BLOGS |Biodiversa

Bom para a tosse e bom para o clima Liana John - 26/07/2012 às 06:45

Que o mel é bom para a tosse todos sabemos. E não só para a tosse: o mel de algumas abelhas nativas é bom para os olhos, para o sistema imunológico, para a circulação sanguínea, para a pele, para os cabelos e por aí vai uma longa lista de utilidades cosméticas e funcionais.

Para os top chefs da nova gastronomia brasileira, o mel das abelhas brasileiras sem ferr√£o tamb√©m √© bom para temperar carnes e como ingrediente tanto em pratos salgados refinados como em confeitaria. ‚ÄúE ainda estamos no in√≠cio da descoberta das possibilidades culin√°rias deste ingrediente, o que para n√≥s √© uma oportunidade sensacional‚ÄĚ, declarou Jos√© Barattino, chef de cozinha do restaurante paulistano Emiliano, ao participar do evento culin√°rio Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, em Bel√©m (PA), em abril passado.

Barattino testou o mel produzido no munic√≠pio de Curu√ß√°, no nordeste do Par√°, por fam√≠lias capacitadas pelo Instituto Peabiru, uma organiza√ß√£o n√£o governamental sediada na capital paraense e dirigida por Jo√£o Meirelles, com foco na valoriza√ß√£o da diversidade cultural e ambiental da Amaz√īnia por meio do apoio a processos de transforma√ß√£o social. O programa existe desde 2007, com recursos da Petrobras Ambiental e inclui 350 fam√≠lias da regi√£o entre o Par√° e o Amap√°, no baixo rio Amazonas.

‚ÄúFazemos a capacita√ß√£o de produtores para a cria√ß√£o de abelhas nativas somente com as esp√©cies de cada regi√£o ou comunidade‚ÄĚ, explica Richardson Fraz√£o, do Peabiru. ‚ÄúN√£o incentivamos a introdu√ß√£o de esp√©cies e/ou col√īnias para evitar problemas de dispers√£o de parasitas, v√≠rus e outros organismos que podem causar problemas para a fauna local‚ÄĚ.

Todas as esp√©cies s√£o do g√™nero Melipona. Em Curu√ß√°, pescadores, coletores de mariscos e agricultores aprenderam a trabalhar com as esp√©cies uru√ßu-cinzenta (Melipona fasciculata) e uru√ßu-amarela (M. flavolineata). Perto de Macap√°, no Amap√°, as comunidades quilombolas antes dedicadas somente √† cria√ß√£o de b√ļfalos e agricultura de subsist√™ncia agora criam outra esp√©cie de uru√ßu-amarela (M. fulva), al√©m de uru√ß√ļ-alaranjada (M. paraensis) e ti√ļba-rosilha (M. compressipes). As duas √ļltimas esp√©cies tamb√©m s√£o a op√ß√£o dos extrativistas de castanha e de a√ßa√≠ e pescadores dos munic√≠pios de Almeirim e Monte Alegre e dos ind√≠genas do Oiapoque, que ainda trabalham com uma terceira esp√©cie, chamada pinto-de-velho (M. laterallis).

Mel como alimento funcional e ingrediente cosm√©tico ou culin√°rio, tudo bem. Cria√ß√£o de abelhas nativas para aumentar a renda de pequenos produtores, ok tamb√©m. Mas o que min√ļsculos insetos t√™m a ver com mudan√ßas clim√°ticas? Bem, em primeiro lugar, a conserva√ß√£o e a cria√ß√£o de abelhas nativas favorece a renova√ß√£o da floresta, garantindo a reprodu√ß√£o das √°rvores que delas dependem para a poliniza√ß√£o.

‚ÄúQuando s√£o manejadas pelas comunidades, as abelhas formam um verdadeiro cintur√£o de defesa da floresta, garantindo a produ√ß√£o de alimentos (frutos) e assegurando que determinada √°rea de floresta se mantenha como ‚Äėpasto‚Äô para elas mesmas, as abelhas‚ÄĚ, argumenta Fraz√£o. Mais importante, a cria√ß√£o de abelhas incentiva as comunidades a manterem a floresta em p√©.

Em outras palavras, as abelhas ajudam a evitar desmatamentos e, sobretudo, queimadas. Isso, somado √† sua contribui√ß√£o para a renova√ß√£o das esp√©cies florestais se traduz na fixa√ß√£o de carbono e, portanto, em uma contribui√ß√£o para a estabiliza√ß√£o do clima. Segundo os c√°lculos realizados pelo pessoal do Instituto Peabiru, cada quilo de mel produzido nas comunidades da floresta amaz√īnica fixa 16 kg de carbono. ‚ÄúNesse contexto, o ciclo abelhas, homem e florestas torna-se sustent√°vel e completo‚ÄĚ, arremata Richardson Fraz√£o. E quanto mais abelhas e mais mel, melhor o servi√ßo ambiental, poder√≠amos acrescentar sem pestanejar.

O gargalo, como sempre, √© fazer chegar o mel da floresta aos centros consumidores, algo que, por enquanto, o Instituto Peabiru ajuda a resolver, mas em breve deve ficar a cargo dos produtores amaz√īnidas para garantir igualmente a sustentabilidade financeira.

Então, quem aí quer adotar um melzinho de Melipona em sua dieta?

Fotos: Instituto Peabiru

ver este postcomente

Cheirosa, gostosa e ‚Äď porque n√£o? ‚Äď decorativa Liana John - 18/07/2012 √†s 18:49

Ela nasce nas terras inundáveis do Pará e tradicionalmente é usada em preparados caseiros como contraceptivo, analgésico e contra diarreias.

Apesar de sa√≠rem da lama, suas ra√≠zes s√£o muito cheirosas e entram nas diversas f√≥rmulas de √°guas-de-cheiro comercializadas no mercado Ver-o-Peso, em Bel√©m, al√©m de chegarem ao resto do pa√≠s nos frascos de perfume da ind√ļstria de cosm√©ticos Natura.

Seu sabor diferenciado também invade as cozinhas da alta gastronomia, conferindo um toque especial a bombons de chocolate e sobremesas, conforme já publicamos aqui neste blog (veja o link http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/biodiversa/larica-de-priprioca).

O nome comum √© priprioca e o nome cient√≠fico Cyperus articulatus. E sua versatilidade ainda pode alcan√ßar o universo das floriculturas, conforme sugere uma pesquisa realizada por Rafael C. Robles sob orienta√ß√£o da especialista em plantas ornamentais, Gl√°ucia M. Dias-Tagliacozzo, do Centro de Engenharia do Instituto Agron√īmico de Campinas (IAC).

Rafael estudou uma maneira de aproveitar as hastes de priprioca, descartadas tanto pelos fabricantes de √°guas-de-cheiro, como pela ind√ļstria cosm√©tica. Considerou a semelhan√ßa com o junco e o papiro, ambos valorizados no mercado de ornamentais, e testou diversos tratamentos para prolongar sua vida √ļtil como folhagem de corte ornamental.

Segundo ele, ‚Äúo tratamento p√≥s-colheita indicado √© a hidrata√ß√£o logo ap√≥s o corte e solu√ß√£o de pulsing por 24 horas‚ÄĚ. Conforme explica Gl√°ucia, o pulsing √© um tratamento √† base de √°cido giber√©lico. ‚Äú√Č o processo mais estudado e mais utilizado em flores e folhagens ornamentais, no Brasil, um mercado que hoje movimenta cerca de US$ 30 milh√Ķes por ano e est√° em franco crescimento‚ÄĚ, diz a pesquisadora.

Ela destaca que as hastes de priprioca se conservam por 16 dias com o tratamento e, portanto, sua comercialização pode incrementar a renda dos ribeirinhos que vivem da extração das raízes.

‚ÄúO estudante de inicia√ß√£o cient√≠fica, Rafael Robles foi al√©m dos testes de longevidade e testou a aceita√ß√£o das hastes em floriculturas, que fizeram arranjos com elas e aprovaram o material‚ÄĚ, acrescenta Gl√°ucia. ‚ÄúH√° uma grande car√™ncia de folhagens de qualidade para os arranjos com flores de corte, no mercado brasileiro, e as hastes da priprioca podem suprir parte dessa car√™ncia ao mesmo tempo em que aumentam a renda dos produtores paraenses e melhoram a sustentabilidade de toda a cadeia, ao reduzir o res√≠duo descartado‚ÄĚ.

Agora é adotar priprioca em três sentidos: atrás da orelha, para o olfato; na sobremesa, para o paladar e sobre a mesa, para encantar a visão!

Foto: Rafael Robles (arranjo de girassois com hastes de priprioca)

ver este postcomente

Às favas com as varizes Liana John - 12/07/2012 às 09:17

H√° quem trate de evitar varizes usando meias el√°sticas, especialmente desenhadas para favorecer a circula√ß√£o de retorno do sangue ao cora√ß√£o. H√° quem prefira cirurgia. E existe quem aposte em subst√Ęncias vasoprotetoras, capazes de melhorar a circula√ß√£o sangu√≠nea ao mesmo tempo em que aumentam a resist√™ncia e reduzem a permeabilidade das paredes dos vasos capilares (para evitar as micro hemorragias que d√£o origem √†s varizes). Para esses √ļltimos, a rutina j√° se transformou em uma importante aliada.

A rutina é um flavonoide presente em diversas plantas e, no Brasil, extraída principalmente da fava d’anta (Dimorphandra mollis), uma árvore do Cerrado, da família das leguminosas. O extrato é obtido por meio da trituração dos frutos em forma de favas, conforme indica o nome comum da espécie.

A rutina da fava d’anta ainda aumenta a absorção da vitamina C e forma um complexo com os radicais livres, protegendo o organismo de sua ação lesiva. Por isso, é usada também para amenizar os efeitos do envelhecimento.

Ocorre que a maior parte da rutina de fava d‚Äôanta utilizada pelas ind√ļstrias farmac√™uticas √© fruto de extrativismo. Assim, para evitar a explora√ß√£o irracional, o pesquisador Fernando Madeira, da Funda√ß√£o Centro Tecnol√≥gico de Minas Gerais (Cetec), estuda maneiras de manejar a fava d‚Äôanta de modo sustent√°vel. Para ele, √© fundamental estabelecer arranjos produtivos que aumentem o ganho dos pequenos agricultores respons√°veis pela coleta das favas e assegurem estoques suficientes para atender o mercado.

Madeira concentra sua pesquisa nas regi√Ķes Norte e Nordeste de Minas Gerais, onde a planta ocorre naturalmente. Segundo ele, ‚Äúcom o repasse de novas tecnologias e princ√≠pios √© poss√≠vel evitar o desmatamento e promover a conserva√ß√£o do Cerrado‚ÄĚ. O primeiro passo √© fazer um levantamento da quantidade de plantas dispon√≠veis em cada munic√≠pio. Com o diagn√≥stico ambiental em m√£os, o pesquisador ent√£o organiza a coleta seletiva (deixando algumas matrizes para renova√ß√£o dos estoques naturais) e o beneficiamento do fruto.

A explora√ß√£o de outras subst√Ęncias de interesse tamb√©m √© um meio de aumentar o ganho dos coletores sem aumentar o n√ļmero de favas coletadas. Entre as subst√Ęncias com maior potencial est√°, por exemplo, a quercitina, que ajuda a refor√ßar o sistema imunol√≥gico contra alguns tipos de c√Ęncer.

Outro pesquisador mineiro, o agr√īnomo Manoel Ferreira de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),¬†defende o plantio de fava d‚Äôanta em programas de recupera√ß√£o do Cerrado. Ele testou a semeadura direta no campo com sucesso e acredita que a esp√©cie √© uma boa alternativa de reflorestamento para √°reas degradadas, com o benef√≠cio extra da explora√ß√£o dos frutos.

Com mais plantas e melhor manejo, certamente vai ficar muito mais f√°cil mandar as inc√īmodas varizes √†s favas sem ter de recorrer ao uso de meias el√°sticas ou √† cirurgia e sem causar devasta√ß√£o ambiental.

Fotos: Fernando Madeira/Cetec

ver este postcomente

Biodiversa

LIANA JOHN

√© jornalista ambiental. Escreve sobre conserva√ß√£o, mudan√ßas clim√°ticas, ci√™ncia e uso racional de recursos naturais h√° quase 30 anos, nas principais revistas e jornais do pa√≠s. Ao somar entrevistas e observa√ß√Ķes, constatou o quanto somos todos dependentes da biodiversidade. Mesmo o mais urbano dos habitantes das grandes metr√≥poles tem alguma esp√©cie nativa em sua rotina di√°ria, seja como fonte de alimento ou bem-estar, seja como inspira√ß√£o ou base para novas tecnologias. √Č disso que trata esse blog: de como a biodiversidade entra na sua vida. E como suas op√ß√Ķes, eventualmente, protegem a biodiversidade.

Posts anteriores

17/04 - Castanhas de mil e uma utilidades

10/04 - Pupunha para mam√£es, motores e cabritos

03/04 - Deu branco na queimadura

27/03 - Um acaso contra dor e inflamação

13/03 - Três aves para silenciar um trem

06/03 - Caj√° combate, rebate e refresca

27/02 - Capturaram o pulo do gato

20/02 - √Č para comer, para lavar o cabelo e para salvar a pesca tamb√©m

13/02 - Alga marinha é boa para chuchu

06/02 - Um besouro ainda vai vigiar sua comida

30/01 - Direto dos manguezais, uma solução contra a podridão

23/01 - Cafezinho bom já vem da roça com fungo

16/01 - Mais mandacaru, agora para engrossar o caldo!

09/01 - Bote mandacaru para aguar sua pele

27/12 - Flores brancas para encerrar o ano

19/12 - Ginseng brasileiro: da v√°rzea aos holofotes

13/12 - Adubo verde √† moda amaz√īnica

05/12 - A√ßa√≠ no filtro, sa√ļde na comunidade

28/11 - Quer pendurar bem pendurado? Imite a preguiça!

22/11 - Microcompl√ī contra excesso de vinha√ßa e emiss√Ķes de carbono

18/11 - Os pingos nos “is” do queijim mineiro

07/11 - Corais para driblar infec√ß√Ķes hospitalares

31/10 - A hora e a vez das taturanas antivirais

24/10 - Sai o pesticida, entra o pequiticida

17/10 - Reforço verde contra a osteoporose

11/10 - Pequenos curtumes, grande sacada!

03/10 - Todas as cores da Caatinga

26/09 - Parasitas, às armas!

19/09 - Aposte na cascavel contra tumores e inflama√ß√Ķes

12/09 - Cumaru, muito além do banho de cheiro

05/09 - Quando as estruturas pedem reforços

29/08 - O micro segredo das safras turbinadas

22/08 - Sem bactérias e leveduras, neca de biorrefinarias

15/08 - Oiticica garante feij√£o e renda em tempos de seca

08/08 - Um veneno e muitas possibilidades

01/08 - Um capim para livrar a cara de adolescência

22/07 - Um besourinho para salvar a salvação do sertão

12/07 - B√°lsamo para barbeados ‚Äúbarbeiros‚ÄĚ

08/07 - Até o Tarzan ficaria amarradão

27/06 - Graveto-do-diabo baixa a guarda do vírus da AIDS

20/06 - Alívio colateral em casos de radioterapia

13/06 - Pele protegida é com o goiabão

07/06 - Bom para o paladar, bom para o cérebro

29/05 - Bacupari bom de boca

23/05 - Do toco oco sai de tudo um pouco

16/05 - √ďleos essenciais x fungicidas sint√©ticos

09/05 - A união faz o reforço

02/05 - Nanofibras com óleo geram tecidos medicinais

25/04 - Como passar uma borracha nos defeitos ósseos

18/04 - Sabor e conservação à moda Baniwa

11/04 - Sofisticação casa com sustentabilidade, sim senhor!

04/04 - Vai até o pelinho do caroço!

28/03 - Uma tijolada no desperdício

21/03 - Mais buriti: leve, claro e fresquinho

14/03 - Um substituto para o maldito isopor

07/03 - Gruda até debaixo d’água

28/02 - Um mato baixo contra a alta da mal√°ria

21/02 - Enzimas boas de briga

14/02 - Como se coloca uma baleia em um ventilador?

07/02 - Corta fadiga e apaga fogachos

31/01 - Erva-baleeira, a salvação dos esportistas bissextos

24/01 - Babaçu, o adsorvente eficiente

17/01 - Quando a inspiração vem do formigueiro

10/01 - Palmas para a carna√ļba

03/01 - Pepinos e conchas contra trombose e tumores

27/12 - Orelha de onça acaba com asma, rinite e afins

21/12 - Bambu da bica à boca

13/12 - Uma cutia como op√ß√£o amaz√īnica

06/12 - Todo charme dos painéis de fibras naturais

29/11 - Pequi, o protetor dos atletas

22/11 - Do lixo para o Spa

15/11 - Fungos para curar nossos solos

08/11 - Uma microalga para dois macrodesejos: emagrecer e n√£o envelhecer

01/11 - Para curtir sem poluir

25/10 - O fim (da picada) está próximo!

18/10 - Sa√ļde embalada com estilo!

11/10 - Sentinelas nativos contra o estrangeiro voraz

05/10 - O lugar certo para a titica

27/09 - Pracaxi dá adeusinho às estrias

20/09 - Grandes li√ß√Ķes de um pequeno construtor

13/09 - Ventilação à moda cupinzeiro

06/09 - Murumuru, a proteção que respira

30/08 - Do Cerrado, contra a dengue

23/08 - Quando as conchas entram pelo cano

16/08 - A proteção que vem da Caatinga

09/08 - Cheirinho fatal

02/08 - Mesma forma, nova função, tremenda inovação

26/07 - Bom para a tosse e bom para o clima

18/07 - Cheirosa, gostosa e ‚Äď porque n√£o? ‚Äď decorativa

12/07 - Às favas com as varizes

05/07 - De amarga j√° basta a vida

28/06 - Uma borracha que duuuuuuura…

21/06 - Vamos todos tomar caju!

14/06 - Problemas com glicose? Aposte no cambuci!

07/06 - Das lagoas para as ind√ļstrias

31/05 - Como can√°rios numa mina de carv√£o

24/05 - Não adianta chorar pelo petróleo derramado

17/05 - Camucamu contra gripes e resfriados

11/05 - Uma ponte para dois remédios

03/05 - Guanandi reabilita a v√°rzea amiga

26/04 - Coração forte como um touro

19/04 - Para viajar sem jet lag

12/04 - Mensageiras das boas √°guas

05/04 - Os poderes ocultos do X-Caboquinho

29/03 - Do couro n’água ao couro d’água

22/03 - Descole, se for capaz

15/03 - Frutas com veneno, nunca mais!

08/03 - Uma invasora contra invas√Ķes

01/03 - Larica de priprioca

23/02 - Em passo de formiguinha…

16/02 - O toque de Midas da bromelina

09/02 - Curauá enfrenta até terremoto!

02/02 - Da boca da serpente

26/01 - Com mulungu, mamulengo é moleza!

19/01 - Com mandacaru n√£o tem √°gua turva

12/01 - Pode comer que… √© batata!

05/01 - Um catavento contra o c√Ęncer de laringe

22/12 - Enfim um fim para micoses teimosas!

15/12 - A volta por cima da velha piaçava

08/12 - Quando a ferroada vira remédio

01/12 - Feijoa: guardem bem este nome!

24/11 - A proteção está no bagaço

17/11 - Coco no cabelo, casca no churrasco

10/11 - Novo etanol sair√° do solo amaz√īnico

03/11 - Caju com resíduos faz do piso à telha

28/10 - O macaco est√° certo!

20/10 - Sujeira da grossa pede bactérias faxineiras

13/10 - O conservante dos conservadores de beleza

06/10 - Com baguaçu, a febre vai pro brejo

29/09 - √Č a volta do cip√≥ de aroeira

22/09 - Bom para bumbum de bebê

15/09 - Pimenta-de-macaco ajuda até a descascar abacaxi sem surpresas

08/09 - Quem disse que pau oco n√£o faz milagre?

01/09 - Sinal vermelho para o sol

25/08 - Comigo ningu√©m pode… nem mesmo a polui√ß√£o!

18/08 - Vacinar o c√£o para proteger o dono

11/08 - De veneno a fortificante

04/08 - Na horta marinha brota sa√ļde e renda

28/07 - Patauá é prazer de cama e mesa!

21/07 - A sa√ļde √© √≠ndigo blue

14/07 - A inspiradora flexibilidade do pirarucu

07/07 - Para curar qualquer ferida

30/06 - Pau-terra contra os efeitos do estresse

23/06 - Viva S√£o Jo√£o! L√° no alto e aqui no ch√£o!

16/06 - Bic√£o high-tech

09/06 - Erva pra cabeça, por dentro e por fora

02/06 - Há males que vêm pra bem

26/05 - Tucupi, tacac√° e t√° na cara

19/05 - Esse chá de cogumelo é do bom!

12/05 - Um dedal de esperança contra alergias

05/05 - Só uma santa para derrotar a celulite!

28/04 - Mosquitos contadores de histórias

21/04 - Tremiliques da grumixava

14/04 - Coquinhos para encher o tanque

07/04 - O rapa das bactérias mineradoras

31/03 - Pimenta na salmonela dos outros é antisséptico

24/03 - Como bem dizia Anchieta…

17/03 - Comer, beber, emagrecer

04/03 - Do lixo para as passarelas

03/03 - Para matar a sede de sa√ļde

24/02 - Varre, varre a dengue, vassourinha…

17/02 - Microexército para macrobatalhas

10/02 - Deu praga na praga

03/02 - Para rejuvenescer, use o escorrega-macaco

27/01 - Cascavel na veia ou em c√°psulas?

20/01 - Madeiras que cantam e encantam

13/01 - Falta ar? Recorra ao peixe venenoso!

06/01 - Comece bem, com a pata-de-vaca certa!

16/12 - Um toque de sabor e textura aos congelados

09/12 - Overdose agrícola tem cura!

02/12 - Uma torneirinha para o bem-estar

25/11 - Para o alto e além!

18/11 - Vírus por vírus, o nacional é melhor

11/11 - A criativa defesa das pererecas

04/11 - Como tirar pl√°stico da mandioca

28/10 - O inibidor de serpentes

21/10 - Relaxe! Deixe o herpes com a marcela

14/10 - Contra gripes e resfriados, use o guarda-sol

07/10 - Para lavar a √©gua… Ops: a √°gua!

30/09 - Regeneração óssea sai da zona do vinagre

23/09 - Lugar de caju é na escova de dentes

16/09 - E carrapato l√° tem serventia?

09/09 - A aposta no pic√£o-preto

02/09 - As vantagens de ser homem-aranha

26/08 - Vai antigraxa aí, doutor?

19/08 - Um segredinho para adiar a morte

12/08 - Alívio é com a cabeludinha

05/08 - Esponjas para lavar o Mal do Século

29/07 - Medidores bat-precisos e bat-econ√īmicos

22/07 - Vazou petróleo no mar? Camarão nele!

15/07 - Buriti: das veredas para os sem√°foros

14/07 - Luzinha ¬Ďdedo-duro¬í

14/07 - Caranguejeiras x super bactérias

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Biodiversa