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Sentinelas nativos contra o estrangeiro voraz Liana John - 11/10/2012 às 17:30

O Brasil hoje depende de planta√ß√Ķes de eucaliptos para produ√ß√£o do carv√£o vegetal e da lenha que movem de pizzarias a sider√ļrgicas, poupando florestas nativas. H√° quem demonize o eucalipto pelo fato de ser uma √°rvore estrangeira ‚Äď origin√°ria da Austr√°lia ‚Äď tida como grande consumidora de √°gua (o que nem sempre √© fato) e respons√°vel pela altera√ß√£o de muitas de nossas paisagens. Sem o cultivo do eucalipto, por√©m, ter√≠amos um desmatamento muito mais acentuado e viver√≠amos um apag√£o florestal de grande magnitude, pois a madeira plantada tamb√©m abastece toda a ind√ļstria de papel e celulose e boa parte da ind√ļstria de m√≥veis e do setor de constru√ß√£o civil.

Desde 2008, os plantadores brasileiros de eucaliptos enfrentam uma praga que tamb√©m veio do exterior, como a √°rvore: um percevejo sugador, muito voraz. Conhecido como percevejo bronzeado (Thaumastocoris peregrinus), ele se instala nas folhas e as deixa ‚Äúmorenas‚ÄĚ (da√≠ o nome). O eucalipto atacado realiza menos fotoss√≠ntese e, portanto, tem queda de produtividade. E nos casos de infesta√ß√£o mais grave, as √°rvores chegam a perder as folhas e morrer.

Em quatro anos, o percevejo bronzeado j√° se tornou a principal praga do eucalipto no Brasil. Por isso, v√°rias equipes de pesquisadores trabalham na identifica√ß√£o de inimigos naturais¬†‚Äď parasitoides ou predadores ‚Äď para ajudar no controle do bichinho. A pesquisa voltada para a solu√ß√£o de problemas da produ√ß√£o de eucalipto √© realizada principalmente pela Embrapa Florestas, pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e pelo setor privado, organizado em torno de um Programa Cooperativo de Prote√ß√£o Florestal (Protef).

‚ÄúTemos duas linhas de pesquisa para controle do percevejo bronzeado: a cl√°ssica, que √© trazer inimigos naturais do pa√≠s de origem da praga e a busca por esp√©cies nativas que parasitem ou predem ovos ou ninfas do percevejo‚ÄĚ, conta a engenheira florestal Bianca Vique Fernandes, da V & M Florestal, empresa produtora de carv√£o vegetal para siderurgia. H√° oito anos lidando apenas com pragas e doen√ßas do eucalipto, Bianca defende a op√ß√£o pelo controle biol√≥gico, ainda que entre esta busca e a solu√ß√£o do problema possam se passar uns bons anos.

‚ÄúMesmo que demande pesquisas de longo prazo, o controle biol√≥gico funciona, porque usa diversas t√°ticas, e deve ser feito, porque √© mais sustent√°vel‚ÄĚ, argumenta. Segundo ela, no momento existem boas perspectivas de controle do percevejo bronzeado por outros percevejos predadores, como Atopozelus opsimus e Suputius sp. , ambos nativos. ‚ÄúMas ainda temos muitas avalia√ß√Ķes a fazer, pois o fato de um predador se alimentar da praga em laborat√≥rio n√£o quer dizer que vai preferir aquele inseto em campo‚ÄĚ, pondera a pesquisadora.

Por isso tamb√©m as alternativas de fungos e parasitoides ou mesmo extratos de plantas capazes de afetar o percevejo bronzeado est√£o na mira das equipes de pesquisa. ‚ÄúNa √©poca chuvosa, encontramos percevejos mortos, cobertos por fungos e esta √© uma boa forma de encontrar esp√©cies de fungos que possam funcionar no controle da praga‚ÄĚ, diz. Ainda que em Minas Gerais os fungos n√£o se desenvolvam bem, porque √© muito seco e eles precisam de umidade relativa mais alta, a identifica√ß√£o de fungos com potencial para controlar o percevejo pode ser o primeiro passo para derrotar a praga.

A par do trabalho em laborat√≥rio, o manejo da paisagem tamb√©m ajuda a controlar o percevejo bronzeado e outras pragas. Nas planta√ß√Ķes mais modernas, o desenho das faixas ecol√≥gicas e das reservas florestais √© feito de forma a entremear vegeta√ß√£o nativa com o plantio comercial do eucalipto, constituindo mosaicos de biodiversidade. Assim, aves, mam√≠feros, insetos, fungos e microrganismos presentes nas √°reas de vegeta√ß√£o nativa tamb√©m circulam pelos eucaliptos, ajudando a promover o equil√≠brio entre as esp√©cies, fundamental para a sa√ļde de todas as plantas.

Fotos: Liana John (ao alto: mosaico de eucalipto e vegetação nativa no Paraná)

¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Bianca Fernandes (folhas “bronzeadas” pelo percevejo)

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O lugar certo para a titica Liana John - 05/10/2012 às 16:41

Se um dia voc√™ estiver no mato sem corda e precisar amarrar alguma coisa, olhe para cima e procure uma raiz fininha, flex√≠vel, pendendo do alto dos galhos das maiores √°rvores. Vulgarmente chamada de cip√≥-titica, essa fibra natural concorre com o que h√° de mais resistente no reino das amarra√ß√Ķes. Quando est√° fresquinha, ent√£o, assim rec√©m-tirada do p√©, d√° at√© para tecer uma boa trama!

V√°rias plantas da fam√≠lia Araceae e do g√™nero Heteropsis s√£o popularmente chamadas de cip√≥-titica. Existem pelo menos 13 esp√©cies desse g√™nero nas florestas da Am√©rica tropical, sendo que oito delas ocorrem no Brasil, incluindo o cip√≥-titica ‚Äúleg√≠timo‚ÄĚ: Heteropsis flexuosa. O nome da esp√©cie, ali√°s, j√° reflete o car√°ter flex√≠vel da fibra. Na hora do aperto, as amarra√ß√Ķes podem ser feitas com qualquer uma das outras esp√©cies, mas quem depende de cestas ou cordas bem feitas, bem firmes e levinhas de carregar d√° prefer√™ncia √† titica certa!

O uso do cip√≥-titica √© muito antigo e muito difundido em toda a Amaz√īnia, com destaque para o Amap√° e a por√ß√£o ocidental da floresta: Vale do rio Juru√°, Acre e norte de Rond√īnia, onde a planta √© mais abundante. Para quem j√° viu um ribeirinho tirar a raiz, descascar a fibra e improvisar uma mochila com al√ßas e tudo ‚Äď s√≥ √† base de cip√≥-titica ‚Äď parece que a pesquisa n√£o tem nada a acrescentar ao conhecimento e √† extrema habilidade tradicionais.

Mas n√£o √© bem assim: diversos estudos realizados por pesquisadores da Embrapa Acre e da Embrapa Rond√īnia demonstram os riscos de superexplora√ß√£o. E prop√Ķem regras simples de manejo para evitar o decl√≠nio da esp√©cie, com base no conhecimento da ecologia da planta. Segundo explicam Michelliny Bentes-Gama, Abadio Mendes Vieira e L√ļcia Helena Wadt, todos da Embrapa, o cip√≥-titica nasce no solo da floresta e cresce na dire√ß√£o de um potencial suporte, em geral uma √°rvore com 20 a 30 metros de altura. Consumindo √°gua e nutrientes diretamente do solo (ou seja, sem parasitar a √°rvore-suporte), a planta cresce paralela ao tronco da √°rvore at√© atingir a copa, onde ent√£o solta ramos e folhas para realizar a fotoss√≠ntese.

A partir da√≠ come√ßa a crescer um segundo tipo de raiz, chamada de absorvedora. Essas ra√≠zes pendem dos galhos e crescem para baixo, em linha reta, at√© atingirem o solo. Quando penetram na terra, as primeiras ra√≠zes, l√° na base do tronco da √°rvore-suporte, perdem a fun√ß√£o e secam. Toda a alimenta√ß√£o da planta, localizada a 20 ou 30 metros de altura, passa a depender das ra√≠zes absorvedoras. √Č por isso que a coleta de cip√≥-titica precisa ser parcial. Se todos os fios forem coletados de uma vez, o suprimento da planta ser√° cortado e ela morrer√°. A recomenda√ß√£o dos especialistas √© tirar apenas um fio em cada tr√™s. As ra√≠zes verdes ‚Äď muito novas ‚Äď n√£o devem ser coletadas nem consideradas nessa contagem: a regra s√≥ vale para as ra√≠zes maduras, de cor clara, acinzentada.

Para coletar cada fio, a ponta fixada no ch√£o √© cortada e o coletor se pendura na raiz, usando o pr√≥prio peso para arrancar o cip√≥-titica da planta. Muitas ra√≠zes t√™m n√≥s, formados ap√≥s o rompimento do fio por animais, pelo vento ou por coletas anteriores. O comprimento considerado √ļtil para uso √© o da fibra √≠ntegra, entre n√≥s.¬† Assim, na coleta, a primeira coisa que o extrativista faz √© cortar fora os n√≥s e carregar apenas o cip√≥ √≠ntegro, com um a dez metros, em geral. ¬†Depois, cada fio ser√° descascado, passando a ter metade do di√Ęmetro original.

Com essa fibra, os amaz√īnidas fazem cestos, vassouras, brinquedos,¬†m√≥veis e ainda amarram as vigas de telhados e montam armadilhas para peixes ‚Äď que funcionam muito bem porque o cip√≥ n√£o apodrece quando usado dentro d‚Äô√°gua.

O cip√≥-titica ainda √© vendido como vime para fabricantes de m√≥veis das regi√Ķes Sul e Sudeste. E aqui h√° um imenso campo para a agrega√ß√£o de valor e a promo√ß√£o de um com√©rcio justo, com reparti√ß√£o equitativa de benef√≠cios, a partir do investimento em design e capacita√ß√£o. Entre as provid√™ncias necess√°rias estariam: parar de chamar o cip√≥-titica de vime; valorizar o fato de ser um produto da biodiversidade nativa; acrescentar criatividade √† enorme habilidade para tecer tramas e caprichar no acabamento de m√≥veis e objetos.

Com certeza essas provid√™ncias afastariam o cip√≥-titica da tradu√ß√£o de seu nome popular ‚Äď associado a coisa insignificante ‚Äď e aproximariam de um mercado √°vido por novidades bem trabalhadas!

Foto: Liana John (vassouras feitas de cipó-titica/Médio Juruá)

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Pracaxi dá adeusinho às estrias Liana John - 27/09/2012 às 17:57

A safona do engorda-emagrece mais cedo ou mais trade deixa seu rastro de marcas nos bumbuns, seios, barrigas, pernas e braços da nação. As famigeradas estrias não perdoam quem tem tendência hereditária ou simples má sorte com a elasticidade da pele. E, embora afetem mais as mulheres, também castigam os homens.

Para complicar a vida de quem quer exibir decotes, regatas, alcinhas, shorts e minissaias, a grande maioria dos cosm√©ticos s√£o preventivos: uma vez instaladas, as tais marcas j√° n√£o t√™m rem√©dio √† base de creminhos. S√≥ mesmo cirurgias, lasers e demais interven√ß√Ķes radicais.

Pois estas ‚Äúverdades universais‚ÄĚ podem ser abaladas pelo √≥leo de uma √°rvore amaz√īnica, chamada pracaxi (Pentaclethra macroloba) ou pracachy, na vers√£o conhecida no exterior. Trata-se de uma Fabaceae (antes chamada de leguminosa, por ter os frutos em forma de vagens) de at√© 14 metros de altura, geralmente encontrada nas v√°rzeas inund√°veis, desde a Nicar√°gua at√© a Amaz√īnia brasileira.

A safra ocorre nos meses de fevereiro e mar√ßo, quando as favas de 20 a 25 cent√≠metros s√£o coletadas nas praias e nas margens dos rios. Cada fava tem 4 a 8 sementes, de onde o √≥leo √© extra√≠do ap√≥s cozimento e macera√ß√£o. Entre os √°cidos graxos presentes no √≥leo est√£o o l√°urico e o mir√≠stico, tamb√©m encontrados no murumuru (veja o texto ‚ÄúMurumuru, a prote√ß√£o que respira‚ÄĚ, postado no dia 6/9/2012, aqui no Biodiversa); o linoleico, presente no abacate; e, o mais importante, uma alta concentra√ß√£o de √°cido be√™nico, respons√°vel pela hidrata√ß√£o profunda da pele.

O √°cido be√™nico √© encontrado no amendoim (cujo aroma parece com o do pracaxi), na colza e nas sementes de ac√°cia-branca e j√° √© utilizado pela ind√ļstria cosm√©tica como alisante, em condicionadores e hidratantes para cabelo. Mas a concentra√ß√£o desse √°cido graxo raro no pracaxi √© bem maior, da√≠ seu potencial em cremes e hidratantes para o tratamento ‚Äď e n√£o s√≥ preven√ß√£o ‚Äď de estrias.

‚ÄúO √≥leo de pracaxi est√° se transformando em um produto cosm√©tico fant√°stico, capaz de reverter estrias‚ÄĚ, afirma o qu√≠mico Luiz Moraes, diretor da Amazon Oil, empresa sediada em Ananindeua, no Par√°. Ele faz quest√£o de dizer que trabalha ‚Äúde bra√ßos dados com a academia‚ÄĚ e colabora fornecendo amostras para ‚Äúqualquer institui√ß√£o que bata √† porta‚ÄĚ, com o objetivo de desenvolver novos produtos e nichos de mercado para os √≥leos amaz√īnicos.

‚ÄúEsses √≥leos dependem do mercado para que haja um fluxo de colheita e a certeza de comercializa√ß√£o‚ÄĚ, continua Moraes. ‚ÄúMoro na Ilha de Maraj√≥ e minha empresa √© de amaz√īnidas: sei o que acontece com os povos da floresta quando seus produtos n√£o s√£o comercializados. Quem sente √© quem est√° na floresta‚ÄĚ.

‚ÄúNosso principal gargalo chama-se demanda‚ÄĚ, continua ele. ‚ÄúA ind√ļstria ainda n√£o acredita que esses produtos oriundos da floresta possam ter qualidade, com continuidade de oferta e pre√ßo est√°vel‚ÄĚ. Quem sabe no caso do pracaxi o gargalo se desfa√ßa. Estrias √© que n√£o faltam para garantir a demanda!

Fotos: Luiz Moraes/Amazon Oil (√°rvore de pracaxi com favas, ao alto, e sementes secas)

 

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LIANA JOHN

√© jornalista ambiental. Escreve sobre conserva√ß√£o, mudan√ßas clim√°ticas, ci√™ncia e uso racional de recursos naturais h√° quase 30 anos, nas principais revistas e jornais do pa√≠s. Ao somar entrevistas e observa√ß√Ķes, constatou o quanto somos todos dependentes da biodiversidade. Mesmo o mais urbano dos habitantes das grandes metr√≥poles tem alguma esp√©cie nativa em sua rotina di√°ria, seja como fonte de alimento ou bem-estar, seja como inspira√ß√£o ou base para novas tecnologias. √Č disso que trata esse blog: de como a biodiversidade entra na sua vida. E como suas op√ß√Ķes, eventualmente, protegem a biodiversidade.

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