BLOGS |Blog da Redação

Dê um “up” no currículo: aprenda a programar (de graça!) e ajude ONGs Marina Maciel - 29/05/2015 às 17:44

free-code-camp_560

O que você leva em conta antes de se matricular em um curso: preço, qualidade de ensino, empregabilidade, projetos sociais da instituição, possibilidade de estudar em casa (ou pelo celular!)? Junte tudo isso e conheça a freeCodeCamp, uma escola online que ensina programação e, de quebra, coloca alunos para ganharem experiência profissional ajudando organizações não-governamentais (ONGs). Com um detalhe: o curso é de graça!

No total, são 1600 horas/aula de desenvolvimento web, incluindo horas de trabalho voluntário dedicado a desenvolver projetos com ONGs. Realizado no final do curso, o voluntariado é uma ótima porta de entrada para conseguir trabalho na área depois de formado, acreditam os responsáveis pela freeCodeCamp.

“A maior prova de que você é um desenvolvedor pronto para ser empregado é um portfólio cheio de aplicativos reais, que pessoas reais estão usando”, garante o site.

Ficou interessado? A boa notícia é que qualquer pessoa com acesso à internet pode assistir às aulas, sem passar por processo seletivo algum. Para começar, basta se inscrever no site!

Lançada em outubro de 2014, a iniciativa já tem mais de 25 mil alunos inscritos de todo o mundo. Por enquanto, as aulas estão apenas em inglês, mas a escola já está traduzindo o site para português. Nesta página, você pode ver se a sua cidade já tem um grupo de discussão no Facebook. Também é possível incluir um novo local. Participe das conversas!

Aí você pergunta: se a escola é totalmente grátis para estudantes e ONGs, como consegue se manter? Ótima questão, já que todo o time da freeCodeCamp é composto por voluntários. Eventualmente, os idealizadores pretendem cobrir os custos operacionais ao ganhar bônus de recrutamento das empresas que contratarem os estudantes. Justíssimo, não? :)

Imagem: Divulgação

Leia também:
Programação para todos
O deficiente visual brasileiro no mundo da programação do Google
Código aberto na École 42

Escolas devem ensinar código de programação?

ver este postcomente

A diversidade na passarela da moda Suzana Camargo - 27/05/2015 às 10:36

a-diversidade-na-passarela-da-moda-desigual-560

Chantelle Winnie é a cara da Desigual, a fabricante espanhola de roupas coloridas e despojadas. Desde o ano passado ela é a modelo oficial da marca e tem seu rosto estampado nos mais diversos materiais publicitários. Mas por que a beleza da jovem canadense, de sorriso contagiante e corpo cheio de curvas, tem chamado tanto a atenção do mundo? A resposta óbvia está nas manchas brancas em seu rosto e corpo, decorrentes do vitiligo.

A modelo de 20 anos diz que não é uma porta-voz dos portadores da doença, mas querendo ou não, Chantelle se tornou o símbolo da diversidade no mundo da moda. Num universo ditado por uma padrão de beleza pré-definido e irreal – modelos precisam ser magérrimas, ter cabelos impecáveis e não ter a mínima ideia do que estria e celulite são – a canadense afirma para a lente dos fotógrafos que “sou feliz e ser diferente é maravilhoso”.

Lógico que nem sempre foi assim. O vitiligo surgiu quando Chantelle tinha 4 anos. A doença cutânea, que provoca a falta de pigmentação na pele, é crônica. Apesar de não causar qualquer outro problema mais grave, afeta seriamente a autoestima dos portadores. Na adolescência, a modelo sofreu bullying na escola. As manchas brancas de seu corpo foram comparadas a de animais.

Chantelle apareceu para as câmeras de televisão pelo programa americano America’s Next Top Model. Foi a segunda candidata eliminada, mas a partir daí as oportunidades deslancharam. Tornou-se musa do fotógrafo britânico Nick Knight e do designer inglês Ashish. Todavia, é no trabalho com a Desigual que ela consegue levar suas belíssimas cores para os holofotes internacionais.

a-diversidade-na-passarela-da-moda-560A estrela da Desigual se tornou símbolo da diversidade na moda

A marca espanhola não é a primeira, nem será a última a tentar romper a ditadura da passarela. Outros estilistas já fizeram o mesmo no passado. Mais recentemente, a italiana Dolce & Gabbana colocou simpáticas senhoras em suas campanhas.

A americana Carrie Hammer levou para seus desfiles uma modelo em cadeira de rodas e a atriz Jamie Brewer, que tem síndrome de Down e arrasou com sua elegância na New York Fashion Week. A brasileira Lea T e outras manequins transexuais já estamparam capas de revistas icônicas, como Elle, e assinaram contrato com empresas internacionais de cosméticos.

a-diversidade-na-passarela-da-moda-doce-gabanna-560As modelos de cabelo branco da italiana Dolce & Gabbana

Todos sabem que a passarela é apenas a vitrine do mercado do universo fashion. Nos bastidores, infelizmente, muitas denúncias ainda acusam redes famosas de utilizar trabalho análogo ao escravo (como o Planeta Sustentável já mostrou em diversas reportagens, como esta no Blog Sustentável na Prática na semana passada) e de influenciar de maneira negativa os consumidores com padrões de beleza ilusórios.

Falta ainda, por exemplo, oferecer nas prateleiras tamanhos mais compatíveis com as pessoas normais, não as modelos esquálidas das capas das revistas.

a-diversidade-na-passarela-da-moda-cadeira-rodas-560Modelo cadeirante no desfile da New York Fashion Week

O sopro que Chantelle Winnie e outras modelos “diferentes” trazem para a moda é fazer com que as olhemos de frente – olho no olho. O que muitos de nós aprendeu desde cedo, é que devemos evitar encarar o que nos parece diferente. Alguns pais ensinam aos filhos que não é educado olhar para aqueles que têm problemas: o cadeirante, a criança com Down, a moça com vitiligo.

Eles estão errados. Somos todos diferentes. E iguais. Cada um de nós tem uma particularidade, mas somos todos humanos e devemos ter os mesmos direitos e oportunidades. Devemos estar todos representados seja nas passarelas, como na televisão ou nas ruas. Agora é esperar que mais rostos como o da modelo canadense ganhem destaque e cada vez maior espaço no mundo real.

Leia também:
Reality show leva blogueiros de moda para trabalhar em fábrica de roupas no Camboja

Escravo chinês denuncia trabalho forçado por meio de bilhete escondido em brinquedo
App contra o trabalho escravo

Fotos: divulgação Desigual, Dolce & Gabbana e Carrie Hammer

ver este postcomente

Ei, me adote! Cão virtual segue possíveis donos em Londres Vanessa Daraya - 25/05/2015 às 11:26

Não há como negar: é muito difícil resistir ao olhar de um cãozinho à espera de um dono. Mas impossível, mesmo, é ignorar um animal abandonado que te segue na rua. A ONG britânica Battersea Dogs & Cats sabe disso. E uniu criatividade e tecnologia em uma campanha capaz de derreter qualquer coração.

O shopping de Londres Westfield Stratford foi palco da ação Looking for You* (Procurando você, em tradução livre), feita em parceria com a agência OgilvyOne. Por lá, um cão virtual seguiu potenciais donos em outdoors com o objetivo de incentivar a adoção de animais abandonados.

A campanha começou com um grupo de voluntários que distribuiu panfletos sobre a ONG para quem entrava no shopping. O papel parecia comum, mas tinha um chip que indicava a localização de quem o recebeu para acionar telas interativas. De acordo com a proximidade e direção, o chip liberava a exibição de vídeos já prontos.

panfleto-com-chip-battersea

Quando alguém se aproximava de outdoors que reconheciam o chip, o cachorro aparecia como se estivesse à sua procura. Se seguisse em frente e se afastasse do outdoor, o cãozinho desaparecia, dando a sensação de que o animal seguia o possível dono de cartaz em cartaz.

A ONG recebe animais de todo o Reino Unido. A ideia da campanha é incentivar a adoção, mas não a do Barley, cachorro que aparece nos cartazes. Ele já conseguiu uma nova família, mas existem milhares de animais abandonados, inclusive no Brasil.

Para quem não tem a possibilidade de adotar, a Battersea abriu a possibilidade de receber ajuda financeira. E nós, que estamos em outro país, podemos colaborar com ONGs nacionais. Adote! E descubra como é lindo dar e receber amor incondicional.

Quer assistir ao vídeo da campanha e se emocionar como eu? Pegue um lencinho e veja, abaixo:

*Looking for you

Leia também:
Câmera GoPro em cachorro mostra dura vida dos animais de rua
Adoção de animais de rua rende desconto nos impostos dos italianos
“SAMU veterinário” socorre animais de rua em cidades brasileiras
Em SC, prefeitura vai dar desconto no IPTU para quem adotar animal abandonado
Amigos para Sempre: ação combate abandono de animais

ver este postcomente

Blog da Redação

A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

Clique e faça o download

Revista do clima Material de etiqueta

Posts anteriores

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Blog da Redação

Arquivos de posts