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Eduardo Srur faz intervenção no Rio Pinheiros, em SP, e você pode participar dessa iniciativa Suzana Camargo - 16/09/2014 às 14:47

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O artista plástico Eduardo Srur é velho conhecido dos paulistanos. Ele já criou várias intervenções urbanas para chamar a atenção para graves problemas ambientais da cidade: caiaques, garrafas pet gigantes, cavalaria na ponte, como já mostramos aqui no site (veja alguns links no final deste post).

No dia 19/9, com apoio da Associação Águas Claras do Rio Pinheiros*, Srur vai ocupar margens, córregos e pontes ao longo de um dos rios mais emblemáticos – e poluídos – da capital paulista com a exposição “Às Margens do Rio Pinheiros”. A intenção do artista é promover a conscientização das pessoas e pressionar tomadores de decisão para a necessidade de recuperação da bacia hidrográfica do Rio Pinheiros.

Serão três intervenções urbanas:
- Trampolim, com manequins realistas que remetem ao tempo em que era possível nadar no rio, nas pontes Morumbi, Engenheiro Roberto Zuccolo, Cidade Universitária e Eusébio Matoso;
- Hora da Onça Beber Água, com animais infláveis gigantes, em frente à estação de trem Pinheiros, uma alusão a um dos animais símbolos da fauna brasileira, que corre risco de extinção; e
- Portal, dois pórticos enfeitados com restos de esculturas e adereços utilizados em desfiles de escolas de samba, na foz dos córregos Uberaba e Jaguaré.

E veja que bacana! As obras serão iluminadas por sistema de captação de energia solar já instalado próximo às margens do rio. Funciona assim: a energia gerada é inserida na rede como compensação pelo que será gasto durante a montagem e na iluminação noturna das peças criadas por Srur.

Para ampliar a intervenção e torná-la um marco para a cidade, Eduardo Srur colocou seu projeto no Partio, site de financiamento coletivo. Ele quer levar suas criações para outros espaços do Rio Pinheiros e atingir muito mais pessoas na cidade com sua mensagem. “A arte desperta e traz oxigênio à mente, provoca e questiona sobre questões importantes da nossa sociedade”,  acredita o paulistano. O Planeta Sustentável também acredita nisso e, por isso, está empenhado em sua divulgação.

Apoie esta causa para ampliar a discussão e a repercussão sobre o futuro do rio Pinheiros. Com apenas 30 reais você já pode participar deste movimento artístico e ativista de Srur, no Partio. Como em todo site de crowdfunding, os apoiadores recebem recompensas de acordo com o valor doado. Em alguns casos, Srur vai dar várias obras de seu acervo pessoal como gravuras, livros, fotos e camisetas e objetos feitos com material reciclável.

*Associação Águas Claras do Rio Pinheiros

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Moradores em situação de rua cultivam horta comunitária em abrigo Débora Spitzcovsky - 15/09/2014 às 09:00

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Rua Porto Seguro, 235, Armênia. É para este endereço que muitos moradores em situação de rua que vivem em São Paulo vão para conseguir um prato de comida, um banho ou mesmo um local para lavar suas roupas.

A Casa Porto Seguro seria mais um abrigo comum da capital paulista, não fosse um diferencial: o local possui uma horta comunitária, que é cuidada pelos próprios moradores em situação de rua.

Lá, eles cultivam os mais variados tipos de legumes e verduras, além de ervas para chás, e tudo 100% livre de agrotóxicos. Depois de colhidos, os alimentos têm destino certo: a cozinha da Casa, onde são preparados, diariamente, mais de 130 almoços – além de café da manhã.

Com os legumes e verduras cultivados na horta comunitária, a equipe do abrigo – ou centro de convivência, como gostam de chamá-lo – já garante cinco dias de salada, por mês, para os frequentadores, o que rende uma economia de R$ 200 no orçamento.

Já os moradores em situação de rua ganham muito mais do que um prato de comida cultivada por eles mesmos. Ocupam-se, sentem-se úteis, aprendem um ofício e fazem, de graça, umas das mais eficazes terapias do mundo: mexer na terra.

A Casa Porto Seguro ainda oferece aulas de alfabetização, Ensino Fundamental e Ensino Médio aos frequentadores, além de outras atividades complementares – como capoeira, xilogravura e arte em mosaico, feita com lixo coletado nas ruas.

Uma boa ideia para replicar por aí, não?

Foto: David Goehring/Creative Commons/Flickr

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Menina de 17 anos inventa dispositivo que gera eletricidade e purifica água com energia do Sol Marina Maciel - 12/09/2014 às 11:58

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Ainda existem 780 milhões de pessoas no mundo sem acesso à água potável e 1,3 bilhão sem energia elétrica. Estes dados da ONU preocuparam tanto a estudante Cynthia Sin Nga Lam, que a australiana de 17 anos decidiu empenhar suas habilidades – e sua paixão por Química – para criar uma solução econômica para o problema.

A jovem inventora desenvolveu um dispositivo eco-friendly, barato e portátil que purifica águas residuais e gera eletricidade usando apenas a energia do Sol. Batizado de H2prO, o aparelho é constituído por duas partes: unidade superior para purificar a água e gerar hidrogênio, e compartimento inferior onde a água é filtrada mais uma vez.

Abaixo, entenda o funcionamento da engenhoca:
1) a água suja entra na parte superior do dispositivo e passa entre uma malha de titânio, que esteriliza a água quando ativada pela luz solar;
2) essa reação fotocatalítica divide a água em oxigênio e hidrogênio;
3) o último é utilizado por uma célula de combustível de hidrogênio para gerar energia. E tem um plus: impurezas na água, como detergentes, também podem proporcionar mais hidrogênio, o que permite que o dispositivo gere ainda mais energia.

“No futuro, eu gostaria de estudar Medicina ou Ciências Ambientais, porque quero ser capaz de ajudar os necessitados. Há ainda um longo caminho a percorrer, mas estou feliz que eu tomei o meu primeiro passo para fazer a diferença”, disse Cynthia na página do projeto, que é um dos 15 finalistas da Feira de Ciências do Google de 2014.

Abaixo, assista ao vídeo que explica o funcionamento do aparelho (em inglês):

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Foto: Reprodução/YouTube

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