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Do Good Bus: ônibus leva pessoas para voluntariado surpresa Vanessa Daraya - 02/03/2015 às 10:02

Em Los Angeles, nos Estados Unidos, a americana Rebecca Pontiu resolveu inovar a prática do voluntariado: criou um serviço de ônibus que reúne uma vez por mês pessoas de diferentes lugares para fazer o bem, sem olhar a quem, muito menos onde ou que tipo de ajuda prestar.

Isso mesmo! O destino da iniciativa que ela batizou de Do Good Bus* (Ônibus de fazer o bem, em tradução livre) é misterioso. Pelo menos até o momento em que o motorista dá partida no veículo. Até lá, ninguém sabe para onde vai, nem o que fará ou a quem irá ajudar.

Para Rebeca, revelar o roteiro em cima da hora evita preconceitos e ajuda o voluntário a rever sua forma de encarar essa atividade e a lidar melhor com o inesperado. Além de tornar o voluntariado mais divertido porque, no fundo, todos gostamos de um pouco de mistério, certo?

A revelação do destino se dá assim que o ônibus começa a andar pela cidade: os voluntários recebem informações sobre a missão e são realizado exercícios e brincadeiras para que todos se conheçam e tomem conhecimento de algumas tarefas que irão desempenhar. Nesse trajeto, se revelam afinidades e todos fazem novos amigos, criam novos laços, fortalecem os já existentes e se divertem.

Todos também compartilham os custos da iniciativa: 25 dólares a cada participação, que pagam o combustível e despesas com alimentação. Os trabalhos são realizados com organizações sem fins lucrativos, comunidades ou pessoas locais. Os voluntários aventureiros cuidam de jardins e de animais, servem comida para moradores de rua, ajudam a organizar bazares e feiras de doação de livros, entre outras opções.

Segundo Rebeca, a prática do voluntariado sem conhecimento prévio desperta a consciência para a importância de colaborar com causas sociais e ambientais e amplia o conhecimento sobre as centenas de formas de ajudar a melhorar a cidade, a vida dos vizinhos, dos amigos e como apoiar qualquer causa. Com a iniciativa, ela deseja criar comunidades mais humanas e inspirar voluntários a continuar fazendo o bem em seus bairros quando a missão do Do Good Bus acabar… além de provar o poder que o trabalho em conjunto tem para fazer a diferença no mundo.

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*Do Good Bus 

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Fotos: Divulgação/Do Good Bus

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“SAMU veterinário” socorre animais de rua em cidades brasileiras Marina Maciel - 27/02/2015 às 11:52

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2015 mal começou e, até a publicação deste post, mais de 74 milhões de animais já foram mortos em nossas estradas. Isso quer dizer que morreram, aproximadamente, 15 bichos por segundo, vítimas de atropelamento! A estimativa é do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas. Já falamos, aqui no blog, sobre um aplicativo que incentiva a população a salvar a fauna selvagem nas rodovias. Mas… e nas cidades?

Para atender cães, gatos e cavalos vulneráveis, alguns municípios brasileiros lançaram programas de socorro. Conhecida como “SAMU veterinário”, a iniciativa oferece serviços de emergência veterinária, principalmente, a animais de rua.

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A primeira cidade a adotar o serviço foi Florianópolis (SC). Para que o SamuVet (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Veterinária) começasse a funcionar, em julho de 2014, a prefeitura cedeu um carro para os atendimentos e a entidade Bem-Estar Animal* o reformou e adaptou especialmente para atender animais de rua.

Com atendimento 24 horas, o serviço só pode ser acionado por equipes de segurança pública – como bombeiros, policiais militares e guardas civis – que estiverem atendendo a alguma ocorrência, como um acidente envolvendo animais de rua.

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Outras cidades brasileiras se inspiraram na ação e lançaram iniciativas próprias. É o caso do município de Cachoeirinha (RS), que adotou o SamuVet em janeiro deste ano. O projeto é parecido com o de Florianópolis: primeiro, trata cães e gatos abandonados ou que sofrem maus-tratos e, depois, encaminha-os para adoção. Qualquer pessoa pode acionar o socorro.

Agora, em fevereiro, vereadores de Porto Alegre (RS) aprovaram uma espécie de SamuVet para atender animais de população de baixa renda e bichos sem dono em risco. A Câmara municipal de Corumbá (MT) também lançou projeto de lei parecido este mês. Que tal um serviço como esse na sua cidade?

*Bem-Estar Animal

Fotos: Divulgação e Petra Mafalda/PMF

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Brasileiro cria tampa de garrafa reutilizável, divertida e sustentável Suzana Camargo - 26/02/2015 às 11:08

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Clever clap. Apesar do nome ser em inglês, esta é uma invenção 100% brasileira. Feita no Rio de Janeiro. O criador dela é Claudio Vollers.

clever-clap-claudio-voller-140Filho de pai alemão e mãe suíça, o carioca sempre esteve envolvido com a indústria de plásticos. Mas há algum tempo, é responsável pela área de pesquisas e desenvolvimento da empresa em que trabalha. Foi lá que ele e uma equipe de designers decidiram criar um produto que gerasse solução para um problema socioambiental: escolheram desenvolver uma embalagem inovadora que pudesse ser reutilizada e não tivesse como destino o lixo, poluindo oceanos e meio ambiente.

Depois de dois anos e meio de pesquisas e testes, nasceu a clever clap. “Para nós este é um produto sustentável. Ele é ecologicamente correto com o planeta, bom para a sociedade e economicamente viável”, garante Vollers.

A grande sacada da tampinha colorida, que se encaixa perfeitamente em qualquer gargalo de garrafa, é ser também um bloco de montagem. “É um produto concebido para ter duas vidas”, explica o criador.

clever-cap-vavrios-560Suporte de celular, carrinho de brinquedo e luminária feitos com as tampas reutilizáveis

Basta um pouco de imaginação para criar os mais diferentes objetos com os bloquinhos. Porta-canetas, bancos, luminárias, brinquedos. Aliás, a tampa é compatível com lego. Como a patente dos famosos blocos escandinavos já expirou, não há problema nenhum em comercializar produtos compatíveis com ela.

A empresa carioca também já está testando a clever clap para ser usada em outros produtos, como tubos de pasta de dente e embalagem tetrapack.

clever-cap-pasta-dente-560Já está em fase de teste o uso da clever clap em outras embalagens

Lançada em 2014, rapidamente a invenção atraiu atenção mundial. Foi premiada em duas categorias – bebidas e formato embalagem – pela iF Design, na Alemanha, e eleita entre os 80 designs mais impactantes do mundo pelo London Design Museum. “Lá, a clever cap ficou ao lado do carro conceito da Volkswagen”, conta orgulhoso Claudio Vollers. Numa votação popular, realizada pelo museu britânico, a tampa/bloco de montar brasileira ficou em 4o lugar, entre os 80 objetos em exposição.

Para o criador da inovação, uma das mais importantes vantagens da tampa é estimular o conceito do reúso. Segundo ele, reciclar é uma ótima prática, mas ainda assim deixa pegada de carbono no planeta. O processo de reciclagem emite CO2 tanto durante o transporte de resíduos, como na utilização de energia elétrica para a compactação dos lixo em novos materiais. “Não estamos criando algo novo, mas fazendo uma inovação a partir de algo que já existe no mercado”, diz Vollers.

Ele garante que o preço da tampa é praticamente o mesmo de uma convencional. Para a fabricação, não é necessário nenhuma máquina especial, mas o mesmo equipamento utilizado na produção de tampas comuns. Em março, uma fabricante de água mineral de São Paulo começa a comercializar suas garrafas com a clever cap. E em breve, outra empresa do Ceará, promete levar as tampinhas de montar para a região nordeste.

Outras marcas internacionais – da Alemanha, Japão, Coréia do Sul e Estados Unidos, já mostraram interesse na invenção brasileira. Mas os cariocas querem estrear a inovação primeiro no mercado nacional para somente depois alçarem voos mais altos. Prêmios já receberam, agora é torcer para que os fabricantes de bebidas curtam tanto quanto nós esta novidade divertida e sustentável.

clever clap-banco-560O banco, resistente e colorido, montado com as tampinhas cariocas

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Fotos: divulgação e Cassidy Curtis/Creative Commons (foto Claudio Vollers)

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