salário mínimo tem alguma área verde no entorno. Quando a renda ultrapassa dois salários mínimos, esse número sobe para 78,5%.

Esse não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. Estudo realizado nos Estados Unidos, em 2008, chegou à mesma conclusão: o poder aquisitivo dos moradores de certos bairros tem influência direta na quantidade de árvores nas ruas.

Por sua vez, as plantas embelezam a paisagem (inegável!), controlam o calor das cidades, capturam CO2 e aumentam a qualidade de vida dos moradores. Melhor com elas por perto!

Desde meados de 2013, o Brasil ganhou cerca de 200 “ultraricos”, ou seja, gente que possui mais que 50 milhões de dólares. A conclusão é do relatório Prosperidade Global, do banco Credit Suisse, que calcula que o país tenha 225 mil milionários e 296 mil adultos entre os 1% mais ricos do mundo. De acordo com o levantamento, a riqueza global avançou para US$ 263 trilhões – 8,3% maior em relação a 2013 –, mas a distribuição de renda está cada vez mais desigual.

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Este post faz parte da edição de 2014 do movimento global Blog Action Day, que teve como tema desigualdade. O Planeta Sustentável participa da mobilização desde 2007, quando foi lançada. Você aderiu também à ação com seu blog? Conte-nos pelos comentários!

Leia também:
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Fotos: Google Earth

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Escultura inspirada em árvore africana produz água potável para comunidades carentes Suzana Camargo - 14/10/2014 às 11:30

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A Warka é uma frondosa figueira, nativa da Etiópia. Tradicionalmente conhecida como símbolo de fertilidade e generosidade, a árvore também se tornou local de encontro para moradores de muitos vilarejos africanos.

Inspirado pela forma exuberante da Warka, o artista italiano Arturo Vittori criou uma imensa estrutura que produz água através da condensação do vapor. A WarkaWater Tower é feita com hastes de bambu e junco entrelaçadas, que formam a base da torre. No interior, uma malha de plástico de fibras de nylon e polipropileno funciona como microtúneis ou poros para a condensação.

A medida que as gotas de água se formam, elas fluem através da malha e se depositam no recipiente na base da torre. A WarkaWater Tower consegue fornecer quase 100 litros de água potável por dia.

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A ideia de Vittori é que pelo menos duas torres sejam instaladas em vilarejos da Etiópia em 2015. Segundo estudo das Nações Unidas, o país é o que tem a menor disponibilidade de água no mundo e a de pior qualidade.

Geralmente são as mulheres, que caminham longas distâncias e muitas horas, para conseguir água para o consumo da família. Crianças também participam destas viagens diárias – difíceis e perigosas. Muitas vezes a água encontrada é contaminada e insalubre.

O artista italiano acredita que as torres possam ser feitas pelas próprias comunidades, com material disponível localmente, tornando este um projeto sustentável e de longo prazo. A WarkaWater Tower leva em média uma semana para ser construída por um grupo de quatro pessoas.

Leia também:
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Fotos: divulgação

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