GALERIA

José Maria Fernández Díaz - Formenti

A serpente Eunectes beniensis foi considerada uma “descoberta valiosa” pelos pesquisadores da WWF, porque desde 1936 não haviam registros, em todo o mundo, de uma nova espécie de sucuri. Com quatro metros de comprimento, ela foi vista, em 2002, na Amazônia boliviana. Inicialmente, os cientistas a confundiram com outros tipos de sucuri, que já haviam sido catalogados, mas logo depois perceberam que se tratava de uma espécie distinta do réptil.

Lars K

A Ranitomeya amazonica foi considerada uma das espécies mais extraordinárias recém-descobertas na Amazônia e, para os cientistas, representa a diversidade e singularidade do bioma. O anfíbio foi visto pela primeira vez, em 1999, no nordeste da região amazônica do Peru, e já está ameaçado por conta da crescente perda de seu habitat – as florestas úmidas – para atividades agrícolas e, ainda, por conta do comércio de animais silvestres. Isso porque a rã agrada possíveis compradores por apresentar, na cabeça, manchas que lembram chamas de fogo e contrastam com suas pernas, que possuem motivos aquáticos.

Arthur Grosset

O papagaio-careca (Pyrilia aurantiocephala) causou furor entre os pesquisadores quando foi visto pela primeira vez, em 2002, na Amazônia brasileira, no Baixo Rio Madeira e no Alto Rio Tapajós. Os especialistas custaram a acreditar que uma ave tão grande e colorida pudesse ter passado despercebida ao mundo durante tanto tempo. Como o próprio nome sugere, a espécie tem a cabeça careca, que se destaca do resto do corpo, com plumagem bem colorida. O papagaio-careca já está na lista das espécies “quase ameaçadas”, por possuir uma população razoavelmente pequena e que está em declínio, por conta da perda de habitat.

Fernando Trujillo

A última espécie inédita do boto-cor-de-rosa – ou golfinho do rio Amazonas, como é conhecido – foi registrada no século retrasado, em 1830, o que fez com que os pesquisadores vibrassem quando, em 2006, constatou-se que o Boto-cor-de-rosa Inia boliviensis era uma nova espécie do animal. O mamífero foi considerado símbolo de conservação no Rio Madeira, onde vive, e segundo os biólogos se diferencia das demais espécies de boto por possuir maior número de dentes na boca e corpo e cabeça menores que o habitual.

Janice Muriel Cunha

O peixe Phreatobius dracunculus, uma espécie de bagre cego e minúsculo, chamou a atenção dos pesquisadores por ter sido encontrado de forma inusitada e em um lugar, também, incomum. O animal foi visto em 2007, na Amazônia brasileira, em Rondônia, quando foi ficou preso, acidentalmente, em um balde usado para retirar água de poços artesanais. A partir daí, constatou-se que o peixe, que possui cor vermelho-vivo, tem hábitos subterrâneos e vive apenas em água doce neotropical. Com 3,5 cm de comprimento, a espécie já foi encontrada em 12 dos 20 poços artesanais da região, revelando-se bastante comum.

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