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Cambuci, o aliado da Mata Atlântica Liana John - 05/06/2015 às 01:09

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As encostas da Serra do Mar – onde a neblina não pede licença para estender seu véu branco sobre a paisagem, nem mesmo ao meio dia – são as terras de origem do cambucizeiro (Campomanesia phaea). Essa árvore nativa da Mata Atlântica de Sudeste, de pouca altura (até 5 metros) e grande longevidade, tem o centro de distribuição em São Paulo. E seus muitos usos se misturam, no tempo, com a história do Estado, dos indígenas, dos bandeirantes, da fundação da grande metrópole.

Nada mais acertado, portanto, do que instalar uma plantação de cambucis em Natividade da Serra, no topo dessa mesma Serra do Mar, praticamente no limite de um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil. Foi o que fez Paulo Nakanishi, com o dinheiro que ele e o filho ganharam trabalhando como dekasseguis no Japão, graças ao incentivo de vizinhos e ao apoio técnico do Instituto Auá, uma organização não governamental voltada para o desenvolvimento do arranjo produtivo sustentável do cambuci nas terras do alto da serra, desde Juquitiba até São Luiz do Paraitinga, em São Paulo.

Os primeiros 300 a 400 cambucizeiros foram plantados por Paulo em 2005, com a ideia de produzir xarope, produto tradicional na região e com mercado garantido. Além do pomar no limite da mata nativa, ele também alinhou os pés de cambuci ao longo das cercas de divisa do sítio. Três anos depois, ele já iniciava a primeira colheita e participava de um workshop promovido pela ONG, onde se reuniram cerca de 80 produtores e beneficiadores do fruto, para trocar receitas agronômicas e culinárias. “O workshop teve uma repercussão muito grande, foi uma alavanca, porque eles trouxeram o cambuci com a infusão na cachaça, as trufas com o recheio de cambuci e o doce de massa feito como a goiabada, mas de cambuci. E aí a gente começou a ter essa visão do cambuci, aí minha esposa começou a fazer geleia e começou a ficar gostoso”, conta o produtor.

Com os técnicos do Instituto Auá, Paulo Nakanishi aprendeu a preparar um biofertilizante líquido à base de esterco e folhagens da mata para adubar os cambucizeiros. Também aprendeu a fazer armadilhas para as moscas das frutas e a controlar a principal praga do cambucizeiro com manejo em lugar de usar veneno. “Essa broca é a larva de um besouro. Ela ataca o tronco do cambucizeiro, bem no solo, quase na raiz. Ela vem das quaresmeiras, que são da mata e são hospedeiras. Eu aqui já passava de uns 1500 pés, mas devo ter perdido umas 60 a 70 árvores, grandes mesmo, por causa da broca”, conta o sitiante.

A principal arma contra a praga é a vigilância: a área ao redor do tronco deve ficar bem limpa e os besouros são retirados manualmente. “A gente tem que manter bem limpo em volta do tronco, como nos orientaram os técnicos. Então sempre estamos limpando e olhando. Examinamos a casca, assim, com o canivete. Se a broca entrar no tronco, ela mata a árvore”, diz. “Antes a gente tacava querosene, só que a gente teve orientação para não fazer isso, porque é prejudicial à saúde, principalmente para a gente, que consome, e envenena também o pé de cambuci. Então agora é tudo manual, a gente tenta matar o máximo possível dos bichinhos”.

Outra providência para diminuir a incidência da praga, sem usar nenhum tipo de veneno, é diversificar o pomar: em lugar de manter uma faixa exclusiva de cambucizeiros, como no início de sua produção, Paulo agora tem outras espécies de frutas entre os pés de cambuci. Algumas também são originárias da Mata Atlântica, como a pitanga roxa, o araçá, a grumixama e a palmeira juçara – da qual ele colhe os frutos para fazer polpa e não extrai o palmito. Outras são exóticas, como banana, limão cravo e pêssego. Não importa a origem, o que importa é a mistura: quanto mais diversificado o conjunto, melhor. Até bromélias nativas e um pequeno viveiro de mudas hoje estão misturados aos cambucizeiros, aproximando o pomar dos sistemas agroflorestais, mais sustentáveis e adequados àquelas condições de solo e clima do alto da serra.

A capacidade de produção do sítio de Paulo Nakanishi é de cerca de 15 a 20 toneladas de cambuci por safra. Mas em 2014, ele não tirou nem um terço disso, devido à crise hídrica. Por isso, neste ano, o produtor vai recorrer à irrigação. Ele já comprou microaspersores australianos, bem pequenininhos, para produzir uma imitação de neblina ao redor dos cambucizeiros. Além de se parecer com a neblina natural do alto da serra, boa para a árvore, esse tipo de irrigação também economiza água.

Outro grande investimento da família Nakanishi é o beneficiamento do cambuci. Junto com os dois filhos, Leandro e Alisson, e a esposa Emília, Paulo produz cambuci congelado, polpa de cambuci, farinha de cambuci, cachaça e licor de cambuci, xarope de cambuci, vinagre de cambuci, trufas recheadas com cambuci, biscoitos de cambuci, geleia e doce de cambuci. Tudo devidamente higienizado, embalado e etiquetado. O mercado para todos esses produtos artesanais vem sendo desenvolvido desde 2009, por meio da Rota Gastronômica do Cambuci, também organizada pelo Instituto Auá, que ainda mantém o Empório Mata Atlântica para distribuir o cambuci e outros frutos nativos.

“A missão do Instituto Auá é valorizar o potencial humano e fortalecer empreendimentos socioambientais para a sustentabilidade”, diz Gabriel Menezes, ex-presidente e atual conselheiro da ONG. E ele logo emenda: “O objetivo da Rota Gastrônomica é conservar o cambuci e o do empório é promover a conservação espécies nativas da Mata Atlântica pelo comércio justo e responsável”. Com metas bem claras, os 20 técnicos do Instituto Auá já contam com pelo menos 30 produtores, entre os mais tradicionais, cujos pomares têm mais de 50 anos; os que se estabeleceram há cerca de 10 anos, como Paulo Nakanishi, e uma nova leva de produtores, com pomares de 2 a 3 anos, começando a produzir. Juntos, eles vêm encantando os chefs da alta gastronomia, os turistas da Rota Gastronômica do Cambuci e o público mais antenado das grandes cidades.

De quebra, o estabelecimento desses pomares – com diversificação de espécies plantadas e sem venenos químicos – forma uma excelente zona de amortecimento no entorno dos remanescentes da Mata Atlântica!

 

Foto de abertura – O sorriso largo de Paulo Nakanishi não deixa dúvidas: produzir cambuci é bom para a Mata Atlântica e excelente para o produtor também.

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1- Ramo de cambuci com botões florais: os pomares do alto da Serra do Mar tem alta produtividade.

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2- A flor do cambuci se parece com a da pitanga e a da grumixama: todas são mirtáceas da Mata Atlântica.

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3- Paulo Nakanishi verifica as armadilhas contra moscas das frutas.

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4- Diversificação é o segredo contra as pragas: aqui o cambucizeiro está ao lado de uma bananeira.

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5- Ao lado do pequeno viveiro montado à sombra do pomar, Paulo produz o biofertilizante líquido para adubar as árvores.

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6- A água que mina no sítio já foi represada e deve garantir a irrigação do pomar na próxima safra.

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7- O cambuci congelado e em polpa é vendido principalmente para restaurantes e lanchonetes.

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8- Os produtos artesanais à base de cambuci são fabricados pela família de Paulo Nakanishi e comercializados através do Empório Mata Atlântica.

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9- A neblina do alto da Serra do Mar garante a umidade necessária para a produção do cambuci.

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10- O formato do fruto deu origem ao nome tupi: cambuci pode ser traduzido como “fruto em forma de pote”.

Fotos: Liana John

Assista também ao vídeo com 10’42″ de duração. Clique em “Cambuci, saúde e satisfação

 

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Um pé na roça e outro no mato Liana John - 13/05/2015 às 10:43

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Em janeiro de 2014, sentei com os jornalistas Caco de Paula e Matthew Shirts para conversar sobre agricultura e sustentabilidade. Levantei com o desafio de provar a viabilidade de conciliar produção agrícola e conservação ambiental. Minha meta era visitar produtores agropecuários, grandes ou pequenos, com bons exemplos para mostrar, de coisas feitas ou em andamento. Nada de teorias meramente acadêmicas ou projetos no papel. Só práticas.

Combinamos de criar um blog com texto, fotos e vídeos curtos – este, o Agrisustenta – e fazer edição especial da National Geographic Brasil com as melhores reportagens, além de organizar evento para discutir o assunto com mais profundidade. Na hora de pensar a edição da revista, dividimos as reportagens em terra, água e diversidade.

Para tratar do assunto água, primeiro fui a Louveira, em São Paulo, ver de perto como um prefeito com origem agrícola fez funcionar a proteção aos mananciais com a ajuda dos fruticultores. Depois, procurei Rodrigo Junqueira, do Instituto Socioambiental, com quem conversei longamente sobre os dez anos da campanha I Ikatu Xingu. A campanha, de proteção às nascentes do rio Xingu, aproximou socioambientalistas de fazendeiros e deu origem a soluções inéditas de restauração de matas ciliares.

Com as indicações de Rodrigo, visitei Nova Xavantina, no Mato Grosso, na companhia do fotógrafo Ricardo Teles. Pudemos conferir de perto os bons resultados dos cuidados com a água para o gado da fazenda, para a qualidade dos rios e para os coletores de sementes envolvidos no plantio das matas, ou seja, do ponto de vista econômico, ambiental e social. E também aprendemos muito sobre a integração lavoura-pecuária-floresta e o plantio direto, tecnologias que ajudam a preservar o solo e a umidade do solo, reduzindo a erosão e o consumo de água nas lavouras de soja, milho e mesmo nas pastagens.

Agora, tenho o prazer redobrado de receber o Prêmio Embrapa de Reportagem com esta reportagem. Por ter cumprido a tarefa lá do início – de comprovar a conciliação possível entre agricultura e sustentabilidade – e porque a premiação reforça a importância de cuidarmos bem da alma do jornalismo: a reportagem.

Só tenho a agradecer ao Caco e ao Matthew, por terem me confiado esta tarefa, e a toda redação do Planeta Sustentável e da National Geographic Brasil, pelo apoio e pelo espaço para publicar minhas reportagens. Espero continuar por muito tempo com um pé na roça e outro no mato, arrumando outros exemplos bem sucedidos de convivência das atividades produtivas com a conservação ambiental.

Obrigada!

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Três motores para a sustentabilidade Liana John - 07/05/2015 às 15:49

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O modelo foi o avô, Ricardo Rieger, que entendia muito de motores. Depois o pai, os tios, os irmãos seguiram o exemplo. “O que nós sabemos é mexer na graxa”, diz o mecânico, empresário e inventor, Luiz Alberto Oliveira Rieger. O avô era alemão, da região de Berlim, e se estabeleceu em Ijuí, no Rio Grande do Sul. Desde pequenos, todos os homens da família se reuniam em volta dos motores para aprender com o avô. Há 32 anos, quando se mudou para São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul, Seu Luiz montou a Retificadora Centro Sul, para mexer com caminhões e máquinas agrícolas.

Então o município se tornou o principal polo de suinocultura do estado, com biodigestores para todo lado, transformando os dejetos de suínos em biofertilizante e biogás. Só que o destino de todo o biogás eram as flares, como são chamadas as chaminés nas quais se faz a queima controlada do metano para reduzir os impactos, na atmosfera, desse que é um dos principais gases do efeito estufa. Instigado pelo amigo Balduíno Maffissoni, Seu Luiz começou a pensar em motores para aproveitar o biogás, em lugar de queimar tudo nas flares. O sonho compartilhado pelos dois amigos era iluminar a cidade com a eletricidade obtida dos dejetos dos suínos.

Demorou uns 10 anos, mas Seu Luiz conseguiu. E não inventou apenas uma maneira de converter geradores a diesel em geradores a biogás para produzir eletricidade com os dejetos dos suínos. Ele criou também o carretel de irrigação movidos a biogás, para distribuir o biofertilizante líquido retirado dos biodigestores e, mais recentemente, uma máquina recicladora, que extrai matéria orgânica do biodigestor e das lagoas de decantação.

Os três motores injetam uma alta dose de sustentabilidade na suinocultura, uma das atividades rurais mais desafiadoras em termos de poluição orgânica. Graças às invenções do Seu Luiz, a lida diária com os leitões ficou mais leve; a suinocultura pode ser integrada à criação de gado bovino; os biodigestores e as lagoas de decantação ganharam mais vida útil; as granjas podem alcançar a autossuficiência em eletricidade e ainda têm potencial para vender energia excedente à rede elétrica e abastecer todo o município (o que ainda não acontece devido à política tarifária brasileira).

Por tudo isso, de “Professor Pardal” – numa alusão ao inventor maluco das histórias em quadrinhos – o mecânico-inventor passou a sócio honorário da Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste – COOASGO. Sua oficina cresceu e virou empresa, com uma equipe reforçada por engenheiros mecânicos e elétricos, além do sobrinho, Guilherme Rieger, que agora segue os passos da família especializada em motores. Da retificadora-laboratório já saíram mais de 70 carretéis de irrigação e pelo menos 160 geradores de eletricidade, para granjas instaladas do Paraná ao norte de Mato Grosso. E também foi construído o protótipo da máquina de desassorear biodigestores e lagoas, desenvolvido por Luiz Rieger em parceria com o pesquisador Ivan Bergier, da Embrapa Pantanal. Sem contar que ainda está em construção uma segunda máquina dessas, maior do que o protótipo em testes.

A eficiência do carretel de irrigação é confirmada pelo produtor Délcio Guzzi, da fazenda Água Branca. Ele faz cria e engorda de suínos. Tem 300 matrizes e barracões para a terminação de 2 mil suínos. Além disso, mantém algum gado bovino para aproveitar a pastagem, na qual espalha o biofertilizante retirado do biodigestor.

“Antes era preciso usar o trator para espalhar o biofertilizante, montar e desmontar canos. Era trabalhoso, levava o dia inteiro para só distribuir ali perto da lagoa de decantação e ficava mal espalhado, acumulando nas curvas de nível”, conta. “Agora não: estico a mangueira de 400 metros, ligo o motor e o carretel vai enrolando a mangueira só no gás, puxando o aspersor. Nem preciso ficar perto, o carretel funciona sozinho por até 12 horas. O biofertilizante é bem distribuído, não fica acumulado e a pastagem cresce tão bem, que estou colocando 400 cabeças onde antes eu criava 90. O negócio da suinocultura agora é criar boi!”.

Nas granjas onde não há pastagens ou outros cultivos onde espalhar o biofertilizante líquido, as lagoas de decantação logo ficam pequenas para conter tanta matéria orgânica. O biofertilizante distribuído em demasia também causa impactos no lençol freático e nos rios da região, conforme alerta Ivan Bergier. Neste caso, o risco não é de contaminação por microrganismos prejudiciais à saúde, que foram eliminados quando os dejetos passaram pelo biodigestor: o problema é o excesso de nutrientes, sobretudo fosfatos e nitratos, que podem dar origem a processos de eutrofização dos corpos d’água.

Parte dessa sobrecarga pode ser aliviada com a nova máquina recicladora. Embora desenvolvida para retirar a matéria orgânica sólida que se deposita no biodigestor e nas lagoas de decantação, causando o assoreamento, a nova máquina faz a secagem dessa matéria orgânica e já embala o biofertilizante em pó em sacos de 750 quilos, próprios para o transporte em caminhões. Desse modo, o biofertilizante se transforma em produto e pode ser vendido em outras regiões, com solos pobres, onde faltam esses nutrientes.

A máquina recicladora ainda é muito cara e, em cada propriedade, só deve ser utilizada pelo período máximo de um mês a cada desassoreamento. Assim, Luiz Rieger tratou de fazer módulos transportáveis. A ideia é prestar serviços em lugar de vender a máquina aos suinocultores. Quando o desassoreamento termina, Seu Luiz transfere a máquina para outra granja e agenda o retorno para dali a três anos, no caso dos biodigestores, e cinco anos, no caso das lagoas de decantação!

Por enquanto, o protótipo está em testes na Unidade Produtora de Leitão 1 (UPL1) da Cooasgo. Na opinião do gerente da unidade, Luís Carlos Bertioli, a invenção já está aprovada: “Nós estávamos com problemas no biodigestor, que estava soterrando, já no limite da carga. A água entrava em uma ponta e sai na outra, não tinha mais o processo das bactérias. Com essa máquina, ele está conseguindo trazer toda a parte sólida e dar um destino correto. Não vai dar dano para o meio ambiente e a gente vai poder recuperar o biodigestor – que já tem seis anos de operação – para continuar fazendo a função dele, que é a limpeza dos dejetos da suinocultura”, diz. Se não fosse essa invenção, continua Bertioli, “só teríamos duas saídas: abandonar esse biodigestor e fazer um novo, a um custo de R$ 150 mil, ou abrir a lona para entrar com a retroescavadeira e aí teríamos o problema de dar a destinação correta aos resíduos. Sem contar que teríamos de refazer a lona, a de baixo e a de cima”.

 

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Foto de abertura (ao alto): O mecânico-inventor, Luiz Rieger, mostra o biofertilizante sólido, pronto para o transporte.

1. A alta concentração de matéria orgânica nos dejetos dos suínos pode gerar problemas ambientais, mesmo quando as granjas têm biodigestor.

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2. O motor movido a biogás (à esq) bombeia o biofertilizante líquido da lagoa para o carretel (à dir), cuja mangueira está conectada a um aspersor

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3. O carretel de irrigação funciona sozinho por até 12 horas, facilitando a vida do produtor.

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4. O aspersor tem rodas e é movimentado pelo motor a biogás, sem consumir energia elétrica, espalhando o biofertilizante de modo uniforme.

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5. Graças ao uso do carretel de irrigação, as pastagens alimentam 400 cabeças de gado bovino, onde antes só suportavam 90.

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6. Luiz Rieger (à dir) aprendeu a mexer em motores com o avô e agora ensina o sobrinho (à esq), Guilherme Rieger.

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7. Luiz Rieger e seu gerador a biogás: a eletricidade produzida nas granjas poderia abastecer todo o município de São Gabriel do Oeste.

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8. As lagoas de decantação teriam vida longa com o uso da máquina recicladora.

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9. A máquina recicladora seca e embala o biofertilizante sólido, retirado do biodigestor (ao fundo).

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10. Pronto para o transporte, o biofertilizante sólido vira produto e pode ser destinado a regiões de solos pobres.

 Fotos: Liana John

Assista ao vídeo “A reinvenção dos subprodutos na suinocultura”, com 8’26” de duração

Leia também, aqui no Planeta Sustentável, as reportagens:
A energia limpa agora vem dos porcos

Água à vontade: é de chuva!

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